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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 15/10/26

Bitcoin: R$ 419.066,50 Reais e US$ 82.156,92 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,087
Dólar turismo: R$ 5,280
Euro comercial: R$ 5,705
Libra: R$ 6,761

Dólar acelera alta com mercado ansioso antes de pesquisa Datafolha

O dólar ganhou força ‌ante o real na reta final desta quinta-feira e fechou a sessão com alta superior a 1%, em meio à preocupação de investidores de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) possa ter se aproximado do senador Flávio Bolsonaro (PL) na pesquisa eleitoral do Datafolha.

O novo levantamento do Datafolha sobre as intenções de voto no ⁠segundo turno será divulgado no início da noite. Durante o dia, o dólar também ‌reagiu em alta à pesquisa Quaest mostrando empate técnico entre os dois candidatos na disputa presidencial.  O dólar à vista encerrou a sessão com elevação de 1,17%, a ‌R$5,0885, o maior valor de fechamento desde 2 ‌de outubro, dois dias antes do primeiro turno, quando era cotado a ⁠R$5,2173.

No ano, a divisa passou a acumular baixa de 7,30%. Às 17h15, o dólar futuro para novembro -- o mais negociado no Brasil -- subia 0,79% na B3, aos R$5,1040.

Pesquisa Quaest divulgada na noite de quarta-feira mostrou Flávio com 46% das intenções de voto no segundo turno, contra 44% de Lula. Como a margem de erro é de 2 ‌pontos percentuais, os candidatos estão tecnicamente empatados. Os indecisos são 1%, enquanto 9% disseram ‌que votarão em branco, nulo ⁠ou que não ⁠votarão. O levantamento revelou também que Flávio é rejeitado por 54% dos eleitores e Lula por 53%. Esse ⁠cenário de empate técnico trazido pela Quaest, ‌já identificado pela pesquisa BTG/Nexus ‌na terça-feira, voltou a impulsionar as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) e o dólar ante o real nesta quinta-feira.

Isso porque no mercado boa parte dos agentes considera que com Flávio no Planalto cresceriam as chances de um maior controle das ⁠contas públicas -- ainda que o candidato e seus porta-vozes econômicos não tenham apresentado até o momento propostas concretas de ajuste. Também na noite de quarta-feira, o Senado aprovou o fim da escala de trabalho 6 x 1 e a redução da jornada de trabalho semanal, em uma vitória ‌para o governo Lula em um dos principais temas da campanha eleitoral.

Flávio, que não discursou sobre o assunto durante os debates no Senado, votou pelo fim da ⁠escala, em uma mudança de posição sobre a proposta. Na terça-feira, o senador defendeu que o governo pague uma compensação às empresas, mas não abordou os eventuais impactos fiscais disso. Na reta final da sessão, o dólar atingiu novos picos em meio à expectativa que antecede a divulgação da nova pesquisa Datafolha. Às 16h30 -- meia hora antes do fechamento -- o dólar à vista atingiu a cotação máxima de R$5,0991 (+1,38%), para depois fechar perto disso. 

Ibovespa fecha em queda com pesquisas eleitorais no foco

O Ibovespa encerrou a quinta-feira em queda, com investidores ‌aguardando a publicação de nova pesquisa Datafolha sobre o segundo turno das eleições presidenciais, após sondagens recentes mostrarem o estreitamento da distância entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,06%, a 204.324,26 pontos, após marcar 203.110,43 na mínima e 206.520,28 na máxima do dia.O volume financeiro no pregão desta quinta-feira somou R$40,67 bilhões.

As bolsas americanas fecharam em alta 

O S&P 500 ⁠subiu 0,33%, encerrando o pregão em 7.744,06 pontos.
O Nasdaq teve ‌variação positiva de 0,08%, para 26.713,03 ‌pontos.
Dow Jones Industrial Average registrou alta de 1,08%, para 52.177,69 pontos.

No Canadá, S&P/TSX Composite subiu 1,55%, em Toronto a 36,137.10 pontos.

As bolsas europeias ficaram sem direção única 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,08%, a 10.840,35 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,27%, a 25.368,04 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,78%, a 7.934,70 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,72%, a 49.397,55 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,18%, a 19.195,40 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,44%, a 9.373,82 pontos. 

As bolsas asiáticas fecharam em forte baixa 

Em Seul, o Kospi desabou 7,57%, a 5.554,22 pontos.
Em Tóquio, o Nikkei recuou 4,90%, a 64.425,95 pontos.
Hang Seng caiu 1,03% em Hong Kong, a 24.062,72 pontos.
Em Taiwan, o Taiex tombou 3,41%, a 46.969,87 pontos. 

Na China continental, o Xangai Composto recuou 1,59%, a 3.707,48 pontos, 
e o Shenzhen Composto cedeu 2,64%, a 2.226,48 pontos.

Na Austrália, o S&P/ASX 200, teve baixa de 0,09% em Sydney a 8.719,70 pontos.
Na Nova Zelândia, o S&P/NZX 50, teve alta de 0,53% em Wellington a 13.832,80 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 1,22% em Moscou a 2.392,00 pontos.
Na Índia, o BSE Sensex 30, teve alta de 2,11% em Bombaim a 74.315,61 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires.

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