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Dólar zera perdas da manhã e fecha acima dos R$5,10
Após oscilar perto dos R$5,07 no início da sessão, o dólar se reaproximou da estabilidade e encerrou a quinta-feira acima dos R$5,10, com parte do mercado aproveitando as cotações mais baixas para comprar moeda, enquanto no exterior o dia foi de queda para a divisa norte-americana.
O dólar à vista encerrou a sessão com variação negativa de apenas 0,04%, a R$5,1043. No ano, a divisa passou a acumular queda de 7,01%. Às 17h22, o dólar futuro para outubro -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- subia 0,29% na B3, aos R$5,1400.
Na quarta-feira o dólar havia completado três sessões consecutivas de perdas ante o real, com os agentes reagindo positivamente a uma pesquisa da Quaest mostrando uma diferença menor nas intenções de voto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois estão tecnicamente empatados no segundo turno.
Nesta quinta-feira, os investidores aguardavam pela divulgação de nova pesquisa Datafolha prevista para o início da noite. De modo geral, Lula tem sido visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias favoráveis a Flávio -- como a redução numérica da distância para Lula -- têm se refletido na queda do dólar ante o real.
Mas a sessão desta quinta-feira também foi de baixa do dólar ante outras divisas no exterior, em paralelo ao recuo firme dos rendimentos dos Treasuries após o diretor do Federal Reserve Christopher Waller afirmar, durante evento da Reuters em Washington, que, se os dados confirmarem o arrefecimento das pressões inflacionárias, ele tende a defender a manutenção dos juros nos EUA.
Um dos destaques foi a queda forte do dólar ante o iene, em meio ao aumento das apostas de que o Banco do Japão (BoJ) subirá juros para conter a inflação. No Brasil, porém, alguns agentes aproveitaram o dólar mais fraco para recomprar moeda, o que reconduziu a cotação para acima dos R$5,10.
"O dólar veio desde a abertura com um viés de baixa. Os ativos locais como o real (estavam) se beneficiando da queda lá fora do dólar, seguindo a (baixa da) curva de rendimentos dos Treasuries", pontuou o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo. "E aí, rompendo o R$5,10, (surge) muita ordem de compra, até pelas estimativas do mercado serem de um dólar mais alto no final do ano. Os otimistas estão dizendo R$5,20, os pessimistas R$5,40", acrescentou Bergallo. "O dólar está barato."
Após marcar a cotação mínima intradia de R$5,0702 (-0,71%) às 9h32, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,1147 (+0,16%) às 13h22, em meio à busca dos agentes pela moeda. No restante da tarde, as cotações se mantiveram próximas da estabilidade.
No fim da manhã, sem efeito sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de outubro. No exterior, às 17h17 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,61%, a 98,988.
Ibovespa pausa sequência de altas com realização de lucros após rondar 189 mil pontos
O Ibovespa fechou praticamente estável nesta quinta-feira, enfraquecido por movimentos de realização de lucros após uma sequência positiva que o aproximou dos 189 mil pontos.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa terminou com variação negativa de 0,01%, a 185.188,13 pontos, encerrando uma série de 11 altas, período em que acumulou um ganho de 11,34%.
Na máxima do dia, porém, chegou a 188.891,50 pontos (+1,99%), ensaiando mais um fechamento positivo. Mas o ímpeto arrefeceu, pressionado particularmente pelas blue chips Vale e Petrobras. Na mínima, chegou a 184.718,36 pontos (-0,26%). O volume financeiro na bolsa somou R$35,19 bilhões. O retorno do capital externo para a bolsa paulista no final e expectativas eleitorais referendaram a recuperação recente do Ibovespa, que nesta quinta-feira ainda encontrou respaldo no alívio dos rendimentos dos Treasuries nos primeiros negócios.
Wall Street encerra dia com forte alta, conforme declarações de Waller amenizam temor de elevação dos juros
O Dow Jones Industrial Average subiu 1,18%, para 53.686,11 pontos,
S&P 500 avançou 1,06%, para 7.747,71 pontos,
Nasdaq Composite teve alta de 1,40%, para 26.584,06 pontos.
As bolsas europeias fecharam em alta
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,70%, a 10.831,52 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,65%, a 26.007,57 pontos.
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,07%, a 8.286,40 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,88%, a 52.245,47 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 1,11%, a 19.998,20 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,04%, a 9.401,50 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única e com variações limitadas
O índice japonês Nikkei caiu 0,17%, para 64.214,48 pontos.
O índice sul-coreano Kospi subiu 0,3% em Seul, para 6.579.48 pontos.
Em Hong Kong, o Hang Seng terminou com baixa de 0,4%, a 25.213,31 pontos.
Já o Taiex, cedeu 0,7% em Taiwan, para 45.857.66 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto ficou perto da estabilidade (+0,02%), aos 3.942,09 pontos,
Shenzhen Composto também fechou estável, aos 2.512,87 pontos.
Na Austrália, com alta de 0,46% do índice S&P/ASX 200 em Sydney, para 9.020,10 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,61% em Wellington a 13.846,18 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 1,34% em Moscou a 2.214,35 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,55% em Bombaim a 76.152,86 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires.
