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segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 14/09/26

Bitcoin: R$ 409.886,50 Reais e US$ 79.390,08 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,147
Dólar turismo: R$ 5,346
Euro comercial: R$ 5,943
Libra: R$ 6,943

Dólar fecha em alta, perto dos R$ 5,15, em meio à crise no STF e novas pesquisas mostrarem disputa acirrada entre Lula e Flávio

O dólar fechou a segunda-feira em ‌alta ante o real, influenciado tanto pelo avanço da moeda norte-americana no exterior quanto pelo cenário político conturbado no Brasil, em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e a novas pesquisas eleitorais.

O dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,49%, a R$5,1490. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 6,19%. Às 17h02, o dólar futuro para outubro -- atualmente o ⁠mais negociado no mercado brasileiro -- subia 0,38% na B3, aos R$5,1680.

A segunda-feira começou com o dólar ‌em alta ante boa parte das demais divisas no exterior, novamente impulsionado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, que alimentava a busca por ativos mais seguros. Preocupações em torno de ‌possíveis riscos da IA também traziam cautela para os negócios.

No ‌Brasil, a busca pelo dólar era reforçada pelo cenário político, após as pesquisas eleitorais ⁠mais recentes mostrarem uma disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo Planalto. Na sexta-feira, pesquisa do Datafolha mostrou Lula com 46% e Flávio com 44% em uma simulação de segundo turno. O resultado representa empate técnico, já que a margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Na manhã desta segunda-feira, a pesquisa BTG/Nexus mostrou Lula com ‌47% das intenções de voto, contra 46% de Flávio, também em empate técnico em função da margem ‌de 2 pontos percentuais. Neste ⁠caso, porém, Lula voltou a ⁠ter a vantagem numérica, que no levantamento anterior era de Flávio.

Já a nova pesquisa Quaest mostrou Flávio com ⁠42% e Lula com 40%, com margem de ‌erro de 2 pontos percentuais.
Lula ainda ‌é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias não tão favoráveis a Flávio -- como a da pesquisa BTG/Nexus -- têm favorecido a elevação do dólar ⁠ante o real.

"O dólar foi para acima de R$5,18 na máxima de mais cedo, espelhando a cautela externa com o petróleo subindo mais de 3%", comentou durante a tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo, acrescentando que a disputa política também deu suporte às cotações.

"O mercado segue apostando contra o Lula. Então o front ‌externo foi empurrando (o dólar), mas o doméstico também." Às 10h54, o dólar à vista marcou a cotação máxima intradia de R$5,1830 (+1,13%).

A crise no STF também trazia cautela para os negócios. No ⁠fim de semana o presidente da corte, Edson Fachin, chamou para si a relatoria da petição sobre as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O caso irá a julgamento no plenário do STF na terça-feira. Fachin também marcou o julgamento sobre a conduta do ministro André Mendonça como relator do caso do Banco Master para o dia 23.

Durante a tarde o dólar apagou parte dos ganhos ante o real, mas ainda assim se manteve no território positivo. Às 13h55 a moeda à vista marcou a mínima de R$5,1414 (+0,32%), para depois fechar pouco abaixo dos R$5,15. No exterior, às 17h05 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,41%, a 99,508. No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de outubro.

Ibovespa fecha em queda pressionado por Vale e com Brasília no radar

O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira, pressionado particularmente pelo declínio da blue ‌chip Vale, em meio ao recuo dos futuros do minério de ferro na China. Novas pesquisas eleitorais também ocuparam as atenções na bolsa paulista, enquanto investidores seguem atentos a potenciais reflexos da crise no STF e das investigações sobre o Banco Master na corrida presidencial. 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,91%, a 185.500,88 pontos, após marcar 183.813,36 pontos na mínima e 187.320,96 pontos na máxima. O ⁠volume financeiro no pregão somou R$24,4 bilhões.

Wall Street fechou em baixa 

O S&P 500 recuou 0,48%, encerrando o pregão em 7.619,94 pontos. 
O Nasdaq perdeu 0,56%, para 26.186,41 pontos, 
Dow Jones Industrial Average caiu 0,29%, para 52.421,17 pontos.

Oito dos 11 índices setoriais do S&P 500 registraram queda, liderados pelo setor de tecnologia da informação, com baixa de 1,68%, seguido por uma perda de 1,44% no setor industrial.

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,44%, a 10.697,57 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,6%, a 25.415,06 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 recuou 0,76%, a 8.117,78 pontos.

Em Milão, o FTSE MIB perdeu 1,68%, a 51.628,77 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 caiu 1,38%, a 19.565,50 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 cedeu 1,52%, a 9.380,30 pontos. 

As bolsas da Ásia encerraram em majoritariamente em queda 

No Japão, o Nikkei caiu 0,8% em Tóquio, a 63.492,99 pontos. 
Na Coreia do Sul, o índice Kospi fechou em baixa de 3,3%, aos 6.684,37 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto, com variação de -0,07%, a 3.885,33 pontos, 
Shenzhen composto cedeu 0,1%, a 2.464,29 pontos.
Em Taiwan, o Taiex marcou queda de 0,7%, para 45.862,52 pontos. 
Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,5%, para 24.917,60 pontos.

Na Oceania, na Austrália terminou em alta de 0,10%, com o S&P/ASX 200 avançando a 8.749,90 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,14% em Wellington a 13.560,69 pontos.

Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 3,26% em Moscou a 13.560,69 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,16% em Bombaim a 74.781,76 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires.

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