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Dólar fecha o dia estável no Brasil e acumula queda de 0,58% na semana
O dólar fechou a sexta-feira perto da estabilidade ante o real, em uma sessão em que as novas tarifas comerciais dos EUA e o conflito no Oriente Médio estiveram no centro das atenções.
O dólar à vista encerrou o dia com variação negativa de 0,06%, aos R$5,0814. Na semana, a moeda norte-americana acumulou queda de 0,58% e, no ano, baixa de 7,43%. Às 17h04, o dólar futuro para agosto -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,01% na B3, aos R$5,0905.
O governo norte-americano decidiu impor a partir desta sexta-feira tarifas de 10% a 12,5% sobre produtos de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, por alegações de fiscalização frouxa do trabalho forçado. No caso do Brasil, o percentual será de 12,5%, juntando-se a outra tarifa aplicada pelos EUA, de 25%, que passou a incidir sobre um conjunto de produtos brasileiros em 22 de julho em função de práticas comerciais supostamente desleais do país.
Os investidores também seguiam atentos ao Oriente Médio, onde o tráfego de petroleiros permanece prejudicado. Além de fechar o Estreito de Ormuz, o Irã transportou comandantes da Guarda Revolucionária Islâmica, conselheiros militares e equipamentos para o Iêmen neste mês, informou a Reuters, buscando fortalecer a capacidade de seus aliados houthis de ameaçar a navegação no Mar Vermelho.
Já os EUA atacaram com mísseis o Irã de norte a sul, depois que o presidente Donald Trump prometeu uma "punição militar severa" a Teerã e aos houthis. Na área diplomática, a Reuters informou que o Paquistão está explorando um caminho para a retomada das negociações paralisadas entre EUA e Irã sobre o fim da guerra, na sequência de uma iniciativa lançada pela China. A notícia favoreceu a queda do petróleo, com investidores realizando os lucros recentes.
O petróleo Brent, que na véspera superou os US$100 o barril com o acirramento do conflito, passou por ajustes de baixa nesta sexta-feira, voltando a ser negociado na faixa dos US$96. Neste cenário nebuloso, com as tarifas e o Oriente Médio no radar, o dólar sustentou baixas leves ante o peso mexicano e o peso chileno, entre outras divisas de emergentes.
No Brasil, após atingir a cotação máxima intradia de R$5,0907 (+0,13%) às 9h05, logo depois da abertura, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,0496 (-0,68%) às 12h15. No fim da tarde, já havia se reaproximado da estabilidade. No fim da manhã, sem efeito sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de agosto. Às 17h13, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,02%, a 101,470.
Ibovespa fecha em queda firme pressionado por blue chips
O Ibovespa encerrou a sexta-feira em queda de mais de 1%, pressionado pelas perdas em ações de peso do índice, como bancos e Petrobras, após uma sessão de forte recuo do petróleo no exterior.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 1,44%, a 174.185,17 pontos, de acordo com dados preliminares. Na mínima, chegou a 174.118,37 pontos. Na máxima do dia, atingiu a 176.719,62 pontos. Na semana, o índice acumulou alta de 0,27%. O volume financeiro no pregão somava R$14,98 bilhões antes dos ajustes finais.
As bolsas dos Estados Unidos fecharam esta sexta-feira (24) sem direção única
Dow Jones subiu 0,45% (51.946,51 pontos);
S&P 500 teve alta de 0,05 (7.411,60 pontos);
Nasdaq caiu 0,64% (24.750,82 pontos).
Na semana, o Dow Jones caiu 0,38%,
S&P 500 perdeu 0,61% e o Nasdaq registrou queda de 2,13%.
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, 24
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,91%, a 10.736,23 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 1,33%, a 25.091,69 pontos.
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,88%, a 8.372,28 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,95% e fechou na máxima do dia, a 51.802,23 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 teve alta de 1,55%, a 19.565,10 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,40%, a 9.215,11 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta sexta-feira (24)
O índice sul-coreano Kospi caiu 5,72% em Seul, a 6.690,62 pontos.
Em Tóquio, o japonês Nikkei recuou 2,73%, a 64.611,15 pontos.
Hang Seng caiu 0,98% em Hong Kong, a 24.963,23 pontos,
Taiex registrou baixa de 2,67% em Taiwan, a 43.654,84 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto recuou 1,61%, a 3.814,20 pontos,
Shenzhen Composto cedeu 2,57%, a 2.419,23 pontos.
Na Austrália, com queda de 0,75% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.772,30 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,17% em Wellington a 13.772,29 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,71% em Moscou a 2.160,17 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,43% em Bombaim a 76.059,77 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires.
