Bitcoin: R$ 436.794,00 Reais e US$ 84.061,04 Dólares.
Dólar comercial: R$ 5,181
Dólar turismo: R$ 5,388
Euro comercial: R$ 5,904
Libra: R$ 6,873
Dólar fecha em leve baixa com eleição, exterior e IPCA-15 no foco
O dólar fechou a sexta-feira com leve variação negativa ante o real, influenciado de um lado pelo recuo firme da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior e, de outro, pelos dados da nova pesquisa Datafolha e do IPCA-15 de setembro.
O dólar à vista encerrou a sessão com variação negativa de 0,19%, a R$5,1834. Na semana, a divisa acumulou alta de 0,74% e, no ano, baixa de 5,57%. Às 17h04, o dólar futuro para outubro -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,23% na B3, aos R$5,1865.
Após os avanços mais recentes, o dólar exibiu nesta sexta-feira perdas ante divisas como o iene, o euro e a libra, ainda que os investidores sigam posicionados para nova alta de juros nos EUA em outubro. A moeda norte-americana também cedeu ante divisas como o peso colombiano e o rand sul-africano, entre outras, em uma sessão no geral de pouco fôlego para as divisas de países emergentes. No Brasil, a eleição também seguiu influenciando os negócios. O Datafolha informou na noite de quinta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seguiu com vantagem de 2 pontos sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno da eleição presidencial.
Lula tem 47% e Flávio soma 45%. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados. Na semana passada, Lula tinha 46% e Flávio registrava 44%. O petista ainda é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias não tão favoráveis a Flávio -- como a manutenção da vantagem numérica de Lula no Datafolha -- tendem a trazer um viés de alta para o dólar.
Outro fator de atenção dos investidores foi o IPCA-15 de setembro, divulgado mais cedo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador, considerado uma prévia da inflação oficial, subiu 0,70% em setembro, após recuar 0,40% em agosto. Em 12 meses, houve elevação de 4,47% em setembro, contra 4,24% em agosto.
Economistas ouvidos projetavam altas menores, de 0,53% em setembro e 4,30% em 12 meses. Uma inflação mais pressionada é um fator que pode dificultar novos cortes da taxa básica Selic, hoje em 13,75%, no curto prazo, com efeitos sobre o câmbio.
Em meio aos fatores internos e externos, o dólar à vista variou entre a mínima de R$5,1731 (-0,39%) às 9h03, logo após a abertura, e a máxima de R$5,2152 (+0,43%) às 11h19. Durante a maior parte do dia, no entanto, ele se manteve próximo da estabilidade.No exterior, às 17h07 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,29%, a 101,000.
Ibovespa fecha em queda pressionado por Petrobras
O Ibovespa fechou com queda modesta nesta sexta-feira, pressionado principalmente por Petrobras, enquanto a acomodação nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e o viés positivo em Wall Street afastaram o índice das mínimas, quando trabalhou no patamar dos 182 mil pontos.
O último pregão da semana também incluiu a repercussão de nova pesquisa Datafolha, divulgada na noite da véspera, que manteve a disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial, bem como a análise do IPCA-15, que revelou inflação acima das expectativas em setembro.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,27%, a 183.476,86 pontos, chegando a 182.151,01 no pior momento. Na máxima, atingiu 184.214,48 pontos. Na semana, acumulou um declínio de 0,95%.
O volume financeiro nesta sexta-feira somou R$23,99 bilhões.
Wall Street fechou em alta
O S&P 500 subiu 0,51%, encerrando o pregão em 7.743,41 pontos.
O Nasdaq avançou 0,48%, para 27.068,72 pontos.
Dow Jones Industrial teve alta de 0,93%, para 51.828,62 pontos.
Sete dos 11 índices setoriais do S&P 500 registraram alta, liderados pelo setor de tecnologia da informação, com alta de 0,91%, seguido por um ganho de 0,6% no setor industrial.
O S&P 500 registrou alta de 1,2% na semana, enquanto o Nasdaq subiu 2% na semana, após atingir um fechamento recorde na terça-feira.
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,14%, a 10.695,25 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,51%, a 25.396,22 pontos.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,04%, a 8.077,80 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,63%, a 51.866,93 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,61%, a 19.692,60 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,21%, a 9.704,60 pontos.
As bolsas da Ásia, Oceânia fecharam mistas
Os mercados da China, de Seul e de Taipé fechados por feriados.
O índice Nikkei subiu 1,30% em Tóquio, para 66.364,20 pontos.
Hang Seng caiu 1,01% em Hong Kong, para 24.510,09 pontos.
Na Austrália, queda de 0,43%, com o índice S&P/ASX 200 a 8.665,00 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,099% em Wellington a 13.811,11 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 1,76% em Moscou a 2.271,56 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,43% em Bombaim a 73.895,74 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires.
