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terça-feira, 8 de setembro de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 08/09/26

Bitcoin: R$ 400.997,50 Reais e US$ 78.494,25 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,086
Dólar turismo: R$ 5,282
Euro comercial: R$ 5,911
Libra: R$ 6,889

Dólar cai a R$5,0892 com avanço de Flávio Bolsonaro em pesquisas eleitorais

O dólar fechou a terça-feira pós-feriado ‌na menor cotação em um mês, após novas pesquisas indicarem ligeiro fortalecimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa acirrada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo Planalto, enquanto a crise envolvendo o STF também seguiu no foco.

O dólar à vista encerrou a sessão com baixa de 0,79%, a R$5,0892, menor cotação desde 7 de agosto, quando atingiu R$5,0845. No ano, a divisa passou a acumular ⁠queda de 7,28%. Às 17h05, o dólar futuro para outubro -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,78% ‌na B3, aos R$5,1135.

Na segunda-feira, quando o mercado no Brasil esteve fechado em função do Dia da Independência, pesquisa Quaest mostrou que Lula e Flávio têm 41% das intenções de voto cada ‌um no segundo turno da disputa. A margem de erro é ‌de 2 pontos percentuais. No levantamento anterior, Lula tinha 42% e Flávio somava 41%. Já a ⁠pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira mostrou que Flávio passou a ter vantagem numérica sobre Lula no segundo turno. O senador soma 46% das intenções de voto, contra 45% de Lula. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os dois estão empatados tecnicamente. Na pesquisa anterior, Flávio tinha 45% e Lula somava 46%.

As duas pesquisas motivaram a euforia vista nos mercados desde cedo, que impulsionou o ‌Ibovespa e o real, enquanto as taxas futuras despencaram. Em sessões recentes, outras pesquisas mostrando o acirramento da ‌disputa pelo Planalto já haviam trazido ⁠um viés de baixa ⁠para o dólar ante o real. Isso porque Lula ainda é visto com desconfiança por boa parte do mercado, ⁠que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle ‌das contas públicas e, consequentemente, ‌da inflação. Assim, notícias favoráveis a Flávio -- como a eliminação da diferença para Lula no segundo turno -- têm favorecido a queda do dólar.

A crise no STF foi outro ponto de atenção entre os investidores. Nesta terça-feira o ministro André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia ⁠Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada. Relator do caso do Banco Master, Mendonça tem travado um embate com o ministro Alexandre de Moraes no STF, em que cada um tem levantado suspeitas contra o outro. Moraes se baseou na quinta-feira passada em relatórios de inteligência produzidos pela PF, comandada por Andrei Rodrigues, para pedir ‌investigações contra Mendonça.

O embate no STF ganhou importância para a disputa eleitoral e, em paralelo, para os mercados no Brasil. Isso porque Flávio é um dos maiores críticos de Moraes, que foi relator ⁠no STF do processo de tentativa de golpe de Estado que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.

"O dólar está cedendo ante o real por conta da eleição mais acirrada. As pesquisas mostram que não vai ser fácil para o presidente Lula ganhar, o que é interessante para o mercado", comentou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik, acrescentando que o embate no STF também favorece o movimento. "Moraes é um fator de dificuldade para o Bolsonaro pai, então o enfraquecimento dele também influencia o câmbio."

Após marcar a cotação máxima de R$5,1289 (-0,01%) às 9h15, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,0713 (-1,14%), em meio ao noticiário sobre o STF. No exterior, às 17h07, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,03%, a 98,863. No fim da manhã, sem efeito nas cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de outubro.

Ibovespa fecha em alta com estrangeiros e cena eleitoral 

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, ultrapassando os 189 mil pontos ⁠no melhor momento, ‌em movimento embalado pelo retorno ‌de estrangeiros ‌para a bolsa ⁠paulista e novas pesquisas reforçando o cenário de disputa equilibrada na eleição ‌presidencial em outubro.

Índice ‌de referência ⁠do ⁠mercado acionário brasileiro, o ⁠Ibovespa ‌subiu ‌1,24%, a 187.451,80 pontos, de acordo com dados preliminares, ⁠tendo marcado 189.487,70 na máxima e 185.207,66 na mínima, ‌em dia também apoiado pelo avanço de ⁠commodities como o petróleo e o minério de ferro no exterior. O volume financeiro no pregão somava R$26,64 bilhões antes dos ajustes finais.

S&P 500 recua com preocupações em torno da IA afetando empresas de software

S&P 500 perdeu 0,58%, fechando em 7.673,94 pontos, 
Nasdaq Composite recuou 0,31%, para 26.423,69 pontos. 
O Índice Dow Jones Industrial Average caiu 1,16%, para 52.797,10 pontos.

As bolsas europeias fecharam perto da estabilidade 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,1%, a 10.811,66 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,05%, a 25.992,92 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 subiu 0,14%, a 8.317,98 pontos.

Em Milão, o FTSE MIB cedeu 0,1%, a 52.177,47 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,12%, a 19.997,10 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 subiu 0,66%, a 9.481,29 pontos. 

As bolsas da Ásia encerraram majoritariamente em baixa 

No Japão, o Nikkei perdeu 1,7% em Tóquio, a 65.269,33 pontos.
Na Coreia do Sul, o índice Kospi fechou em queda de 0,58%, a 6.954,52 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto teve alta de 0,2%, a 3.940,55 pontos, 
e o Shenzhen composto recuou 0,1%, a 2.526,93 pontos.
Em Taiwan, o Taiex recuou 0,5%, a 47.105,78 pontos. 
Em Hong Kong, o Hang Seng cedeu 0,4%, a 25.317,18 pontos.

Na Austrália terminou em baixa de 1%, com o S&P/ASX 200 recuando a 8.920,80 pontos. 
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 1,08% em Wellington a 13.792,90 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,46% em Moscou a 2.276,08 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,73% em Bombaim a 75.577,58 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires.

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