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Dólar acompanha exterior e cai ao menor valor em três semanas
O dólar fechou a quinta-feira em baixa ante o real, alinhado ao recuo da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, ainda que persistam as preocupações com a retomada das ações militares no Oriente Médio.
O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,48%, aos R$5,1238. Esse é o menor valor de fechamento em três semanas, desde 17 de junho, quando atingiu R$5,1104. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 6,65% ante o real. Às 17h02, o dólar futuro para agosto -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,56% na B3, aos R$5,1520, com cerca de 167 mil contratos negociados até o momento.
Apesar do feriado no Estado de São Paulo, as negociações cambiais seguiram normalmente nesta quinta-feira, inclusive na B3, mas a liquidez foi afetada, conforme dois profissionais ouvidos pela Reuters.
No exterior, após o presidente dos EUA, Donald Trump, declarar na véspera que o acordo provisório com o Irã "acabou", as Forças Armadas norte-americanas lançaram novos ataques contra o país. Já o Irã realizou ataques contra infraestruturas militares dos EUA em países vizinhos no Golfo Pérsico nesta quinta-feira, enquanto enterrava seu líder supremo assassinado, o aiatolá Ali Khamenei, no santuário mais sagrado do país, em Mashhad.
Apesar das tensões, o dólar exibiu perdas nesta quinta-feira ante moedas fortes como o iene e o euro. Além disso, cedeu ante divisas de países emergentes como o peso colombiano, o peso chileno e o rand sul-africano. No Brasil, o viés negativo para o dólar se firmou entre o fim da manhã e o início da tarde, em uma sessão no geral favorável aos ativos locais, com o Ibovespa em alta e as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) em queda.
"Estamos acompanhando o enfraquecimento do dólar lá fora, onde há hoje apetite a risco", comentou durante a tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo.
Após marcar a cotação máxima de R$5,1564 (+0,16%) às 9h59, o dólar à vista cedeu para a mínima de R$5,1129 (-0,69%) às 15h01, antes de encerrar pouco acima disso. No fim da manhã, sem efeito nas cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de agosto. Às 17h15, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,08%, a 100,940.
Ibovespa fecha em alta com aval externo; Petrobras recua
O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, orbitando os 173 mil pontos, apoiado pelo viés positivo no exterior e avanço de ações de bancos, enquanto Petrobras figurou na ponta negativa com o recuo do petróleo no mercado internacional.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, Ibovespa subiu 1,22%, a 172.742,12 pontos, vindo de três quedas seguidas, período em que acumulou um declínio de quase 2%. Na máxima do dia, chegou a 172.932,89 pontos. Na mínima, marcou 170.652,87 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$20,2 bilhões, em dia de feriado no Estado de São Paulo pela Revolução Constitucionalista de 1932. A B3 funcionou normalmente.
Nasdaq fecha com alta acentuada; desempenho do setor de chips compensa preocupações com Irã
O Nasdaq encerrou a sessão desta quinta-feira com forte alta, à medida que a Micron Technology impulsionou um rali nas ações do setor de chips, ofuscando os temores de que novos ataques entre os EUA e o Irã pudessem prolongar o conflito no Oriente Médio e alimentar a inflação.
O S&P 500 subiu 0,81%, encerrando o pregão em 7.543,66 pontos.
O Nasdaq ganhou 1,30%, para 26.206,89 pontos,
Dow Jones Industrial Average avançou 0,27%, para 52.487,41 pontos.
Sete dos 11 índices setoriais do S&P 500 registraram alta, liderados pelo setor de tecnologia da informação, com alta de 1,65%, seguido por um ganho de 1,46% no setor de bens de consumo discricionário. Após os ganhos desta quinta-feira, o S&P 500 acumulou alta de cerca de 10% em 2026 e permanece com queda inferior a 1% em relação ao seu recorde de fechamento de 2 de junho.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,16%, a 10.472 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,83%, a 25.104 pontos.
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,90%, a 8.326 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,09%, a 52.381 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 1,17%, a 19.328 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,43%, a 9.123
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira (9)
O índice japonês Nikkei subiu 1,38% em Tóquio, a 67.743,85 pontos.
Em Seul, o sul-coreano Kospi avançou 0,62%, a 7.291,91 pontos.
Na China: o Xangai Composto subiu 1,65%, a 4.036,59 pontos.
Shenzhen Composto avançou 2,22%, a 2.709,18 pontos.
Hang Seng caiu 0,70% em Hong Kong, a 24.030,18 pontos.
Taiex recuou 0,83% em Taiwan, a 45.354,61 pontos.
Na Austrália em baixa: o S&P/ASX 200 caiu 0,26% em Sydney, a 8.762,50 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve alta de 0,88% em Wellington a 13.785,67 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 1,62% em Moscou a 2.184,72 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,34% em Bombaim a 76.741,82 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
