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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 28/08/26

Bitcoin: R$ 403.189,00 Reais e US$ 77.419,25 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,1717
Dólar turismo: R$ 5,3703
Euro comercial: R$ 6,020
Libra: R$ 7,035

Dólar fecha perto dos R$5,20 após discurso duro de Warsh sobre inflação nos EUA

O dólar fechou a sexta-feira em alta no ‌Brasil após o chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmar durante o simpósio de Jackson Hole que a instituição terá "trabalho a fazer" caso a inflação dos EUA siga acima da meta.

Após superar os R$5,23 durante a sessão, o dólar à vista encerrou o dia cotado a R$5,1961, com alta de 0,62%. Na semana, a divisa acumulou elevação de 1,06% e, ⁠no ano, queda de 5,34%. Às 17h11, o dólar futuro para setembro -- atualmente o mais negociado no ‌mercado brasileiro -- subia 0,67% na B3, aos R$5,1995.

Em seu discurso de estreia em Jackson Hole, Warsh afirmou no fim da manhã que o Fed "terá trabalho a fazer" se seus ‌membros não estiverem confiantes de que a inflação subjacente ‌dos EUA está voltando à meta de 2%. "Este é o meu critério: devemos estar ⁠confiantes de que a inflação subjacente está caminhando em direção à nossa meta, de forma clara e com velocidade suficiente. Caso contrário, temos trabalho a fazer. Esse é o nosso trabalho... nosso mandato... e nossa responsabilidade", disse Warsh.

Os comentários foram a senha para que os rendimentos dos Treasuries subissem, com os investidores globais elevando as apostas de que o Fed ‌poderá elevar os juros em setembro. Nos mercados de moedas, isso se traduziu na alta do dólar ‌ante boa parte das demais ⁠divisas, incluindo moedas pares ⁠do real como o peso colombiano, o rand sul-africano e o peso chileno.

Após marcar a menor cotação ⁠do dia de R$5,1581 (-0,12%) às 9h02, logo após ‌a abertura da sessão, o dólar ‌à vista atingiu o pico de R$5,2315 (+1,30%) às 13h18, já depois da fala de Warsh. O nível da taxa de juros nos EUA, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%, impacta diretamente os fluxos de investimentos globais, incluindo para o Brasil, o que ⁠se reflete na taxa de câmbio.

Com a Selic em 14% no Brasil, ainda bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, o diferencial de juros vinha sendo apontado nos últimos meses como um fator favorável à atração de dólares para o país. Hoje o cenário é um pouco diferente ‌diante da possibilidade de alta de juros nos EUA e da perspectiva de novas baixas no Brasil.

"A moeda americana se valoriza não só contra o real, mas praticamente em relação ⁠a todas as divisas do mundo. Isso porque se o Fed sobe juros e tem esse tom mais 'hawkish', a tendência é o fluxo de capital se concentrar na economia americana, valorizando o dólar", resumiu Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital.

A perspectiva de novos cortes da Selic, aliás, foi ampliada no início da tarde. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que seriam divulgados apenas às 14h30, vazaram bem antes disso e apontaram a criação de 58.568 vagas formais em julho. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam 112.000 novas vagas. Os números reforçaram no mercado a leitura de que o Banco Central cortará a Selic em setembro, podendo promover nova redução também em novembro. 

No exterior, às 17h08, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,57%, a 99,668.

Ibovespa amplia série de altas com ajuda da Petrobras, apesar de Warsh

O Ibovespa fechou com um acréscimo modesto nesta sexta-feira, mas assegurou a ‌oitava alta seguida, com Petrobras novamente entre os suportes. Após ultrapassar os 176 mil pontos nos primeiros negócios, o índice perdeu força com declarações do chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, de que o banco central dos Estados Unidos tem "trabalho a fazer" se a inflação na maior economia do mundo continuar acima de 2%.

A principal referência do mercado acionário brasileiro acabou terminando o dia com elevação de 0,3%, a 175.664,62 pontos, tendo marcado 176.420,61 na máxima e 173.893,63 na mínima da sessão. O volume financeiro somou R$21,8 bilhões. Na semana, o Ibovespa acumulou uma alta de 2,71%, reduzindo ⁠a perda em agosto para 1,31%, conforme as informações preliminares. No ano, agora sobe 9,02%.

Números da B3 continuam mostrando entrada líquida de estrangeiros na bolsa paulista, com o saldo no último 26 positivo em R$1,3 bilhão, o quarto pregão ‌seguido com fluxo positivo. No mês, o saldo ⁠segue negativo em R$18,7 bilhões.

O índice S&P 500 e o Nasdaq, encerraram em baixa 

S&P 500 perdeu 0,26%, fechando em 7.711,05 pontos, 
Nasdaq Composite recuou 0,53%, para 26.400,56 pontos. 
O Dow Jones Industrial Average recuou de 0,02%, para 53.558,38 pontos.

As bolsas europeias fecharam em alta 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,29%, a 10.824,26 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,82%, a 26.583,35 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,98%, a 8.401,18 pontos.

Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,67%, a 52.616,12 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,91%, a 20.063,00 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,44%, a 9.430,91 pontos. 

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única

O índice japonês Nikkei subiu 0,41% em Tóquio, para 66.405,56 pontos, 
o sul-coreano Kospi recuou 1,79% em Seul, para 6.788,88 pontos.
Em Hong Kong, o Hang Seng terminou com alta marginal de 0,08%, a 25.584,79 pontos. 
Já o Taiex avançou 0,77% em Taiwan, para 46.331,45 pontos.

Na China continental: o Xangai Composto caiu 0,11%, para 3.952,18 pontos,
Shenzhen Composto perdeu 0,43%, para 2.550,17 pontos.

Na Austrália, com avanço de 0,60% do índice S&P/ASX 200 em Sydney, para 9.092,30 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,81% em Wellington a 13.768,18 pontos.

Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,86% em Moscou a 2.111,43 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,43% em Bombaim a 77.264,51 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires.

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