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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 07/08/26

Bitcoin: R$ 330.894,50 Reais e US$ 64.849,10 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,0835
Dólar turismo: R$ 5,2909
Euro comercial: R$ 5,877
Libra: R$ 6,880

Dólar cai ante real após queda inesperada do emprego nos EUA


O ‌dólar fechou a sexta-feira em queda no Brasil e encerrou a semana abaixo dos R$5,10, após o fechamento inesperado de postos de trabalho nos EUA em julho pesar sobre a moeda norte-americana em todo o mundo.

O dólar à vista fechou o ⁠dia com baixa de 0,41%, aos R$5,0845. Na semana, porém, ‌a divisa acumulou alta de 0,31%. No ano, a baixa acumulada é de 7,37%.  Às 17h05, o dólar futuro para ‌setembro -- atualmente o mais negociado no mercado ‌brasileiro -- cedia 0,59% na B3, aos R$5,1105.

O Departamento do ⁠Trabalho informou pela manhã que foram fechados 23 mil postos de trabalho nos EUA em julho, contrariando a expectativa de economistas ouvidos em pesquisa da Reuters de abertura de 80 mil vagas. A taxa de desemprego ficou em 4,1%, ante ‌4,2% projetados. O dado anterior foi revisado para pior, passando a apontar ‌criação de 20 mil ⁠vagas em ⁠junho, ante os 57 mil postos de trabalho inicialmente informados.

A surpresa negativa ⁠com o relatório de empregos ‌disparou a queda forte ‌dos rendimentos dos Treasuries e a venda da moeda norte-americana, com os investidores avaliando que a fraqueza dos dados reduz as chances de o Federal Reserve subir juros ⁠no curto prazo. No Brasil, após atingir a cotação máxima intradia de R$5,1044 (-0,02%) às 9h29, pouco antes do relatório, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,0721 (-0,65%) às 9h34, já depois dos dados. O ‌movimento estava em sintonia com a queda do dólar ante outras divisas de países emergentes, como o rand sul-africano e o ⁠peso mexicano.

"O dólar vem operando no lado negativo principalmente pela desaceleração do emprego nos EUA, que reduz a força do dólar globalmente (DXY), diminuindo a pressão compradora na moeda frente ao real", resumiu à tarde Gabriel Magno, chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital.

Às 17h10, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,36%, a 99,582. No fim da manhã, sem efeito nas cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de setembro.

Ibovespa fecha em queda com cena corporativa em foco; Petrobras PN cai 3%

O sinal negativo prevaleceu na bolsa paulista nesta sexta-feira, com o ‌Ibovespa fechando na mínima em um mês, em meio à repercussão de uma nova bateria de resultados corporativos, com Petrobras entre as maiores pressões, mesmo após um dos maiores lucros trimestrais da sua história.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,73%, para 172.513,42 pontos, chegando a 172.131,20 na mínima do dia. No melhor momento, nos primeiros negócios, avançou a 176.116,84 pontos.  Na semana, o Ibovespa acumulou uma perda de 3,08%.

Na visão do responsável pela área de renda variável da Criteria, Thiago Pedroso, houve um combo de notícias locais que acabaram ⁠pesando no Ibovespa. Do lado corporativo, ele destacou a indicação da Petrobras de que é muito improvável o pagamento de dividendos extraordinários neste ano, enquanto ‌os resultados de Lojas Renner e Magalu foram bem ruins, contaminando o setor. Em paralelo, acrescentou, há a pressão oriunda do quadro fiscal do país e expectativa sobre a eleição.

"Tudo isso afasta ainda mais o estrangeiro, que não vê nenhum gatilho no curto prazo para ‌manter recurso na bolsa brasileira", afirmou. "Hoje, me pareceu um pouco um cenário de 'jogando a ‌toalha'", acrescentou, citando a forte queda de ações blue chips como Itaú, além da Petrobras.

As ações subiram nos EUA nesta ‌sexta-feira, com o S&P registrando fechamento recorde

O Índice Dow Jones Industrial Average subiu 0,28%, para 54.036,93 pontos, 
o S&P 500 avançou 0,62%, para ⁠7.757,64 pontos, 
e o Nasdaq Composite teve alta de 1,30%, para 26.690,62 pontos.

Na semana, o S&P 500 subiu 3,58%, 
o Nasdaq saltou 5,19% 
e o Dow Jones avançou 2,96%.

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira

O índice japonês Nikkei caiu 0,12% em Tóquio, a 65.606,71 pontos,
sul-coreano Kospi recuou 0,60% em Seul, a 6.258,77 pontos, 
o Hang Seng avançou 0,54% em Hong Kong, a 25.668,03 pontos. 
Em Taiwan, o Taiex perdeu 0,38%, para 44.225,91 pontos.

Na China continental, O Xangai Composto subiu 1,02%, a 3.940,04 pontos,
menos abrangente Shenzhen Composto registrou alta de 1,40%, a 2.574,65 pontos.

Na Austrália encerrou em baixa de 0,09%, com o índice S&P/ASX 200 recuando para 9.263,60 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,96% em Wellington a 13.824,13 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 0,22% em Moscou a 2.280,78 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,58% em Bombaim a 78.499,17 pontos.

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,31%, a 10.901,09 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,82%, a 26.355,35 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 avançou 0,17%, a 8.714,93 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB ganhou 0,06%, a 53.717,19 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 teve baixa de 0,08%, a 20.163,98 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,46%, a 9.181,38 pontos. 

Fontes: Dow Jones Newswires.

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