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Dólar fica estável no Brasil com noticiário político, apesar de queda no exterior
O dólar fechou a quinta-feira quase estável ante o real, com investidores reagindo negativamente ao noticiário político no Brasil, enquanto no exterior a moeda norte-americana cedeu ante as demais divisas, após dados de emprego piores que o esperado nos EUA.
O dólar à vista encerrou a sessão com variação negativa de apenas 0,04%, aos R$5,2082. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 5,12% ante o real. Às 17h02, o dólar futuro para agosto -- que se tornou o mais líquido do mercado brasileiro -- subia 0,08% na B3, aos R$5,2460.
Pela manhã, relatório do Departamento do Trabalho dos EUA revelou que a economia do país gerou 57 mil postos de trabalho em junho, abaixo dos 110 mil projetados por economistas em pesquisa da Reuters. A taxa de desemprego no país ficou em 4,2% em junho, ante 4,3% projetados. Números separados mostraram ainda que os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA somaram 215 mil na semana passada, menos que os 220 mil esperados.
Os dados do relatório de emprego, mais fracos que o esperado, reduziram a perspectiva de alta de juros pelo Federal Reserve no curto prazo, fazendo os rendimentos dos Treasuries despencarem. O dólar também perdeu força ante as demais moedas globais, incluindo o real. Às 9h41, pouco depois do relatório de emprego, o dólar à vista marcou a cotação mínima intradia de R$5,1585.
No restante da manhã e durante a tarde, no entanto, a moeda norte-americana se recuperou ante o real, chegando a subir em alguns momentos. O movimento ocorreu em função da corrida eleitoral, conforme operador ouvido pela Reuters. Nos últimos dias, o noticiário revelou o fortalecimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo Planalto, além dos atritos entre o parlamentar e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Desde quarta-feira os agentes também esperavam com ansiedade a publicação de nova reportagem do site Intercept Brasil envolvendo a família Bolsonaro e o financiamento do filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A reportagem, publicada às 12h desta quinta-feira, girou em torno de um fundo nos EUA que recebeu dinheiro do dono do Banco Master (já liquidado), Daniel Vorcaro -- no centro de um escândalo financeiro e apontado como um dos supostos financiadores do filme sobre Jair Bolsonaro.
O dólar à vista atingiu a cotação máxima de R$5,2205 (+0,20%) às 13h29, já após a reportagem do Intercept Brasil, para depois se reposicionar próximo da estabilidade. Parte dos investidores também manteve posições compradas (no sentido de alta) no dólar ante o real em função do feriado de sexta-feira nos EUA, quando a liquidez nos mercados globais de moedas tende a diminuir.
O movimento no mercado brasileiro de câmbio contrastou com o exterior, onde a moeda norte-americana seguia em queda ante a maior parte das demais divisas. Às 17h11, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,52%, a 100,870.
O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, mas distante da máxima da sessão, quando superou os 174 mil pontos em meio à repercussão de dados mais fracos sobre a criação de empregos nos Estados Unidos.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,46%, a 172.473,71 pontos, de acordo com dados preliminares. No melhor momento, chegou a 174.425,69 pontos, máxima intradia em um mês. Na mínima da sessão, marcou 171.697,17 pontos. O volume financeiro somava R$17,59 bilhões antes dos ajustes finais.
Nasdaq fecha em baixa, puxado pelo setor de tecnologia; investidores avaliam dados mais fracos sobre o mercado de trabalho
O Nasdaq fechou em baixa nesta quinta-feira, com a queda das ações do setor de tecnologia, enquanto um relatório de empregos nos EUA abaixo das expectativas amenizou as preocupações de que o Federal Reserve pudesse se sentir compelido a aumentar as taxas de juros em breve.
O Dow Jones fechou em alta, registrando seu quarto ganho semanal consecutivo, a maior sequência desse tipo desde outubro de 2024. O mercado dos EUA estará fechado na sexta-feira em comemoração ao feriado do Dia da Independência dos EUA. Um índice de semicondutores registrou forte queda pelo segundo dia consecutivo, e o setor de tecnologia esteve entre os que mais recuaram no S&P 500.
S&P 500 perdeu 0,06%, fechando em 7.478,66 pontos,
Nasdaq Composite caiu 0,87%, para 25.813,75 pontos.
O Índice Dow Jones subiu 1,10%, para 52.865,24 pontos.
As bolsas europeias fecharam em alta nesta quinta-feira (2)
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,67%, a 10.652,87 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 2,02%, a 25.546,40 pontos.
Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,65%, a 8.474,86 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,60%, a 52.428,18 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 1,54%, a 19.705,70 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 1,20%, a 9.199,84 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira (2)
Liderando o movimento, o índice sul-coreano Kospi tombou 7,89% em Seul, a 7.648,09 pontos.
Em Tóquio, o japonês Nikkei caiu 2,47%, a 68.733,15 pontos.
Já o Taiex registrou baixa de 0,58% em Taiwan, a 46.744,16 pontos.
Na China continental: o Shanghai Composto recuou 2,03%, a 4.028,90 pontos,
menos abrangente Shenzhen Composto cedeu 2,81%, a 2.771,62 pontos.
Hang Seng avançou 0,76% em Hong Kong, a 23.055,03 pontos, ao retornar de um feriado.
Na Austrália, com alta marginal de 0,02% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.724,50 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,21% em Wellington a 13.582,19 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 3,63% em Moscou a 2.259,46 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,75% em Bombaim a 77.502,12 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
