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Dólar fecha em queda firme contra o real com exterior favorável e eleições
O dólar fechou a sexta-feira em queda firme contra o real, pegando carona no enfraquecimento da moeda norte-americana ante a maioria das principais divisas internacionais, ao mesmo tempo em que os agentes monitoram o noticiário eleitoral.
O dólar à vista fechou em queda de 1,00%, aos R$5,1417 na venda. Às 17h03, o contrato de dólar futuro para setembro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- caía 1% na B3, aos R$5,1540. Na semana, o dólar acumulou 1,53% de queda contra o real.
O desempenho ocorreu em um ambiente externo de maior busca por ativos de risco, com redução das tensões no Oriente Médio e acomodação dos preços do petróleo. Outro fator acompanhado pelos investidores foi a decisão do Tesouro dos Estados Unidos de ampliar as recompras de títulos de longo prazo. O anúncio, feito na quarta-feira (19), pode contribuir para reduzir a pressão sobre os rendimentos dos Treasuries e, consequentemente, sobre o dólar.
A trajetória do petróleo continua entre os principais fatores de atenção para as moedas emergentes. As cotações da commodity ficaram próximas da estabilidade hoje, mas acumulam alta superior a 5% na semana. O Brent para outubro era negociado próximo de US$ 94 por barril.
A alta do petróleo aumenta as expectativas de inflação e, consequentemente, influencia as apostas sobre a trajetória dos juros nos EUA. A ata da última reunião do Federal Reserve (Fed) mostrou que vários dirigentes consideram necessário manter uma política monetária mais restritiva. Apesar da queda, o dólar acumulou alta de 1,21% na semana. Em agosto, a moeda ainda registra valorização de 1,47%.
No mercado doméstico, a expectativa em torno da corrida presidencial também esteve no radar dos investidores. Em entrevista ao Broadcast, Gustavo Cruz, estrategista-chefe da Sincra, afirmou que a possibilidade de uma disputa mais acirrada pode ter contribuído para o movimento do real. O mercado acompanha a divulgação de novas pesquisas eleitorais, incluindo levantamento do Datafolha previsto para esta sexta-feira (21).
Ibovespa fecha em alta com respaldo de bancos e assegura ganho semanal
O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, rondando os 172 mil pontos, com respaldo das ações dos bancos e assegurando desempenho semanal positivo.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,85%, a 171.031,73 pontos, acumulando alta de 2,45% na semana. No mês, ainda recua 3,91%. Na máxima do dia, chegou a 171.979,78 pontos. Na mínima, marcou 167.928,33 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$33,43 bilhões antes dos ajustes finais.
A terceira alta seguida do Ibovespa teve ainda o aval de Wall Street, Dados da B3 sobre a movimentação de estrangeiros no pregão paulista mostram uma saída líquida de R$22 bilhões em agosto até o dia 19.
As bolsas dos Estados Unidos fecharam em alta.
Nasdaq avançou 0,43% (26.180,45 pontos).
Dow Jones subiu 0,98% (53.277,01 pontos);
S&P 500 teve alta de 0,43% (7.674,37 pontos);
Na semana, porém, os três principais índices registraram queda.
O Dow Jones recuou 1,97%, o S&P 500 perdeu 0,64% e o Nasdaq caiu 0,69%.
As bolsas europeias fecharam em alta
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,64%, a 10.816,56 pontos.
Em Frankfurt, o DAX ganhou 0,56%, a 26.128,55 pontos.
Em Paris, o CAC 40 avançou 0,37%, a 8.484,43 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB fechou estável, a 52.668,04 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 teve alta de 0,73%, a 19.962,52 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,78%, a 9.354,78 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta
Na Coreia do Sul, o Kospi subiu 0,88%, para 6.912,95 pontos.
Já o japonês Nikkei recuou 0,30% em Tóquio, para 66.016,36 pontos.
Hang Seng avançou 1,21% em Hong Kong, para 26.009,46 pontos.
Taiex ganhou 0,65% em Taiwan, para 45.224,29 pontos.
Na China continental: o Xangai Composto subiu 0,04%, para 3.905,20 pontos,
Shenzhen Composto avançou 0,49%, para 2.539,50 pontos.
Na Austrália, com baixa de 0,27% do S&P/ASX 200 em Sydney, para 9.058,90 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve alta de 0,38% em Wellington a 13.972,66 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,60% em Moscou a 2.134,34 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,0040% em Bombaim a 77.540,83 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires.
