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Dólar volta a cair e fecha semana pós-primeiro turno abaixo de R$5
O dólar voltou a ceder nesta sexta-feira e encerrou a semana pós-primeiro turno abaixo dos R$5, depois de duas novas pesquisas eleitorais mostrarem o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Planalto.
O dólar à vista fechou a sessão com queda de 0,76%, a R$4,9856. Na semana, a divisa acumulou baixa de 4,44% e, no ano, recuo de 9,17%. Às 17h15, o dólar futuro para novembro -- o mais negociado no Brasil -- cedia 0,71% na B3, aos R$5,0040.
A pesquisa do Datafolha divulgada na noite de quinta-feira mostrou Flávio com 49% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% de Lula. Os dois candidatos estão em empate técnico no limite da margem de erro da pesquisa, que é de 2 pontos percentuais. Os indecisos somam apenas 1%, enquanto aqueles que dizem que votarão em branco, anularão o voto ou não votarão em nenhum candidato chegam a 5%.
Já a pesquisa Atlas/Bloomberg revelou na manhã desta sexta-feira que Flávio tem 51,1%, contra 45,7% de Lula. Como a margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, a liderança do senador está além da área de empate técnico. O percentual de eleitores indecisos ou que pretendem votar em branco ou anular o voto caiu de 5,0% para 3,2%.A confirmação de que Flávio lidera a disputa no segundo turno voltou a pesar sobre o dólar e sobre a curva de juros, além de dar força ao Ibovespa.
No mercado, boa parte dos agentes considera que, com Flávio no Planalto, crescem as chances de um maior controle das contas públicas -- ainda que o candidato não tenha apresentado propostas concretas de ajuste. No limite, o equilíbrio das contas públicas abriria espaço para juros mais baixos, o que se refletiu nesta semana na redução de prêmios na curva de DIs e no recuo do dólar ante o real. Às 13h01 desta sexta-feira, o dólar à vista atingiu a mínima intradia de R$4,9765 (-0,95%).
"O dólar cai acompanhando os juros futuros, e é um sinal claro de que o mundo está de olho e querendo comprar o risco dos emergentes, principalmente do Brasil, após Flávio ter ficado em primeiro lugar no primeiro turno", comentou à tarde Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital. Além da questão eleitoral, o viés de baixa do dólar no Brasil esteve em sintonia com o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes, como o peso colombiano, o rand sul-africano e o peso chileno. Por outro lado, o dólar sustentou ganhos ante outras divisas fortes.
Às 17h07, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,10%, a 102,220. No início da sessão, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA -- o índice oficial de inflação -- subiu 0,82% em setembro, mais que a taxa de 0,73% projetada pelos economistas consultados pela Reuters. Em 12 meses, houve alta de 4,58%, ante projeção de 4,50%.
No fim da manhã, sem efeito sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem de 3 de novembro.
Ibovespa bate novo recorde com Flávio à frente de Lula em pesquisas
O Ibovespa encerrou a sexta-feira em alta, com o índice batendo novos recordes históricos intradiário e de fechamento, após novas pesquisas sobre o segundo turno da disputa presidencial mostrarem o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,38%, a 209.066,90 pontos, maior nível de fechamento da história. Na mínima do dia, a bolsa chegou a marcar 206.237,55 pontos e, na máxima, 209.713,45, maior nível intradiário. Na semana, a bolsa acumulou alta de 11,17%.O volume financeiro no pregão desta sexta-feira somou R$56,08 bilhões.
Wall Street fechou em alta
O Índice Dow Jones Industrial Average subiu 0,83%, para 51.654,95 pontos,
S&P 500 avançou 0,59%, para 7.811,51 pontos,
Nasdaq Composite ganhou 0,64%, para 27.366,17 pontos.
As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em alta
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,06%, a 10.552,05 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 1,19%, a 25.102,34 pontos.
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,95%, a 7.803,33 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,91%, a 49.746,31 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,92%, a 19.102,80 pontos.
PSI 20 da Bolsa de Lisboa perdeu 0,86%, a 9.267,50 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta
Hang Seng subiu 1,79% em Hong Kong, para 24.211,35 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto teve ligeira alta de 0,05%, para 3.813,79 pontos,
menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,18%, para 2.369,61 pontos.
Nikkei ficou praticamente estável em Tóquio, com perda marginal de 0,02%, a 69.030,92 pontos.
Na Coreia do Sul e em Taiwan, os mercados não operaram devido a feriados.
Na Austrália, com alta de 0,64% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.716,60 pontos.
Na Nova Zelândia, o S&P/NZX 50, teve alta de 0,42% em Wellington a 13.749,35 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,38% em Moscou a 2.321,05 pontos.
Na Índia, o BSE Sensex, teve alta de 1,23% em Bombaim a 72.472,33 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires.
