O Mercado Livre lançou uma nova modalidade de entrega que promete levar compras ao consumidor em até 60 minutos. Batizado de Envios Agora, o serviço começa em São Paulo e aceita produtos de diferentes categorias com até 15 kg. A empresa também amplia sua atuação no setor farmacêutico e passa a vender medicamentos que exigem receita médica nesta sexta-feira (25).
Mercado Livre Experience, realizado nesta semana em São Paulo. No caso dos medicamentos, a operação começa pela farmácia própria da empresa e deve ganhar vendedores terceiros em outubro, inicialmente com três redes farmacêuticas cujos nomes ainda não foram divulgados.
Como funciona a entrega em até 60 minutos?
O Envios Agora funciona com base na proximidade entre o produto e o consumidor. Segundo o Mercado Livre, a modalidade está em fase de testes em bairros de São Paulo e deve ser ampliada posteriormente para toda a capital e outras cidades. A promessa de uma hora não fica restrita a alimentos, medicamentos ou produtos de conveniência. Itens de qualquer categoria podem participar desde que pesem até 15 kg e estejam dentro da área atendida pelo serviço.
Roberta Donato, vice-presidente de marketplace do Mercado Livre no Brasil, disse que entregadores poderão trabalhar na modalidade usando diferentes meios de transporte. A disponibilidade deve variar de acordo com a localização do comprador e dos produtos oferecidos nas proximidades.
A operação de farmácia já trabalha com essa lógica de entrega rápida. Segundo o UOL, o Mercado Livre utiliza atualmente o estoque de uma farmácia localizada na zona sul de São Paulo e oferece entrega em até 60 minutos para os itens disponíveis na região.
Como funciona a compra de remédio com receita?
A partir desta sexta-feira (25), a farmácia própria do Mercado Livre passa a oferecer medicamentos que exigem prescrição. Entre os exemplos mencionados pela companhia estão antibióticos e canetas usadas para diabetes, controle de peso e outros tratamentos.
O processo adiciona uma etapa antes da conclusão do pedido. A documentação técnica do Mercado Livre informa que o comprador precisa anexar a receita médica, que deve ser analisada pelo vendedor. Somente após a aprovação o medicamento pode seguir para separação e envio.
Caso o documento seja recusado, a compra é cancelada. O Mercado Livre também determina que o vendedor faça o armazenamento da receita em seus próprios sistemas quando necessário, enquanto a cópia disponível na plataforma é excluída após dois meses. Em outubro, a companhia pretende dar outro passo e permitir que farmácias terceirizadas vendam diretamente dentro do marketplace.
Há, porém, uma discussão regulatória ainda em andamento. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu em agosto um processo para definir regras específicas para o uso de plataformas de comércio eletrônico na logística e entrega de medicamentos.
A própria agência alertou que a retirada de proibições anteriores contra plataformas como Mercado Livre, iFood e Rappi não representa uma autorização automática para a comercialização de medicamentos nesses serviços, já que a nova legislação depende de regulamentação da Anvisa. A Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) afirmou que pretende questionar a operação anunciada pelo Mercado Livre junto ao órgão regulador.
