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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 13/08/26

Bitcoin: R$ 330.510,00 Reais e US$ 63.477,72 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,1925
Dólar turismo: R$ 5,3996
Euro comercial: R$ 5,986
Libra: R$ 7,022

Dólar sobe pela quarta sessão seguida e acumula alta de 2% na semana

O dólar fechou a quinta-feira mais ‌uma vez em leve alta frente ao real, marcando a quarta elevação consecutiva da divisa em uma sessão em que novos dados no Brasil e no exterior não foram suficientes para direcionar fortemente a moeda norte-americana.

O dólar à vista fechou o ⁠dia com alta de 0,23%, aos R$5,1896, acumulando avanço de ‌2,07% na semana. No ano, a moeda norte-americana ainda cai 5,45% ante o real. Às 17h07, o contrato de dólar futuro ‌de primeiro vencimento caía 0,05% na ‌B3, a R$5,2125 na venda.

Dados divulgados pelo governo dos ⁠EUA nesta quinta mostraram que os preços ao produtor nos EUA ficaram estáveis em julho, após uma queda de 0,1% em junho, segundo dado revisado. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,2% do índice, após recuo de 0,3% divulgado anteriormente ‌em junho. O dado contribuiu para nova queda nas apostas de ‌uma elevação da taxa ⁠básica de ⁠juros do Federal Reserve em setembro, após índice de inflação ao consumidor divulgado ⁠na véspera já ter ‌tido impacto semelhante ao ‌vir em linha com o esperado.

Às 17h13, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- tinha variação positiva de ⁠0,03%, a 99,974. A moeda norte-americana tinha variações mistas modestas contra pares emergentes do real no final da tarde, com o peso chileno caindo 0,09%, enquanto o peso mexicano subia 0,12%.

No cenário doméstico, o ‌IBGE informou pela manhã que o varejo brasileiro encerrou o segundo trimestre com alta nas vendas maior do que o ⁠esperado em junho, de 0,5%, acelerando o ritmo em relação ao mês anterior. O dia foi de nova queda do Ibovespa -- a oitava seguida -- em sessão marcada pela repercussão de nova bateria de resultados corporativos.

"O dólar sobe aqui no Brasil hoje por questões mais domésticas do que propriamente uma questão da moeda americana em relação ao restante do mundo", disse o economista-chefe da Forum Investimentos, Bruno Perri em nota, destacando um movimento de aversão ao risco impactado pelo cenário eleitoral e por uma temporada de balanços, segundo ele, com resultados abaixo das expectativas.

Ibovespa fecha em queda pelo 8º pregão seguido com balanços sob holofotes; Hapvida desaba

O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira pelo oitavo pregão seguido, ‌com Hapvida capitaneando as perdas com tombo de 33% após resultado pior do que o esperado, em sessão marcada pela repercussão de nova bateria de resultados corporativos.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,23%, a 167.100,95 pontos, após registrar 166.196,92 pontos na mínima e 168.515,49 pontos na máxima do dia. O volume financeiro no pregão somou R$29,3 bilhões.

A bolsa paulista continua fragilizada por preocupações sobre a política monetária restritiva no Brasil e o potencial efeito de desaceleração da atividade econômica, além de receios com a cena fiscal e de ⁠incertezas eleitorais e geopolíticas, que têm afastado os estrangeiros das ações brasileiras. 

Apenas na terça-feira, quando o Ibovespa fechou em queda de 2,5% -- no pior ‌desempenho diário desde março -- houve uma saída líquida de R$4,7 bilhões, ampliando o saldo negativo no mês para R$11,9 bilhões, conforme dados da B3 até o último dia 11, que excluem ofertas de ações (follow-ons e IPOs). Tal movimento reduziu ainda mais o saldo de capital externo no ‌ano, que, no entanto, segue positivo em R$24,5 bilhões. Em meados de abril, eram ‌quase R$68 bilhões.

O S&P 500 registrou um ‌fechamento recorde 

O S&P 500 subiu 0,65%, encerrando o pregão em 7.798,99 pontos,
O Nasdaq teve ‌alta de 0,81%, para 26.803,03 pontos, 
Dow Jones Industrial Average avançou 0,13%, para ‌53.839,99 pontos.

Sete dos 11 índices ⁠setoriais do S&P 500 ⁠registraram alta, liderados pelo setor de serviços de comunicação, com alta de 1,56%, seguido por um ganho ⁠de 1,34% no setor imobiliário. O S&P 500 ‌acumula alta de cerca de 14% ‌em 2026, enquanto o Nasdaq subiu cerca de 15%.

As bolsas europeias fecharam em queda

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,56%, a 10.772,67 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX cedeu 0,15%, a 26.292,00 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 recuou 0,28%, a 8.650,56 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB teve queda marginal de 0,01%, a 53.693,27 pontos.

Em Madri, o Ibex 35 perdeu 0,18%, a 20.168,60 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 teve baixa de 0,21%, a 9.254,47 pontos. 
O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,01%, a 659,40 pontos. 

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única 

Em Seul, o Kospi terminou aos 6.813,34 pontos.
No Japão, o Nikkei avançou 1,16%, para 68.308,59 pontos.
Taiex subiu 1,11% em Taiwan, para 46.021,48 pontos.
Hang Seng caiu 0,17% em Hong Kong, a 25.396,51 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto recuou 0,50%, a 3.926,96 pontos, 
Shenzhen Composto, menos abrangente, caiu 0,97%, para 2.581,59 pontos.

Na Austrália, com queda de 0,23% do S&P/ASX 200, para 9.188,50 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve alta de 0,64% em Wellington a 13.825,30 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 2,87% em Moscou a 2.235,42 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,15% em Bombaim a 78.079,96 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires.

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