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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 20/08/26

Bitcoin: R$ 378.272,50 Reais e US$ 72.610,00 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,1926
Dólar turismo: R$ 5,3945
Euro comercial: R$ 6,064
Libra: R$ 7,082

Dólar fecha em alta no Brasil com ambiente externo negativo

O dólar ‌fechou a quinta-feira em alta contra o real, refletindo o ambiente externo mais avesso ao risco, onde a divisa norte-americana reverteu as perdas da véspera e os rendimentos dos Treasuries voltaram a subir.

O dólar à vista fechou em ⁠alta de 0,31%, aos R$5,1937 na venda. Às 17h36, o contrato ‌de dólar futuro para setembro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- subia 0,30% na B3, aos R$5,2080. No mesmo ‌horário, o índice do dólar -- que ‌mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma ⁠cesta de seis divisas -- subia 0,05%, a 98,880.

O principal vetor dos movimentos dos mercados globais nesta quinta-feira foi o mercado de títulos dos Estados Unidos. Na quarta-feira, o anúncio do Tesouro dos EUA de que dobrará o volume ‌das recompras de títulos de prazo mais longo no próximo ‌trimestre para pelo menos ⁠US$4 bilhões ⁠fez os rendimentos caírem fortemente, principalmente nos títulos mais longos.

Esse movimento ⁠fez o dólar enfraquecer ‌perante a maioria das ‌divisas globais, favorecendo o real. Contudo, todo esse movimento perdeu força nesta quinta, com os rendimentos voltando a exibir tendência de alta, assim como o dólar, em meio ⁠a dúvidas dos investidores em relação à durabilidade do efeito das medidas anunciadas e preocupações em relação à dívida pública americana. O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou no início da tarde ‌que pode aumentar novamente o volume de títulos que o governo irá recomprar. O comentário arrefeceu parte da alta ⁠dos rendimentos dos Treasuries, mas sem grande impacto.

Em outra frente, os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de 2,36%, para US$93,78 o barril, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, alertou sobre retaliações contra nações que apoiam o Irã, diminuindo ainda mais o apetite por ativos de risco no mercado global. "A combinação entre petróleo em alta, rendimentos americanos elevados e maior aversão ao risco reduziu o espaço para valorização dos ativos emergentes", disse Marcos Praça, diretor de análises da Zero Markets Brasil.

Ibovespa fecha quase estável com quadro de incertezas ainda minando apetite a risco

O Ibovespa fechou quase estável nesta quinta-feira, após ‌trocar de sinal algumas vezes no pregão, com a bolsa ainda vulnerável às incertezas envolvendo as eleições e o cenário fiscal e às preocupações com o nível de juros do país e seus reflexos na atividade econômica. Vale e Petrobras representaram um suporte positivo relevante, enquanto bancos continuaram enfraquecidos pelas preocupações com o cenário do crédito e da inadimplência no país.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa registrou variação positiva de 0,06%, a 167.927,15 pontos, ⁠após marcar 169.752,35 pontos na máxima e 166.965,79 pontos na mínima do dia. O volume financeiro no pregão somou R$28,4 bilhões.

Na ‌véspera, o Ibovespa avançou 0,9%, a 167.830,27 pontos, encerrando uma série de 11 fechamentos negativos seguidos. A alta, contudo, foi atrelada por agentes financeiros ao forte alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, sem mudanças no cenário brasileiro. De acordo com dados da B3, a bolsa registra uma saída líquida de capital externo de R$20,4 bilhões em agosto até o dia 18. 

Os índices de Wall Street encerraram o pregão em baixa

Dow Jones: -1,31%, aos 52.762,30 pontos;
S&P 500: -0,86%, aos 7.641,63 pontos;
Nasdaq: -1,00%, aos 26.067,166 pontos.

As bolsas europeias fecharam sem direção única

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,04%, a 10.748,16 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX perdeu 0,31%, a 26.011,55 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 recuou 0,57%, a 8.453,09 pontos. 

Em Milão, o FTSE MIB subiu 0,09%, a 52.665,82 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,22%, a 19.803,59 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,48%, a 9.282,81 pontos. 

As bolsas asiáticas fecharam em alta 

Em Seul, o Kospi subiu 5,89%, para 6.852,58 pontos, revertendo a queda de 5,8% do pregão anterior.
No Japão, o Nikkei subiu 1,36%, para 66.216,79 pontos.
Hang Seng registrou alta de 0,80% em Hong Kong, a 25.698,49 pontos.
Taiex ganhou 0,48% em Taiwan, a 44.933,74 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto teve alta de 0,24%, a 3.903,72 pontos, 
Shenzhen Composto subiu 0,79%, a 2.527,16 pontos.

Na Austrália, em alta de 0,33%, com o índice S&P/ASX 200 avançando para 9.083,80 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,071% em Wellington a 13.919,82 pontos.

Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 2,34% em Moscou a 2.121,57 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,82% em Bombaim a 77.537,72 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires.

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