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Dólar cai a R$5,1080 sob influência do exterior
O dólar fechou a segunda-feira em baixa e novamente na faixa dos R$5,10, acompanhando o recuo dos rendimentos dos Treasuries e da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior.
No Brasil, uma nova pesquisa eleitoral reforçou o cenário de empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Planalto.
O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,72%, a R$5,1080. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 6,94%. Às 17h03, o dólar futuro para outubro -- atualmente 3o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,79% na B3, aos R$5,1170.
Pesquisa BTG/Nexus divulgada pela manhã mostrou Lula com 46% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno, contra 45% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, eles estão em empate técnico. No levantamento anterior, Lula tinha 47% e Flávio somava 45%.
Nas últimas semanas, a percepção de fortalecimento da candidatura de Flávio tem favorecido o chamado "trade eleitoral", que se traduz no avanço do Ibovespa e na queda do dólar e das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros). Isso porque Lula é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação.
No início da noite desta segunda-feira será divulgado novo levantamento da Quaest sobre a disputa pelo Planalto. No mercado de predição Polymarket, sediado nos Estados Unidos, Flávio tinha 61% das apostas de vitória nesta tarde, contra 38% de Lula. O recuo do dólar nesta segunda-feira, porém, esteve ligado principalmente à baixa das cotações também no exterior, com investidores se apegando à possibilidade de um acordo de paz entre EUA e Irã nesta semana, quando haverá reunião da ONU em Nova York.
Ainda que permaneça em níveis elevados, o petróleo Brent cedeu para a faixa dos US$100 o barril e os rendimentos dos Treasuries caíram, enquanto os principais índices de ações em Nova York avançaram. Nos mercados de moedas, isso se traduziu na baixa do dólar ante divisas como o real, o peso chileno, o won coreano e o rand sul-africano, entre outras. "(Temos) queda dos rendimentos dos Treasuries, queda do petróleo, bolsas na Europa fechando majoritariamente em alta e Nova York também indo bem", citou durante a tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo.
"Então, a queda (do dólar ante o real) reflete o exterior. Estamos absolutamente alinhados com a performance do dólar lá fora", acrescentou. Após marcar a cotação máxima intradia de R$5,1381 (-0,14%) às 9h01, logo após a abertura, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,1028 (-0,82%) às 13h09. No restante da tarde, manteve-se pouco acima dos R$5,10.
No fim da manhã, sem efeito sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de outubro. Às 17h06, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,16%, a 100,430.
Ibovespa fecha em alta com aval externo e nova pesquisa eleitoral
O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, ultrapassando os 187 mil pontos no melhor momento, em meio a um ambiente favorável a risco no mercado internacional, com alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e queda dos preços do petróleo.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,74%, a 186.595,60 pontos, com investidores também repercutindo nova pesquisa eleitoral. Na máxima do dia, chegou a 187.434,25 pontos. Na mínima, marcou 185.246,81 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$27,79 bilhões.
As bolsas dos Estados Unidos fecharam em alta
Dow Jones subiu 0,71% (52.048,83 pontos);
S&P 500 avançou 1,49% (7.764,70 pontos);
Nasdaq teve alta de 2,26% (27.122,09 pontos).
As bolsas europeias fecharam em alta
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,75%, a 10.739,01 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 1,07%, a 25.573,66 pontos.
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,92%, a 8.138,94 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,60%, a 52.371,54 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 1,26%, a 19.758,80 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,79%, a 9.617,39 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam em alta
O índice sul-coreano Kospi subiu 1,65% em Seul, para 7.007,72 pontos.
Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,18%, a 25.042,71 pontos,
Taiex registrou ganho de 1,14% em Taiwan, a 47.718,84 pontos.
No Japão, o mercado acionário não operou e permanecerá fechado até quarta-feira, em razão de feriados.
Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,97%, para 3.949,91 pontos,
Shenzhen Composto avançou 1,04%, para 2.538,87 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana terminou o pregão estável, com o índice S&P/ASX 200 a 8.731,90 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve alta de 0,60% em Wellington a 13.821,20 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 0,78% em Moscou a 2.260,35 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,76% em Bombaim a 74.858,99 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires.
