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Dólar fecha em alta ante real antes de anúncio de sanção dos EUA a embaixadora brasileira
O dólar fechou a terça-feira com alta ante o real, refletindo o temor de novas sanções dos Estados Unidos ao Brasil, além da expectativa de novos cortes da taxa básica Selic.
O avanço das cotações no Brasil foi sustentado ainda pela queda do petróleo Brent no exterior, já que o país é exportador da commodity. O dólar à vista encerrou o dia com alta de 0,84%, aos R$5,1304. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 6,53%. Com o mercado à vista já fechado, o Departamento de Estado dos EUA anunciou que o visto da embaixadora Maria Luiza Viotti, chefe da missão brasileira nos EUA, foi cancelado.
Às 17h32, já após essa notícia, o dólar futuro para setembro -- atualmente o mais líquido -- subia 0,62% na B3, aos R$5,1570.
No início do dia o dólar chegou a operar em queda ante o real, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante divisas emergentes como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano, em meio à expectativa de que EUA e Irã possam chegar a um acordo de paz.
No entanto, o dólar ganhou força gradativamente ante o real pela manhã e, durante a tarde, acelerou com a notícia de que o Brasil esperava pelo anúncio de novas sanções diplomáticas dos EUA. A notícia foi dada pelo site da Exame. As novas sanções seriam uma reação dos EUA após o governo brasileiro ter negado vistos para duas autoridades norte-americanas que viriam ao país para, na visão do Planalto, interferir nas eleições de outubro.
Assim, após atingir a cotação mínima intradia de R$5,0707 (-0,33%) às 9h01, o dólar à vista marcou a máxima de R$5,1480 (+1,19%) às 15h47. O pico do dólar ocorreu em paralelo às máximas das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) em vários vencimentos e à perda de força do Ibovespa.
Durante o dia, profissionais ouvidos pela Reuters também citaram, como justificativa para o dólar forte, a expectativa de que o Banco Central anuncie novo corte de 25 pontos-base da taxa Selic na quarta-feira, para 14,00% ao ano, podendo promover outra redução de 25 pontos-base em setembro.
Essa possibilidade foi reforçada pela manhã por dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrando que a produção industrial caiu 1,8% em junho ante maio, mais que a retração de 0,8% projetada por economistas ouvidos pela Reuters. Na comparação com junho de 2025, houve alta de 1,7%, também abaixo da projeção de 3,0%.
"A precificação (de corte de 25 pontos-base da Selic na quarta-feira) já vinha sendo feita. Nosso juro real continua bom, mas um pouco pior do que estava antes, e a produção industrial abaixo do esperado acaba dando espaço para a Selic cair mais", comentou durante a tarde Nicolas Gomes, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. De acordo com Gomes, o recuo do petróleo Brent, para abaixo dos US$80 o barril, também justificava o avanço do dólar ante o real.No exterior, porém, a moeda norte-americana operava em queda ante várias divisas no fim da tarde. Às 17h16, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,15%, a 99,863.
Ibovespa fecha em queda com Itaú e Petrobras após superar 180 mil pontos
O Ibovespa fechou praticamente estável nesta terça-feira, após superar os 180 mil pontos, pressionado principalmente por Itaú Unibanco, antes da divulgação do balanço do segundo trimestre, e Petrobras, com novo declínio do preço do petróleo no exterior
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,06%, a 177.894,97 pontos, após chegar a 180.679,47 na máxima e marcar 177.580,77 na mínima do dia. No exterior, o barril de petróleo sob o contrato Brent encerrou em baixa de 5,3%, a US$79,36, após comentários de autoridades do Catar e dos Estados Unidos aumentarem as esperanças de uma resolução diplomática para a guerra com o Irã.
O S&P 500 e o Dow fecharam em níveis recordes nesta terça-feira
O Índice Dow Jones Industrial Average subiu 1,71%, para 54.085,88 pontos.
S&P 500 avançou 1,79%, para 7.736,52 pontos.
Nasdaq Composite teve alta de 2,59%, para 26.584,99 pontos.
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,20%, a 10.879,38 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,85%, a 26.223,26 pontos.
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,61%, a 8.666,63 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,26%, a 53.540,50 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,20%, a 20.023,22 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,03%, a 9.169,02 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira
O índice sul-coreano Kospi subiu 1,62% em Seul, para 6.358,95 pontos.
Em Tóquio, o Nikkei teve alta de 0,32%, para 63.957,53 pontos.
Hang Seng caiu 0,60% em Hong Kong, para 25.852,92 pontos.
Taiex registrou baixa marginal de 0,06% em Taiwan, a 43.360,66 pontos.
Na China continental, O Xangai Composto registrou ganho de 0,33%, para 3.822,28 pontos,
menos abrangente Shenzhen Composto avançou 2,73%, para 2.486,10 pontos.
Na Austrália em alta de 1,40% do índice S&P/ASX 200 em Sydney, para 9.145,80 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve alta de 0,93% em Wellington a 13.903,46 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,06% em Moscou a 2.264,03 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,27% em Bombaim a 78.428,95 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires.
