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Dólar fecha estável no Brasil após Fed elevar juros e antes do Copom
O mercado de câmbio no Brasil teve mais uma sessão de volatilidade limitada nesta quarta-feira, com o dólar encerrando o dia muito próximo da estabilidade, enquanto no exterior a moeda norte-americana ganhou força após o Federal Reserve subir juros e sinalizar a possibilidade de novos aumentos.
O dólar à vista encerrou a sessão com variação negativa de 0,05%, a R$5,1519. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 6,14%. Às 17h02, o dólar futuro para outubro -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,08% na B3, aos R$5,1675.
No início do dia o Banco Central informou que seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) caiu 0,2% em julho ante junho, conforme a série com ajuste sazonal.
O resultado, pior que a retração 0,1% projetada por economistas consultados pela Reuters, juntou-se a uma série de números mais recentes que sugerem perda de força da atividade econômica -- o que favorece novos cortes da taxa básica Selic, hoje em 14%. Ainda nesta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC vai anunciar sua decisão sobre a Selic. À tarde, o Federal Reserve anunciou alta de 25 pontos-base de sua taxa de juros, para a faixa de 3,75% a 4,00%, sinalizando novos aumentos nos próximos meses para conter a inflação no país. Em suas projeções, os membros do Fed indicaram pelo menos mais uma alta de 25 pontos-base em 2026.
Em entrevista coletiva após a decisão, o chair do Fed, Kevin Warsh, ponderou que a inflação norte-americana está "alta demais" e está assim por "tempo demais". Em reação ao Fed, os rendimentos dos Treasuries ganharam força, assim como o dólar ante boa parte das demais divisas, incluindo o real. Após marcar a menor cotação do dia, de R$5,1368 (-0,34%), às 12h47, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,1670 (+0,25%) às 16h19, já após a decisão do Fed. A moeda norte-americana, porém, oscilou em margens estreitas e encerrou o dia próxima da estabilidade, com o noticiário eleitoral no Brasil permeando os negócios.
Em algumas pesquisas recentes, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece em empate técnico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Planalto, mas numericamente à frente em algumas simulações de segundo turno.
Já o Supremo Tribunal Federal (STF) adiou na terça-feira a decisão final sobre juntar ou não, para análise do plenário, dois casos envolvendo ministros: o de possível abertura de investigação contra Alexandre de Moraes por sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o de abuso de poder e improbidade por parte do ministro André Mendonça. O ministro Flávio Dino pediu vista e paralisou o julgamento.
Para parte do mercado, a crise do STF -- que colocou Moraes na berlinda -- tem sido mais favorável a Flávio que a Lula. Flávio tem a preferência da Faria Lima, que vê Lula como um empecilho para o ajuste fiscal.
No fim da manhã, sem efeito nas cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de outubro. Às 17h05, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,58%, a 100,260.
Ibovespa fecha em queda após Fed elevar juro e sinalizar mais aperto
O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, renovando mínima da sessão à tarde, após o banco central dos Estados Unidos elevar a taxa básica de juros na maior economia do mundo e sinalizar mais uma alta neste ano.
Índice de referência do mercado acionário, o Ibovespa recuou 0,51%, a 185.547,66 pontos, após marcar 186.738,25 na máxima e 184.753,98 na mínima do dia. O volume financeiro somou R$72,48 bilhões, em pregão também marcado por vencimento de opções sobre o Ibovespa.
A B3 fechou com investidores na expectativa da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, com as apostas indicando redução da taxa Selic de 14% para 13,75% ao ano.
Wall St fecha em baixa após Fed elevar juros e sinalizar mais aperto monetário pela frente
O Dow Jones Industrial Average recuou 1,21%, para 51.461,78 pontos,
S&P 500 perdeu 0,44%, para 7.552,14 pontos,
Nasdaq Composite teve variação negativa de 0,01%, para 25.978,43 pontos.
As bolsas europeias fecharam em alta
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,28%, a 10.688,47 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,62%, a 25.558,88 pontos.
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,62%, a 8.140,59 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,80%, a 51.969,12 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,55%, a 19.663,80 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 1,00%, a 9.540,66 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam em alta
O índice japonês Nikkei subiu 0,69% em Tóquio, para 63.923,00 pontos.
O sul-coreano Kospi avançou 1,37% em Seul, para 6.717,97 pontos.
O Hang Seng teve modesto ganho de 0,19% em Hong Kong, para 24.713,78 pontos,
Taiex registrou alta de 0,74% em Taiwan, para 45.848,90 pontos.
Na China continental: o Xangai Composto avançou 0,71%, para 3.891,60 pontos,
e o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 1,33%, para 2.476,48 pontos.
Na Austrália, com avanço de 0,28% do índice S&P/ASX 200 em Sydney, para 8.696,50 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve alta de 1,03% em Wellington a 13.622,72 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 1,93% em Moscou a 2.291,98 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,45% em Bombaim a 74.336,45 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires.
