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Dólar sobe ante o real com intensificação do conflito entre EUA e Irã
O dólar fechou a segunda-feira em alta ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, em meio ao recrudescimento da guerra entre Estados Unidos e Irã.
O dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,46%, aos R$5,1314. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 6,51% ante o real. Às 17h02, o dólar futuro para agosto -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,36% na B3, aos R$5,1555.
Forças dos EUA e do Irã trocaram ataques com mísseis e drones no Oriente Médio ao longo do fim de semana e nesta segunda-feira. Teerã informou ter fechado novamente o Estreito de Ormuz, via de transporte de cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados no mundo. Nesta segunda, Trump afirmou que os EUA estavam restabelecendo o bloqueio naval ao Irã. Além disso, disse que os EUA serão reembolsados em 20% de toda a carga transportada pelo Estreito de Ormuz, "por todos os custos necessários para garantir a segurança desta região tão instável do mundo".
Em reação, o petróleo Brent teve ganhos fortes durante a sessão, retornando para acima dos US$80 o barril, enquanto os rendimentos dos Treasuries avançaram. Nos mercados de moedas, o dólar sustentou ganhos ante divisas emergentes como o peso chileno, o rand sul-africano e o real -- ainda que no caso brasileiro as variações fossem limitadas. Após registrar a cotação mínima de R$5,1089 (+0,02%) às 10h02, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,1417 (+0,66%) às 13h37, já após o anúncio de Trump.
"A escalada das tensões geopolíticas afetou de novo as cotações e o dólar sobe -- mas não muito", comentou à tarde o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. "Há uma aversão ao risco, mas não tão profunda."
No cenário local, uma nova pesquisa eleitoral BTG/Nexus mostrou pela manhã empate técnico na disputa pelo Planalto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na simulação de segundo turno, Lula tem 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. No boletim Focus divulgado mais cedo, a mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim deste ano seguiu em R$5,20 e para o final do próximo ano em R$5,28.
Já a Selic projetada para o encerramento de 2026 seguiu em 14,00%, o que pressupõe mais um corte de 25 pontos-base da taxa básica até o fim do ano. Para o final de 2027, a projeção da Selic permaneceu em 12,00%. Atualmente a Selic está em 14,25% ao ano, bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, e este diferencial de juros vinha sendo apontado nos últimos meses como um fator favorável à atração de dólares para o Brasil. Hoje o cenário é um pouco diferente em função da perspectiva de alta de juros nos EUA e de nova baixa no Brasil.
Ibovespa fecha em queda com escalada no conflito EUA-Irã
A bolsa paulista começou a semana pressionada negativamente pelo recrudescimento do conflito entre Estados Unidos e Irã, que reacendeu preocupações com o transporte de energia no Estreito de Ormuz, fazendo os preços do petróleo dispararem nesta segunda-feira.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,2%, a 175.739,08 pontos, chegando a 175.567,05 pontos na mínima, após marcar 178.153,90 pontos na máxima do dia. O volume financeiro no pregão somou R$19,59 bilhões.
Bolsas de NY fecham em queda com ataques no Oriente Médio e disputa por Ormuz
As bolsas de Nova York fecharam em queda nesta segunda-feira, 13, em meio a escalada de ataques no Oriente Médio e a disputa pelo controle do Estreito de Ormuz entre EUA e Irã, que levaram o petróleo a disparar 9%.
O Dow Jones caiu 0,26%, aos 52.498,82 pontos. O S&P 500 perdeu 0,79%, em 7.515,84 pontos. E o Nasdaq teve baixa de 1,55%, encerrando em 25.873,18 pontos.
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, 13
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,01%, a 10.498,29 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,08%, a 25.087,18 pontos.
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,31%, a 8.364,65 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,37%, a 52.809,35 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,31%, a 19.325,50 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,30%, a 9.133,82 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta segunda-feira (13)
Em Seul, o Kospi tombou 8,95%, a 6.806,93 pontos.
Nikkei recuou 1,92% em Tóquio, a 67.242,73 pontos.
O Hang Seng avançou 0,16% em Hong Kong, a 24.213,72 pontos.
Taiex subiu 0,06% em Taiwan, a 45.380,52 pontos, depois de não operar na sexta-feira (10) por causa da passagem do tufão Bavi.
Na China, o Xangai Composto caiu 2,06%, a 3.913,79 pontos,
Shenzhen Composto recuou 4,01%, a 2.568,09 pontos.
Na Austrália, com alta marginal de 0,03% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.808,50 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,45% em Wellington a 13.723,20 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,65% em Moscou a 2.159,69 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,061% em Bombaim a 77.616,40 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
