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quarta-feira, 13 de março de 2024

Mercado financeiro Dólar e Ibovespa: 13/03/24

Bitcoin: R$ 366.456,28 Reais e US$ 73.066,70 Dólares.




O dólar fechou praticamente estável frente ao real nesta quarta-feira, em sessão sem grandes catalisadores e marcada por relativa calma depois que dados de inflação da véspera não alteraram as apostas sobre o início do corte de juros do Federal Reserve.

A moeda norte-americana negociada no mercado interbancário teve variação negativa de 0,01%, a 4,9745 reais na venda. Na B3 (BVMF:B3SA3), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,14%, a 4,9805 reais na venda.

Operadores têm notado recentemente que o dólar está sendo negociado numa faixa estreita nos últimos dias, ficando a maior parte do tempo entre 4,94 e 4,98 reais.

"Muita coisa está tendo de influência para que o dólar não saia desse intervalo: um dos pontos importantes foi o índice de preços americano divulgado ontem. Havia expectativas de que viria bem mais alto do que as estimativas, mas veio levemente acima, o que não fez com que o mercado abandonasse expectativas de início da flexibilização em junho", disse Márcio Riauba, gerente da mesa de operações da StoneX.

O índice de preços ao consumidor dos EUA subiu 0,4% no mês passado, depois de ter avançado 0,3% em janeiro, mostraram dados de terça-feira. Nos 12 meses até fevereiro, os preços ao consumidor aumentaram 3,2%, de 3,1% em janeiro. Economistas consultados pela Reuters projetavam alta de 0,4% no mês e de 3,1% na base anual.

Embora tenham vindo um pouco acima do esperado na base anual, os dados foram recebidos como benignos o suficiente para não interferir no plano de voo do Fed. Atualmente, a maior parte dos mercados financeiros espera que o banco central dos EUA deixe os custos dos empréstimos inalterados até junho, quando deve haver um primeiro corte.

"Ao cortar sua taxa de juros, o banco central americano eleva o apetite por risco dos investidores internacionais, induzindo um fluxo positivo em direção às economias com maior risco relativo, como as emergentes. Com a expectativa do início do ciclo de cortes nos juros americanos este ano, vemos uma boa oportunidade para se posicionar em emergentes", avaliou o Inter em relatório nesta terça-feira.

No Brasil, o Banco Central deve cortar a taxa Selic em 0,50 ponto percentual quando o Comitê de Política Monetária se reunir na semana que vem, a 10,75%, segundo probabilidades implícitas no mercado de juros futuros, mesmo em meio a preocupações com a pressão inflacionária no setor de serviços.

Apesar da relativa visibilidade sobre a política monetária, agentes financeiros ainda apontavam problemas na cena doméstica.

"O risco político referente a uma possível interferência do governo nas políticas da Petrobras (BVMF:PETR4) acaba interferindo no processo de valorização da moeda brasileira; de repente isso pode dar uma atrapalhada na trajetória do real", afirmou Riauba, da StoneX.

Os ativos brasileiros tombaram na última sexta-feira após decisão da Petrobras de não distribuir dividendos extraordinários e colocar os recursos em uma reserva estatutária. O receio é de que esse episódio possa ter mudado o equilíbrio de forças em um cabo de guerra entre o presidente-executivo da estatal, Jean Paul Prates, e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que controla o conselho de administração.

O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, com as ações de bancos privados entre os principais suportes, assim como os papéis da Vale (BVMF:VALE3), enquanto Petrobras (BVMF:PETR4) não sustentou os ganhos da primeira etapa do pregão, apesar do forte avanço do petróleo.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,35%, a 128.120,64 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 128.529,63 pontos. Na mínima, a 127.438,99 pontos.

O volume financeiro somava 20,2 bilhões de reais antes dos ajustes finais, tendo ainda no radar o vencimento dos contratos de opções do Ibovespa.

As ações dos Estados Unidos fecharam em sua maior parte em queda nesta quarta-feira, com investidores realizando lucros com papéis da Nvidia e de outras fabricantes de chips, enquanto aguardavam dados de preços ao produtor norte-americano na quinta-feira e outras pistas sobre a inflação antes da reunião da próxima semana do Federal Reserve.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 perdeu 0,19%, para 5.165,33 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq caiu 0,52%, para 16.180,46 pontos. O Dow Jones subiu 0,11%, para 39.046,98 pontos.

As bolsas europeias fecharam, majoritariamente, em alta nesta quarta-feira (13).

Em Madri, o Ibex-35 subiu 1,65%, aos 10.560,50 pontos.

O CAC 40, de Paris, atingiu recorde histórico de fechamento, ao subir 0,62%, aos 8.137,58 pontos. Em Londres, o índice FTSE 100 encerrou em alta de 0,31%, aos 7.772.17 pontos, ainda distante da máxima histórica de 16 de fevereiro, quando encerrou o pregão em 8.012.53 pontos. O DAX, de Frankfurt, perdeu força e cedeu 0,02% no fim do dia, aos 17.961,38 pontos, ainda perto do recorde de 17.965,11 pontos marcado ontem.

Em Milão, o FTSE MIB subiu 0,39%, aos 33.885,43 pontos. O PSI 20, referencial da Bolsa de Lisboa, teve variação negativa de 0,53%, encerrando o dia em 6.110,35 pontos.

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única nesta quarta-feira (13).

Na China continental, o índice Xangai Composto recuou 0,40%, a 3.043,83 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve modesta baixa de 0,11%, a 1.768,56 pontos.

Em outras partes da Ásia, o Nikkei ficou no vermelho pelo terceiro pregão seguido em Tóquio, com baixa de 0,26%, a 38.695,97 pontos, e o Hang Seng ficou praticamente estável em Hong Kong, com ligeira perda de 0,07%, a 17.082,01 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,44% em Seul, a 2.693,57 pontos, e o Taiex ficou também perto da estabilidade em Taiwan, com leve ganho de 0,07%, a 19.928,51 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana avançou pelo segundo dia consecutivo, O S&P/ASX 200 teve alta de 0,22% em Sydney, a 7.729,40.

Fontes: Reuters,Dow Jones Newswires,Broadcast.
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