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Dólar cai pela terceira sessão consecutiva em dia positivo para ações no Brasil
O avanço firme do Ibovespa, para acima dos 177 mil pontos, abriu espaço para a leve baixa do dólar ante o real nesta quarta-feira, em movimento favorecido ainda pelo recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior.
O dólar à vista encerrou o dia com queda de 0,42%, aos R$5,0526, menor valor de fechamento desde 2 de junho, quando atingiu R$5,0098. Foi a terceira sessão consecutiva de baixa da moeda norte-americana. No ano, o dólar passou a acumular queda de 7,95% ante o real. Às 17h03, o dólar futuro para agosto -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,50% na B3, aos R$5,0625.
O dólar oscilou entre a estabilidade e leves altas no início do dia, até que a abertura da bolsa de valores brasileira, às 10h, conduziu as cotações para o território negativo, em meio à alta firme do Ibovespa. Após marcar a cotação máxima de R$5,0859 (+0,24%) às 9h56, minutos antes da abertura do Ibovespa, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,0497 (-0,47%) às 11h02, em um momento em que o índice de ações já superava os 176 mil pontos. Entre os destaques da bolsa estavam as blue chips Vale e Petrobras -- duas das ações preferidas dos estrangeiros que aportam recursos no Brasil.
O movimento no câmbio brasileiro nesta quarta-feira foi corroborado pelo recuo do dólar ante outras divisas de emergentes no exterior, ainda que o cenário geopolítico seguisse nebuloso. O transporte de petróleo e gás seguiu travado no Oriente Médio pela guerra entre EUA e Irã. Além do bloqueio no Estreito de Ormuz, ações dos houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, prejudicavam o tráfego no Mar Vermelho. Durante a tarde, o principal negociador do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que ninguém poderá vender petróleo em uma região onde o Irã não possa fazer isso. Já a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã alertou que a rota sul do Estreito de Ormuz está minada.
Apesar das preocupações em torno do transporte global de petróleo e gás, o dólar cedia no fim da tarde ante moedas pares do real como o rand sul-africano, o peso colombiano e o peso mexicano. Além disso, o dólar caía ante o euro e uma cesta de seis divisas fortes. No campo comercial, a nova tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros começou a valer nesta quarta-feira, podendo impactar o fluxo de dólares para o Brasil, mas o governo seguia cauteloso ao tratar do assunto. Em entrevista à rádio Bandeirantes FM mais cedo, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, afirmou que reciprocidade não é vingança e que ela será adotada quando o governo considerar adequado. Durante a tarde, o governo anunciou R$18,5 bilhões em linhas de financiamento para empresas afetadas pelas tarifas, em nova etapa do Programa Brasil Soberano.
No fim da manhã, sem efeito sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de agosto. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$189 milhões em julho até o dia 17.
Ibovespa fecha em alta firme com impulso de blue chips
O Ibovespa encerrou a quarta-feira em alta firme, superando os 177 mil pontos, impulsionado pelo avanço de blue chips como Vale e Petrobras, além das ações da Weg, que lideraram os ganhos da bolsa após a companhia divulgar balanço com resultado acima do esperado.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,37%, a 177.427,22 pontos, antes dos ajustes finais, após marcar 173.328,05 na mínima e 177.641,24 na máxima do dia. O volume financeiro no pregão somou R$20,45 bilhões.
S&P 500 e Nasdaq fecham em baixa enquanto investidores aguardam resultados de empresas de tecnologia
S&P 500 perdeu 0,14%, fechando em 7.498,48 pontos,
Nasdaq Composite caiu 0,56%, para 25.691,72 pontos.
O Índice Dow Jones Industrial Average subiu apenas 1,52 ponto, para 52.226,16 pontos.
As bolsas europeias fecharam em alta robusta nesta quarta-feira, 22
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,24%, a 10.716,97 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,65%, a 25.174,10 pontos.
Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,89%, a 8.437,89 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,97%, a 52.792,04 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,98%, a 19.569,62 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 1,16%, a 9.277,62 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quarta-feira (22)
O índice sul-coreano Kospi avançou 0,74% em Seul, a 6.797,70 pontos,
o japonês Nikkei recuou 0,18% em Tóquio, a 66.115,60 pontos.
Hang Seng caiu 0,95% em Hong Kong, a 24.892,66 pontos,
Taiex registrou ganho de 1,34% em Taiwan, a 44.825,78 pontos.
Na China continental, : o Xangai Composto teve alta marginal de 0,07%, a 3.867,03 pontos,
Shenzhen Composto recuou 1,10%, a 2.460,28 pontos.
Na Austrália, com alta de 0,34% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.823,00 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve alta de 0,78% em Wellington a 13.763,18 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 1,93% em Moscou a 2.118,98 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,92% em Bombaim a 76.755,05 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
