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Dólar tem variação modesta ante o real com eleição no radar
O dólar oscilou em margens estreitas ante o real nesta quinta-feira e encerrou a sessão com leve variação positiva, com os investidores mantendo no holofote a disputa pela Presidência, à espera da divulgação de nova pesquisa do Datafolha.
O dólar à vista fechou a sessão com variação positiva de 0,17%, a R$5,0240. No ano, a divisa passou a acumular queda de 8,47%. Às 17h21, o dólar futuro para novembro -- o mais negociado no Brasil -- subia 0,01% na B3, aos R$5,0440. No exterior, o dólar cedeu ante algumas divisas de exportadores de commodities, mas se firmou em alta ao longo do dia ante boa parte das demais moedas.
Pela manhã, a pesquisa PoderData/Aya mostrou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) tem 53% dos votos válidos na simulação de segundo turno, contra 47% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A margem de erro é de 1,8 ponto percentual. No início da noite, o Datafolha divulgará sua nova pesquisa, aguardada com ansiedade pelos investidores. No mercado, boa parte dos agentes considera que, com Flávio no Planalto, crescem as chances de um maior controle das contas públicas, ainda que o candidato não tenha apresentado propostas concretas de ajuste.
No limite, o equilíbrio das contas públicas abriria espaço para juros mais baixos, o que se refletiu nos últimos dias na redução de prêmios na curva de DIs e na queda do dólar ante o real. Após o primeiro turno, a moeda norte-americana acumula baixa de 3,70%.
Nesta quinta-feira, o jornal Folha de S.Paulo publicou que a equipe de Flávio estuda alterar os reajustes da aposentadoria, assim como a correção dos gastos obrigatórios com saúde e educação. Em Brasília, em entrevista à imprensa, Flávio disse que reajustará os valores da aposentadoria acima da inflação e negou que tenha planos para mudar a forma atual de correção dos benefícios da Previdência e do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O ministro da Fazenda de Lula, Dario Durigan, disse em entrevista à CNN Brasil durante a tarde que Flávio vende uma "ilusão" ao mercado e não leva em conta impactos sobre a atividade econômica e empregos.
Neste cenário, o dólar à vista oscilou entre a máxima de R$5,0282 (+0,25%) às 9h27 e a mínima de R$5,0011 (-0,29%) às 11h48. Durante a tarde, a divisa norte-americana se manteve próxima da estabilidade. No exterior, o dólar sustentou pela manhã perdas ante algumas moedas emergentes, como o peso chileno e o rand sul-africano, mas durante a tarde a divisa norte-americana ganhou força ante diversas moedas. Às 17h17, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,18%, a 102,070.
No fim da manhã, o Banco Central do Brasil vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de novembro.
Ibovespa fecha em alta com suporte de Petrobras e com cenário eleitoral no radar
O Ibovespa encerrou a quinta-feira em alta, tendo como suporte os ganhos da Petrobras, que se beneficiaram da disparada do petróleo no exterior, ao mesmo tempo que os investidores avaliaram o noticiário eleitoral.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,03%, a 206.402,27 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 203.984,57 na mínima e 207.953,74 na máxima do dia.O volume financeiro no pregão desta quinta-feira somava R$56 bilhões antes dos ajustes finais.
As ações nos EUA caíram
O Dow Jones Industrial Average subiu 0,10%, para 51.231,64 pontos,
S&P 500 caiu 0,47%, para 7.765,36 pontos,
Nasdaq Composite recuou 1,25%, para 27.193,34 pontos.
As principais bolsas europeias fecharam em queda
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,16%, a 10.441,60 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 1,12%, a 24.823,05 pontos.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,51%, a 7.729,69 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,35%, a 49.297,88 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,78%, a 18.969,20 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,15%, a 9.347,56 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam em baixa
Kospi liderou as perdas, ao cair 2,62% em Seul para 6.625,93 pontos.
Nikkei recuou 1,42% em Tóquio, a 69.042,11 pontos.
Hang Seng cedeu 1,43% em Hong Kong, a 23.785,70 pontos.
Taiex caiu 0,99% em Taiwan, para 49.313,44 pontos.
Na China continental, as bolsas voltaram a operar após uma semana de feriado e também fecharam no vermelho.
O Xangai Composto recuou 0,79%, para 3.811,90 pontos,
O menos abrangente Shenzhen Composto caiu 1,63%, a 2.365,35 pontos.
Na Austrália, em baixa, com o S&P/ASX 200 caindo 0,77%, a 8.660,90 pontos.
Na Nova Zelândia, o S&P/NZX 50, teve alta de 0,057% em Wellington a 13.691,85 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 0,98% em Moscou a 2.314,43 pontos.
Na Índia, o BSE Sensex, teve baixa de 1,44% em Bombaim a 71.593,24 pontos pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires.
