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terça-feira, 14 de julho de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 14/07/26

Bitcoin: R$ 329.409,00 Reais e US$ 64.551,60 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,0777
Dólar turismo: R$ 5,2794
Euro comercial: R$ 5,798
Libra: R$ 6,817

Dólar fecha no menor nível em um mês sob influência da inflação dos EUA

O dólar fechou a terça-feira ‌em queda no Brasil e novamente abaixo dos R$5,10, na esteira do recuo da moeda norte-americana também no exterior, após dados de inflação dos Estados Unidos em junho ficarem abaixo do esperado.

O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 1,12%, aos R$5,0739. Essa é a menor cotação de fechamento desde 15 de junho, quando o dólar atingiu ⁠R$5,0666. No ano, a moeda norte-americana passou a acumular baixa de 7,56% ante o real.  Às 17h04, ‌o dólar futuro para agosto -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 1,15% na B3, aos R$5,1000.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados ‌Unidos recuou 0,4% em junho, conforme o Departamento do ‌Trabalho, mais que a projeção de queda de 0,1% dos economistas consultados em ⁠pesquisa da Reuters. Nos 12 meses até junho, o CPI subiu 3,5%, menos que os 3,8% projetados. O núcleo de inflação, que exclui componentes voláteis como alimentos e energia, ficou estável em junho e subiu 2,6% na base anual -- menos que os 2,9% anteriores. O CPI foi bem recebido pelos investidores, que reduziram as apostas de que o Federal Reserve subirá sua ‌taxa de referência, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%, no fim deste mês. Em reação, ‌o dólar cedeu ante as ⁠demais divisas globais, incluindo ⁠o real.

"O resultado reduz a expectativa de que o Federal Reserve precise elevar os juros no curto ⁠prazo. Com uma inflação mais comportada, diminui ‌também a perspectiva de maiores retornos ‌dos títulos do Tesouro americano, o que tende a enfraquecer o dólar frente às demais moedas", avaliou Lucca Bezzon, analista de Inteligência de Mercado da Stonex.

Após marcar a cotação máxima de R$5,1288 (-0,05%) às 9h08, pouco depois da abertura, o dólar à ⁠vista atingiu a mínima de R$5,0653 (-1,29%) às 12h08, sob influência do CPI, para depois encerrar na faixa dos R$5,07.

"Mas não vejo fatores para o dólar se manter abaixo de R$5,10. O próprio (boletim) Focus continua projetando um dólar a R$5,20 no fim do ano, e o Focus costuma ser otimista", opinou Matheus Massote, ‌especialista em câmbio da One Investimentos. Na segunda-feira, o boletim Focus do Banco Central mostrou que a mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim de ⁠2026 está em R$5,20 e no final de 2027 em R$5,28.

No exterior, além do CPI, os investidores seguiram monitorando o conflito entre EUA e Irã e a disputa pelo controle do Estreito de Ormuz. O presidente dos EUA, Donald Trump, recuou em relação à proposta de cobrar uma taxa de trânsito dos navios de 20% para proteger a hidrovia, afirmando que, em vez disso, buscaria acordos de investimento com os países do Golfo Pérsico. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a possível cobrança dos EUA como "pirataria". 

 Às 17h12, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,35%, a 100,920. No fim da manhã, sem efeitos sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de agosto.

Ibovespa fecha em alta após dado de preço nos EUA referendar apetite a risco 

O ⁠Ibovespa fechou em ‌alta nesta terça-feira, ultrapassando ‌os ‌177 mil ⁠pontos no melhor momento, após a divulgação de dados de preços ‌ao consumidor ‌nos Estados ⁠Unidos ⁠abaixo das ⁠expectativas, que ‌referendaram ‌o apetite a risco nos mercados.

Índice de ⁠referência do mercado acionário brasileiro, Ibovespa subiu ‌0,45%, a 176.532,83 pontos, de acordo ⁠com dados preliminares, tendo alcançado 177.179,10 pontos na máxima e marcado 175.742,87 pontos na mínima do dia.

S&P 500 e Nasdaq fecham em alta com dados moderados sobre a inflação e bons resultados de bancos

O S&P 500 e ‌o Nasdaq registraram alta nesta terça-feira, à medida que os sólidos resultados dos grandes bancos e um relatório de inflação mais moderado do que o esperado impulsionaram o apetite pelo risco em meio às crescentes tensões no Oriente Médio.

O Índice Dow Jones Industrial Average teve variação positiva de 0,02%, para 52.508,66 pontos
S&P 500 subiu 0,38%, para ‌7.543,89 pontos, 
Nasdaq Composite avançou 0,90%, para 26.107,01 pontos.

Entre os 11 principais setores do S&P 500, as ações do setor de tecnologia registraram o maior ganho percentual.

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira (14) 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,30%, a 10.529,39 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,12%, a 25.144,38 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 subiu 0,03%, a 8.366,85 pontos.

Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,10%, a 52.862,50 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,05%, a 19.344,80 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,08%, a 9.126,85 pontos. 

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira  (14)

Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,74%, a 67.743,50 pontos. 
O sul-coreano Kospi avançou 0,73% em Seul, a 6.856,83 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto subiu 1,36%, a 3.967,13 pontos,
Shenzhen Composto avançou 2,26%, a 2.626,15 pontos.
Hang Seng teve modesto ganho de 0,52% em Hong Kong, a 24.340,73 pontos.
Taiex caiu 1,42% em Taiwan, a 44.737,95 pontos.

Na Austrália encerrou o pregão estável, com o índice S&P/ASX 200 em 8.808,50 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,52% em Wellington a 13.651,22 pontos.

Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,15% em Moscou a 2.167,62 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,72% em Bombaim a 77.054,94 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.

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