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Dólar tem maior queda diária em mais de 8 anos com Flávio à frente de Lula no 1º turno
O dólar despencou ante o real nesta segunda-feira, retornando para perto dos R$5,00, em uma reação direta ao resultado do primeiro turno da eleição presidencial, que colocou o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O dólar à vista encerrou a sessão com baixa de 4,12%, a R$5,0022, a menor cotação de fechamento desde 21 de maio deste ano, quando atingiu R$5,0004. Foi o maior recuo diário para a moeda norte-americana em mais de 8 anos, desde 8 de junho de 2018, quando o dólar cedeu 5,59% em um único dia.
No ano, a divisa passou a acumular queda de 8,87%. Às 17h05, o dólar futuro para novembro -- o mais negociado no Brasil -- cedia 4,28% na B3, aos R$5,0280.
A euforia dos investidores foi resultado da votação de domingo, que mostrou Flávio com 2 pontos percentuais à frente de Lula no primeiro turno: 47,03% contra 45,16%. A percepção dos profissionais do mercado é de que uma virada no segundo turno, marcado para 25 de outubro, é pouco provável. A queda forte do dólar esteve em sintonia com o recuo de mais de 135 pontos-base das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) de longo prazo e com a disparada de mais de 7% do Ibovespa.
Às 10h38, o dólar à vista marcou a cotação mínima intradia de R$4,9534 (-5,06%), sendo que desde maio a divisa não oscilava abaixo dos R$5. Na madrugada de segunda-feira, a Reuters havia trazido a perspectiva de forte rali dos ativos brasileiros, que no exterior já subiam. Os investidores avaliaram, em geral, que com Flávio na Presidência cresceriam as chances de o governo federal promover um ajuste das contas públicas, sendo que a política fiscal de Lula ainda é vista com desconfiança.
"Caso Flávio confirme a vitória, o dólar/real deverá seguir em tendência de baixa de longo prazo e, por isso, não é recomendável exagerar na compra", alertou em relatório o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, ao tratar de estratégias para importadores brasileiros, que atuam na ponta de compra da moeda.
"Dada a estimativa de grande movimento, não seria surpresa cair em direção a R$4,90-R$4,80", acrescentou.
O efeito eleitoral sobre as cotações deixou em segundo plano nesta segunda-feira o exterior, onde a sessão foi marcada pelo avanço dos rendimentos dos Treasuries e do dólar ante divisas fortes como o euro e a libra. Às 17h25, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,24%, a 102,140.
No fim da manhã, sem efeito nas cotações, o Banco Central do Brasil vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de novembro.
Ibovespa fecha acima dos 200 mil pontos pela 1ª vez após Flávio Bolsonaro liderar 1º turno
O Ibovespa disparou nesta segunda-feira e atingiu novos recordes históricos, marcando 209 mil pontos na máxima do dia, embalado pela euforia dos mercados domésticos após o senador Flávio Bolsonaro (PL) ficar à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições presidenciais.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 7,85%, a 207.190,44 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 192.137,63 na mínima e 209.605,70 na máxima, maior nível intradiário já registrado pela bolsa. O volume financeiro no pregão desta segunda-feira somava R$97,58 bilhões antes dos ajustes finais.
O Nasdaq registrou um fechamento recorde
O S&P 500 subiu 0,66%, encerrando o pregão em 7.773,95 pontos.
O Nasdaq teve alta de 1,05%, para 27.477,31 pontos.
Dow Jones Industrial Average subiu 0,18%, para 51.267,90 pontos.
Dez dos 11 índices setoriais do S&P 500 subiram, liderados pelo setor de materiais, com alta de 1,22%, seguido por um ganho de 1,14% no setor de serviços de comunicação.
As bolsas da Europa fecharam sem direção única
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,34%, a 10.497,94 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,06%, a 25.245,90 pontos.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,80%, a 7.834,10 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,66%, a 50.8818,38 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 1,01%, a 19.277,20 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,66%, a 9.354,24 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam em alta
O índice japonês Nikkei subiu 2,40% em Tóquio, para 69.946,86 pontos.
Em Hong Kong, o Hang Seng teve ganho de 0,28%, para 24.040,34 pontos.
Taiex avançou 2,55% em Taiwan, para 49.712,04 pontos.
Na Austrália, alta marginal de 0,05%, com o índice S&P/ASX 200 a 8.686,40 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve alta de 0,14% em Wellington a 13.699,02 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 1,82% em Moscou a 2.318,55 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,66% em Bombaim a 72.382,47 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires.
