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Dólar fecha em queda contra o real com ajuste e exterior
O dólar fechou a segunda-feira em queda contra o real, após cinco sessões consecutivas de altas, influenciado pela fraqueza da divisa norte-americana no mercado internacional.
O dólar à vista fechou em queda de 0,41%, aos R$5,1998 na venda, após ter acumulado na semana passada uma alta de 2,7%.
Às 17h07, o contrato de dólar futuro para setembro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- caía 0,26% na B3, aos R$5,2220.
O índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- marcou mais cedo o menor nível em mais de dois meses à medida que operadores reduziram as apostas em um aumento das taxas de juros nos Estados Unidos enquanto se preparam para o simpósio anual do Federal Reserve em Jackson Hole na próxima semana, onde buscarão pistas sobre a interpretação dos formuladores de política monetária dos dados econômicos mais recentes. Às 17h48, o índice do dólar estava estável, em 99,589.
Também no exterior, os preços do petróleo fecharam em alta de 2,65%, a US$90,87 o barril, devido a preocupações com a oferta global alimentadas pelo pessimismo dos investidores em relação aos esforços diplomáticos para resolver o conflito com o Irã, com o presidente dos EUA, Donald Trump, exigindo a rendição do Irã e ameaçando bombardear Omã.
"Nos próximos pregões, além da evolução do conflito no Oriente Médio, o mercado deve continuar acompanhando a deterioração dos prêmios de risco brasileiros e, no exterior, a ata do FOMC (do Fed) na quarta-feira, que pode recalibrar as expectativas para os juros americanos", disse Marcos Praça, diretor de Análises da Zero Markets Brasil.
Localmente, as atenções se voltaram para os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), que mostraram uma expansão de 0,2% no segundo trimestre de 2026 sobre os três meses anteriores mesmo após ter recuado em junho. Em junho, o índice registrou retração de 0,6% na comparação com o mês anterior, segundo dados dessazonalizados, pior que a expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 0,53%.
O noticiário político também ganhou mais atenção com o início da campanha eleitoral oficial pelos candidatos e novas pesquisas de intenção de votos. Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro seguem em empate técnico nas intenções de voto para um eventual segundo turno, embora o presidente continue numericamente à frente do senador.
Ibovespa fecha quase estável com pressão de bancos; Casas Bahia desaba
O Ibovespa fechou quase estável nesta segunda-feira, com bancos pressionando negativamente em meio a preocupações com o cenário de crédito no país, além do pedido de recuperação judicial bilionário da Casas Bahia, enquanto Petrobras atuou como contrapeso, com apoio do avanço dos preços do petróleo no exterior.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com acréscimo de 0,01%, a 166.954,77 pontos, de acordo com dados preliminares. Na sessão, marcou 166.463,50 pontos na mínima e 168.006,60 pontos na máxima. O volume financeiro no pregão somava R$20,18 bilhões antes dos ajustes finais.
Na última sexta-feira, o Ibovespa fechou com um declínio de 0,1%, a 166.934,20 pontos, cravando um nono recuo consecutivo, na maior série de perdas desde as 13 quedas seguidas de 1º a 17 de agosto de 2023.
Os três principais índices de Wall Street caíram
S&P 500 perdeu 0,51%, fechando em 7.746,21 pontos,
Nasdaq Composite caiu 0,31%, para 26.652,29 pontos.
O Índice Dow Jones Industrial Average recuou 0,49%, para 53.469,20 pontos.
As bolsas europeias fecharam perto majoritariamente em queda
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,28%, a 10.720,30 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,27%, a 26.369,66 pontos.
Em Paris, o CAC 40 recuou 0,66%, a 8.579,60 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB teve alta marginal de 0,01%, a 53.586,98 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,91%, a 19.973,54 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 fechou em baixa de 0,38%, a 9.219,73 pontos. As
As bolsas asiáticas fecharam em alta
Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,74%, a 69.220,25 pontos.
Hang Seng avançou 1,34% em Hong Kong, a 25.453,23 pontos.
Taiex registrou leve alta de 0,10% em Taiwan, a 45.857,27 pontos.
Na Coreia do Sul, não houve pregão hoje devido a um feriado.
Na China continental, o Xangai Composto subiu 1,41%, a 3.982,65 pontos,
menos abrangente Shenzhen Composto avançou 2,20%, a 2.647,28 pontos.
Na Austrália em baixa: o S&P/ASX 200 recuou 0,46% em Sydney, a 9.073,20 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,96% em Wellington a 13.721,98 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 2,10% em Moscou a 2.091,44 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,36% em Bombaim a 77.728,16 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires.
