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Dólar fecha em alta no Brasil com exterior e eleições no foco
O dólar fechou a segunda-feira em leve alta contra o real, refletindo o fortalecimento da divisa norte-americana ante as principais moedas, enquanto os agentes monitoravam o noticiário geopolítico e eleitoral.
O dólar à vista fechou em alta de 0,23%, aos R$5,1534 na venda. Às 17h45, o contrato de dólar futuro para setembro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- subia 0,24% na B3, aos R$5,1585.
Os agentes aguardaram com apreensão os comentários do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, na busca de mais detalhes sobre as medidas que o país adotaria contra o Irã.
Contudo, em coletiva de imprensa durante a tarde, Bessent se recusou a dizer quais países específicos serão alvo das sanções, ou quando essas sanções entrarão em vigor. O Departamento do Tesouro anunciou novas sanções contra 60 indivíduos, entidades e embarcações, mas essa lista não incluía nenhuma das instituições financeiras chinesas suspeitas de facilitar o comércio de petróleo do Irã. Nesse contexto, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,18%, a 98,992. A divisa norte-americana registrou ganhos contra moedas pares do real, como o peso mexicano, e ante moedas de países desenvolvidos, como o euro e o iene.
No Brasil, um levantamento BTG/Nexus divulgado nesta segunda-feira mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) estão em um cenário de empate técnico em um eventual segundo turno, com Lula com 46% das intenções de voto no segundo turno e Flávio com 45%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Antes da abertura dos negócios, pela manhã, pesquisa Focus do Banco Central apontou que a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 caiu a 1,95%, de 1,98% na semana anterior. Para 2027 a conta permaneceu em 1,50%.
Nos próximos dias, os agentes ficarão atentos aos dados de inflação e do PIB dos EUA, além do simpósio anual de Jackson Hole, do Fed, para balizar as expectativas de juros, enquanto, no mercado doméstico, cenário fiscal e eleitoral seguirão no foco.
Ibovespa avança em pregão com Braskem e Yduqs sob holofotes
O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, apoiado principalmente pelo forte avanço da Vale, em pregão com noticiário corporativo intenso, incluindo decisão da Braskem de pedir recuperação extrajudicial e anúncio entre Yduqs e Afya sobre conversas para possível combinação de negócios.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,51%, a 171.906,72 pontos, abandonando a fraqueza dos primeiros negócios, quando recuou a 169.330,39. Na máxima do dia, alcançou 173.109,43 pontos. O volume financeiro somou R$25,33 bilhões.
O S&P 500 e o Nasdaq encerraram em baixa
S&P 500 perdeu 0,28%, fechando em 7.653,00 pontos,
Nasdaq Composite caiu 0,77%, para 25.979,66 pontos.
O Índice Dow Jones Industrial Average subiu 0,27%, para 53.418,68 pontos.
As bolsas europeias fecharam sem direção única
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,35%, a 10.854,32 pontos.
Em Frankfurt, o DAX perdeu 0,07%, a 26.118,99 pontos.
Em Paris, o CAC 40 recuou 0,37%, a 8.453,01 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB cedeu 0,24%, a 52.542,18 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu de 0,70%, a 20.100,47 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,40%, a 9.391,96 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam em baixa
Sul-coreano Kospi caiu 3,12% em Seul, para 6.696,96 pontos.
O japonês Nikkei recuou 0,74% em Tóquio, para 65.528,09 pontos.
Hang Seng cedeu 1,89% em Hong Kong, para 25.517,33 pontos.
Taiex perdeu 1,02% em Taiwan, para 44.762,32 pontos.
Na China, o Xangai Composto caiu 0,59%, para 3.882,01 pontos,
Shenzhen Composto recuou 1,67%, para 2.497,18 pontos.
Na Austrália o índice S&P/ASX 200 avançou 0,49% em Sydney, para 9.103,10 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,65% em Wellington a 13.881,88 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 2,66% em Moscou a 2.078,08 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,22% em Bombaim a 77.369,11 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires.
