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terça-feira, 6 de outubro de 2026

Novo Senado pode mudar regras que afetam Disney+, Netflix e outros streamings

Novo mapa no Senado: O que muda na regulamentação dos streamings no Brasil?

O resultado das eleições para o Senado alterou significativamente a distribuição de forças políticas no Congresso. Embora a nova composição só tome posse em fevereiro de 2027, um projeto de lei de alto impacto para os consumidores já está no centro do debate: a regulamentação dos serviços de streaming no Brasil.

Se você é assinante do Disney+, Netflix, Prime Video ou outras plataformas, o texto em tramitação pode impactar diretamente os preços das assinaturas, os catálogos disponíveis e o tempo que um filme demora do cinema até o app.

O que prevê o projeto do streaming?

O projeto de lei que está no Senado prevê a criação da Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional) para plataformas de vídeo sob demanda.

A proposta passou por mudanças importantes ao longo de sua tramitação:

    Aprovada no Senado (Abril/2024): Propunha alíquota máxima de 3% da receita bruta anual para grandes empresas.

    Modificada na Câmara: Os deputados aumentaram o teto da cobrança para até 4% da receita bruta.

    Isenções: Empresas com receita anual de até R$ 4,8 milhões ou menos de 200 mil usuários ficam isentas.

    Descontos: As plataformas poderão deduzir até 60% do valor devido se investirem diretamente em produções brasileiras ou na capacitação de profissionais locais.

    Importante: Popularmente chamada de "taxa do streaming", a Condecine é, tecnicamente, uma contribuição voltada ao financiamento do setor audiovisual nacional, e não um imposto comum.

Muito além da tributação: Cotas e janela de cinema

A cobrança financeira é apenas uma parte da proposta. O texto aprovado na Câmara trouxe regras que afetam o catálogo e a janela de lançamentos:

    Cota de conteúdo nacional: Exigência progressiva de produções brasileiras no catálogo, começando em 2% e subindo até 10% no sétimo ano.

    Dispensa da cota: Empresas que mantiverem pelo menos 700 obras nacionais no catálogo (metade independentes) podem ser liberadas da exigência percentual.

    Janela do Cinema ao Streaming: Proibição de lançar nas plataformas digitais filmes exibidos nos cinemas antes do prazo mínimo de 9 semanas após a estreia.

Essa regra de 9 semanas impacta diretamente gigantes como a Disney, que costuma disponibilizar blockbusters no Disney+ pouco tempo após o circuito de salas de cinema.

O peso do novo Senado a partir de 2027

A bancada do PL elegeu 19 senadores e, pelas projeções oficiais, iniciará 2027 com 28 das 81 cadeiras do Senado — a maior da Casa. Em seguida aparecem o PT (9 senadores) e o MDB (8 senadores).

Esse novo cenário traz dois caminhos possíveis para o projeto:

    Votação Imediata (Até o fim de 2026): A atual composição do Senado ainda pode votar o texto devolvido pela Câmara antes da posse dos eleitos.

    Votação na Próxima Legislatura (A partir de 2027): Caso fique travado, o projeto será decidido por um Senado com perfil bem diferente. Com mais de um terço das cadeiras, o PL terá um peso crucial nas negociações.

O tema divide opiniões além da sigla partidária

Curiosamente, a história do projeto mostra que o tema não é estritamente polarizado. O relator do texto original que aprovou a Condecine de 3% foi o senador Eduardo Gomes (PL-TO), reeleito neste ano para mais oito anos de mandato. Isso indica que integrantes do próprio partido participaram ativamente da elaboração da regulamentação.

O bolso do assinante: A mensalidade vai subir?

Uma eventual alíquota de 4% não significa automaticamente um aumento imediato de 4% na sua mensalidade. A cobrança incide sobre a receita total das empresas e conta com abatimentos por investimento em produção local. Além disso, o texto não obriga o repasse direto ao consumidor.

No entanto, o custo das assinaturas continua sendo um ponto sensível. O Disney+, por exemplo, passou por reajustes no Brasil e hoje opera nas seguintes faixas:

    Padrão com anúncios: R$ 29,90/mês

    Padrão: R$ 49,90/mês

    Premium: R$ 69,90/mês

A Motion Picture Association (MPA) — entidade que representa Disney, Netflix, Prime Video, Warner Bros. Discovery e outros estúdios — acompanha de perto a tramitação em Brasília para defender os interesses do setor.

O que esperar agora?

O fator determinante será o calendário. O Congresso pode decidir acelerar o projeto nos próximos meses sob a liderança atual ou deixar que o tema seja renegociado pela nova bancada a partir de 2027.

Gerado por IA.

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