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Dólar fecha abaixo dos R$5,15 com enfraquecimento das cotações também no exterior
O dólar perdeu força gradativamente no Brasil nesta segunda-feira e encerrou a sessão novamente abaixo dos R$5,15, acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana ante parte das demais divisas no exterior, em um dia sem gatilhos fortes para as operações.
O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,71%, aos R$5,1322. Essa é a menor cotação de fechamento desde 17 de junho, quando atingiu R$5,1104. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 6,50% ante o real. Às 17h10, o dólar futuro para agosto -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,80% na B3, aos R$5,1675.
Após o feriado de sexta-feira nos EUA, que reduziu a liquidez nos mercados em todo o mundo, o dólar iniciou a segunda-feira em alta ante divisas fortes como o euro, a libra e o iene -- neste caso, com a moeda japonesa se mantendo próxima das menores cotações em 40 anos. O dólar também subia ante boa parte das divisas de países emergentes. No entanto, durante a manhã e o início da tarde o dólar se enfraqueceu ante o euro, a libra e outras divisas -- incluindo o real, que liderou o ranking de ganhos ante a moeda norte-americana durante a segunda metade do dia.
“O dólar abriu para cima por conta de fatores técnicos e seguindo o exterior, mas esse cenário não foi suficiente para manter o real para baixo”, comentou à tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo, citando um ambiente favorável ao risco no câmbio brasileiro. “O petróleo está para baixo e as apostas de alta de juros nos EUA estão caindo”, destacou.
Após marcar a cotação máxima intradia de R$5,1846 (+0,30%) às 9h02, logo após a abertura, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,1277 (-0,80%) às 15h53, em uma sessão de agenda esvaziada no Brasil e no exterior. Mais cedo, o boletim Focus do Banco Central revelou que a mediana das projeções dos economistas para o dólar no fim de 2026 seguiu em R$5,20 e para o encerramento de 2027 permaneceu em R$5,28. A inflação esperada para este ano foi de 5,33% para 5,30% e para o próximo passou de 4,17% para 4,18%.
Já a taxa básica Selic projetada para o fim deste ano seguiu em 14,00% e para o final do próximo ano em 12,00%. Atualmente a Selic está em 14,25%. Às 17h10, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- caía 0,01%, a 100,860.
Ibovespa fecha em queda descolado de NY e com volume reduzido
O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira, mais do que devolvendo os ganhos da última semana, em sessão descolada de Wall Street e com agenda econômica esvaziada.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,93%, a 172.447,58 pontos, marcando 171.621,70 pontos na mínima e 174.057,47 pontos na máxima do dia. O volume financeiro somou R$17,25 bilhões, ante média diária no ano de R$33,7 bilhões. Nos três primeiros pregões de julho, a média ficou em R$19,5 bilhões.
Na semana passada, o Ibovespa acumulou um ganho de 0,45%, fechando a sexta-feira acima dos 174 mil pontos pela primeira vez em cerca de um mês.
EUA: Bolsas fecham em alta com força de ações de tecnologia e IA
As bolsas dos Estados Unidos fecharam esta segunda-feira (7) em alta, impulsionadas pela recuperação das ações de empresas ligadas à inteligência artificial (IA) e ao setor de semicondutores. O movimento levou o índice Dow Jones a renovar seu recorde de fechamento.
Dow Jones subiu 0,30% (53.055,91 pontos);
S&P 500 teve alta de 0,72% (7.537,43 pontos);
Nasdaq avançou 1,12% (26.121,16 pontos).
As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta segunda-feira (6)
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,26%, a 10.651,77 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,21%, a 25.832,52 pontos.
Em Paris, o CAC 40 caiu 0,33%, a 8.479,87 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,27%, a 52.959,14 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,92%, a 19.669,20 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 1,19%, a 9.217,31 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira (6)
O índice japonês Nikkei em Tóquio, com perda marginal de 0,01%, a 69.737,69 pontos.
Já o sul-coreano Kospi caiu 0,46% em Seul, a 8.051,33 pontos.
Taiex caiu 0,48% em Taiwan, a 46.556,39 pontos.
Hang Seng subiu 1,14% em Hong Kong, a 23.616,32 pontos.
Na China continental, o Shanghai Composto baixa de 0,06%, a 4.041,24 pontos,
menos abrangente Shenzhen Composto recuou 1,29%, a 2.756,56 pontos.
Na Austrália encerrou em baixa, de 0,15% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.831,00 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve alta de 1,06% em Wellington a 13.763,10 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 2,26% em Moscou a 2.192,20 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,67% em Bombaim a 78.285,07 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
