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Dólar tem leve alta ante o real em sessão marcada por dado de inflação dos EUA
O dólar encerrou a quarta-feira em leve alta ante o real, após forte avanço na véspera, com investidores reagindo a dados de inflação dos EUA que vieram em linha com o esperado por economistas, em meio à cautela com o cenário doméstico e internacional.
O dólar à vista fechou a sessão em alta de 0,27%, aos R$5,1776 na venda. Às 17h08, o contrato de dólar futuro para setembro -- atualmente o mais líquido no Brasil -- subia 0,40% na B3, a R$5,203 na venda.
O destaque da agenda econômica do dia foi a divulgação do índice de preços ao consumidor dos EUA para julho, que apontou alta de 0,1% frente ao mês anterior, com avanço de 3,4% na base anual, o que reduziu apostas em uma alta dos juros pelo Federal Reserve no próximo mês. Já o núcleo do índice -- que exclui preços voláteis de energia e alimentos -- subiu 0,2% sobre o mês anterior e teve alta de 2,5% na base anual.
Logo após a divulgação dos dados, o dólar caiu frente ao real diante da perspectiva de o diferencial vantajoso de juros do Brasil com os EUA não sofrer alteração no curto prazo -- a moeda norte-americana marcou a menor cotação do dia, de R$5,1382, às 9h40. Esse movimento, no entanto, se dissipou ao longo da tarde em negociações voláteis. Lucas Girardi, analista de investimentos da Nomad, destacou em nota que a cautela com os ambientes doméstico e internacional voltou a limitar a valorização do real.
Na terça-feira, a moeda norte-americana saltou 1,04% frente ao real, em sessão negativa para os ativos brasileiros que trouxe nova pesquisa eleitoral mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança das intenções de voto e um rebaixamento da recomendação das ações brasileiras pelo banco JPMorgan -- notícias que ainda eram digeridas nesta quarta-feira pelo mercado.
Pela manhã, dados do IBGE mostraram que o setor de serviços do Brasil ficou estável em junho na comparação com o mês anterior, contrariando expectativa de analistas de leve queda, mas ainda assim corroborando cenário de enfraquecimento da atividade econômica doméstica.
No fim da manhã, sem efeito nas cotações, o Banco Central vendeu todos os 50.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados para rolagem de vencimento. No cenário global, investidores estarão atentos na quinta-feira ao índice de preços ao produtor nos EUA em busca de mais indícios sobre a trajetória dos juros do Fed. Às 17h13, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,20%, a 100,000.
Ibovespa tem queda discreta em dia de vencimentos e balanços; Embraer atenua perda
O Ibovespa fechou com uma queda modesta nesta quarta-feira, com Embraer atenuando a perda, enquanto o ânimo no pregão paulista segue fragilizado por preocupações com o quadro macroeconômico no Brasil, além de incertezas eleitorais e geopolíticas.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,23%, a 167.491,07 pontos, marcando o sétimo fechamento seguido com sinal negativo.
O Ibovespa chegou a retomar o patamar dos 168 mil pontos no melhor momento, alcançando 168.309,55 pontos, mas o movimento não se sustentou. Na mínima, marcou 167.141,82 pontos. O volume financeiro somou R$52,8 bilhões antes dos ajustes finais, em dia ainda marcado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e do contrato futuro do índice, além da repercussão de resultados corporativos.
Na terça-feira, o Ibovespa caiu 2,5%, a 167.874,64 pontos, menor fechamento desde 20 de janeiro. Nessas sete sessões negativas, acumulou perda de 5,9%, ficando ainda mais distante dos recordes de abril, quando superou 199 mil pontos no intradia. A piora tem sido determinada principalmente pela saída de estrangeiros da bolsa, com o saldo no ano positivo em pouco mais de R$29 bilhões até o último dia 10. Em meados de abril, porém, eram quase R$68 bilhões. Apenas em agosto, de acordo com os dados da B3, houve saída líquida de R$7,2 bilhões.
O S&P 500 e o Nasdaq encerraram em alta
S&P 500 subiu 0,26%, fechando em 7.748,58 pontos.
Nasdaq Composite avançou 0,55%, para 26.588,49 pontos.
O Índice Dow Jones Industrial Average caiu 0,06%, para 53.761,57 pontos.
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,10%, a 10.833,15 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,17%, a 26.346,29 pontos.
Em Paris, o CAC 40 recuou 0,46%, a 8.674,94 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB teve baixa de 0,01%, a 53.698,66 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,04%, a 20.205,16 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,68%, a 9.273,84 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta
O índice Kospi subiu 3,68% em Seul, a 6.579,04 pontos.
Em Tóquio, o Nikkei avançou 0,83%, para 67.524,06 pontos, no retorno de um feriado no Japão.
Taiex registrou ganho de 0,88% em Taiwan, para 45.518,07 pontos.
Hang Seng caiu 0,83% em Hong Kong, a 25.440,17 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto teve alta modesta de 0,32%, a 3.946,68 pontos,
menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,14%, para 2.606,99 pontos.
Na Austrália em baixa, com o S&P/ASX 200 de 0,45% em Sydney, para 9.209,40 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,89% em Wellington a 13.737,66 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 1,12% em Moscou a 2.297,89 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,24% em Bombaim a 77.966,35 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires.
