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Dólar acompanha exterior e tem baixa leve ante o real
O dólar fechou a terça-feira com leve baixa ante o real, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, em um dia de notícias conflitantes sobre o Oriente Médio e alta do petróleo. O dólar à vista encerrou com queda de 0,31%, aos R$5,0737. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 7,57%. Às 17h02, o dólar futuro para agosto -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,38% na B3, aos R$5,0865, em uma sessão de liquidez reduzida, com apenas cerca de 140 mil contratos negociados até o momento.
Uma alta autoridade do Irã disse à Reuters na segunda-feira que Teerã havia recebido uma proposta dos mediadores para um cessar-fogo de dez dias com os EUA, em um esforço para salvar o acordo provisório entre os dois países. O ministro do Interior iraniano, Eskandar Momeni, também havia solicitado ao Paquistão que retomasse seu papel de mediador no conflito. A nova tentativa diplomática foi bem recebida pelos mercados por um lado, mas novos ataques dos EUA no sul e no oeste do Irã reduziram o otimismo por outro.
Neste cenário, os índices de ações subiram na Europa e nos EUA, ainda que o petróleo Brent se mantivesse pressionado, acima dos US$91 o barril. Nos mercados de moedas, o dólar cedeu ante divisas emergentes como o peso colombiano, o rand sul-africano, o peso mexicano e o real. Após marcar a cotação máxima intradia de R$5,0914 (+0,04%) às 9h00, na abertura, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,0668 (-0,45%) às 15h30. Da máxima para a mínima a variação foi de apenas 0,48%, o que indica que as oscilações ocorreram em margens estreitas.
"O real está se valorizando na esteira da alta de mais de 2% do petróleo, por conta do (cenário) geopolítico", comentou à tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo, chamando também a atenção para a agenda esvaziada de indicadores econômicos. A queda do dólar ante o real ocorreu a despeito de, no campo comercial, os EUA voltarem a inspirar preocupações após anunciarem, na noite de segunda-feira, uma tarifa de 50% sobre um conjunto de produtos canadenses. Na semana passada, o Brasil havia sido alvo de uma nova tarifa de 25% dos EUA.
No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de agosto. Às 17h08, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,22%, a 101,170.
Ibovespa fecha estável com Oriente Médio no radar
O Ibovespa encerrou a terça-feira estável, após mais um dia de volume de negócios reduzido, em meio a sinais contraditórios vindos do conflito no Oriente Médio, enquanto investidores também aguardam a divulgação do relatório de produção da Vale.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa teve oscilação positiva de 0,03%, a 173.426,35 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 172.218,88 na mínima e 173.719,5 na máxima do dia. O volume financeiro no pregão somava R$16,2 bilhões antes dos ajustes finais.
Wall Street fecha em alta com recuperação das ações do setor de semicondutores
S&P 500 subiu 0,86%, fechando em 7.507,32 pontos,
Nasdaq Composite teve alta de 1,26%, para 25.829,61 pontos.
O Índice Dow Jones Industrial Average avançou 0,74%, para 52.223,72 pontos.
As bolsas europeias fecharam em alta nesta terça-feira (21)
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,58%, a 10.585,91 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,59%, a 24.992,37 pontos.
Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,28%, a 8.363,14 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,81%, a 52.285,09 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,86%, a 19.372,40 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 1,11%, a 9.171,67 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira (21)
O índice sul-coreano Kospi subiu 3,56% em Seul, a 6.747,95 pontos.
O Nikkei avançou 3,26% em Tóquio, a 66.232,19 pontos, após um feriado no Japão ontem.
O Taiex, registrou ganho de 4,2% em Taiwan, a 44.232,87 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto subiu 1,79%, a 3.864,37 pontos,
Shenzhen Composto saltou 3,58%, a 2.487,72 pontos.
Hang Seng registrou baixa marginal de 0,04% em Hong Kong, a 25.132,29 pontos.
Na Austrália, com ligeira alta de 0,02% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.793,30 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,29% em Wellington a 13.656,03 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 3,46% em Moscou a 2.069,95 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,31% em Bombaim a 77.470,11 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
