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Dólar fecha em alta com pesquisas mostrando empate técnico entre Flávio e Lula
O dólar fechou a terça-feira pós-feriado no Brasil em alta, depois de novos dados da corrida presidencial indicarem empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto no exterior a moeda norte-americana cedeu ante boa parte das demais divisas.
O dólar à vista encerrou a sessão com elevação de 0,74%, a R$5,0227. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 8,50%. Às 17h15, o dólar futuro para novembro -- o mais negociado no Brasil -- subia 0,56% na B3, aos R$5,0400.
A nova pesquisa BTG/Nexus mostrou pela manhã Flávio com 48% das intenções de voto no segundo turno, contra 45% de Lula. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, os dois estão em empate técnico. O percentual de eleitores que não pretendem votar ou que votarão em branco ou nulo está em 5%. O levantamento foi realizado entre 10 e 12 de outubro.
Essa foi a primeira pesquisa realizada pela Nexus após o primeiro turno, quando Flávio ficou 1,87 ponto percentual à frente de Lula. Na pesquisa PoderData/Aya, também divulgada nesta terça-feira, Flávio obteve 51% e Lula somou 49%, empatados dentro da margem de erro de 1,8 ponto percentual. O segundo turno eleitoral acontece em 25 de outubro.
No mercado, boa parte dos agentes considera que, com Flávio no Planalto, crescem as chances de um maior controle das contas públicas -- ainda que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado propostas concretas de ajuste. No limite, o equilíbrio das contas públicas abriria espaço para juros mais baixos, o que se refletiu na semana passada na redução de prêmios na curva de DIs (Depósitos Interfinanceiros) e no recuo do dólar ante o real. Nesta terça-feira, porém, o dólar se manteve em alta, na esteira dos números sobre a corrida eleitoral.
“Ontem o dólar subiu lá fora, então hoje houve um ajuste técnico de alta na abertura da sessão no Brasil. Mas depois também surgiram as pesquisas, que assustaram o mercado”, comentou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. “Então, foi mais o ‘trade eleitoral’ que fez com que o dólar subisse ante o real”, acrescentou.
O movimento esteve na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana recuou ante divisas fortes como o iene, o euro e a libra. O dólar também cedeu ante divisas de emergentes como a rupia indiana, o peso colombiano e o rand sul-africano, mas avançou ante o peso mexicano.
Às 17h05, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,34%, a 102,190. No fim da manhã, por conta de um problema técnico, o Banco Central cancelou o leilão regular de rolagem de swap cambial com oferta de 50.000 contratos para 3 de novembro.
Ibovespa fecha em queda com correção e pesquisas eleitorais no radar
O Ibovespa encerrou a terça-feira em queda firme, após uma sessão marcada por realização de lucros depois dos recordes históricos da semana anterior, ao mesmo tempo em que investidores avaliaram as últimas pesquisas eleitorais sobre a disputa presidencial.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,08%, a 206.804,23 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 206.146,15 na mínima e 209.071,98 na máxima do dia.O volume financeiro no pregão desta terça-feira somava R$40,53 bilhões antes dos ajustes finais.
As bolsas dos Estados Unidos fecharam em queda
Dow Jones caiu 0,35% (51.670,10 pontos);
S&P 500 recuou 0,02% (7.805,45 pontos);
Nasdaq teve queda de 0,15% (27.204,38 pontos).
As bolsas asiáticas encerraram sem uma tendência definida.
O Kospi, recuou 5,46% em Seul, para 6.035,35 pontos.
Nikkei caiu 1,82% em Tóquio, para 67.777,52 pontos, na volta de um feriado no Japão.
Taiex recuou 1,95% em Taiwan, para 48.341,31 pontos.
Hang Seng avançou 0,30% em Hong Kong, para 24.345,22 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,10%, para 3.800,86 pontos,
e o Shenzhen Composto avançou 0,08%, para 2.329,11 pontos.
Na Austrália, o S&P/ASX 200, teve alta de 0,0080% em Sydney a 8.783,90 pontos.
Na Nova Zelândia, o S&P/NZX 50, teve baixa de 0,56% em Wellington a 13.749,60 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 1,07% em Moscou a 2.419,38 pontos.
Na Índia, o BSE Sensex 30, teve alta de 1,54% em Bombaim a 73.033,78 pontos.
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,06%, a 10.650,33 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,10%, a 25.251,15 pontos.
Em Paris, o CAC 40 recuou de 0,07%, a 7.827,63 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB subiu 0,04%, a 50.057,18 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,38%, a 19.211,80 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 0,73%, a 9.379,79 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires.
