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Dólar fecha perto da estabilidade apesar das tensões no Oriente Médio
O dólar fechou a quarta-feira perto da estabilidade ante o real, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha sustentado ganhos ante outras divisas de países emergentes, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o acordo provisório com o Irã foi encerrado.
O dólar à vista encerrou a sessão com variação negativa de 0,11%, aos R$5,1484. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 6,21% ante o real. Às 17h02, o dólar futuro para agosto -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,28% na B3, aos R$5,1780.
Após novos ataques do Irã a bases norte-americanas no Golfo Pérsico, Trump afirmou mais cedo nesta quarta-feira que o acordo provisório para encerrar a guerra com o Irã "acabou" e ameaçou o país com novas ofensivas na noite desta quarta-feira.
"Eles são escória. São pessoas doentes. São liderados por pessoas doentes", declarou Trump a repórteres em Ancara, onde participava de uma cúpula da Otan. "Para mim, é apenas perda de tempo lidar com eles."
Durante a tarde, em uma fala menos incisiva, Trump disse não acreditar que um conflito em grande escala com o Irã venha a eclodir após os ataques militares de ambos os lados. Ainda assim, o petróleo Brent se manteve em alta firme durante todo o dia, perto dos US$80 em alguns momentos, enquanto os rendimentos dos Treasuries avançaram, em meio a preocupações renovadas de que a guerra pressione a inflação norte-americana.
Nos mercados de moedas, o dólar subiu ante divisas de emergentes como a rupia indiana, o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano. No Brasil, o dólar oscilou entre a cotação máxima de R$5,1846 (+0,60%) às 9h01, logo após a abertura, e a mínima de R$5,1364 (-0,34%) às 9h54, ainda na primeira hora de negócios. Na maior parte da sessão, no entanto, a moeda se manteve próxima da estabilidade.
Profissionais do mercado citaram o fato de o Brasil, como exportador de petróleo, ser favorecido quando o preço da commodity avança, o que estaria contribuindo para as cotações do dólar não avançarem ante o real. No fim da manhã, sem efeito nas cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap para rolagem do vencimento de 3 de agosto. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$3,909 bilhões em junho.
No exterior, às 17h10, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,20%, a 100,980. Nesta quinta-feira, apesar do feriado da Revolução Constitucionalista de 1932 no Estado de São Paulo, a B3 funcionará normalmente, incluindo a negociação com dólar futuro e cupom cambial.
Ibovespa fecha em queda com Oriente Médio e juros dos EUA em foco
O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, perdendo o patamar dos 170 mil pontos no pior momento, com o Oriente Médio e a política monetária norte-americana ocupando as atenções de investidores.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,79%, a 170.653,45 pontos, após chegar a 169.972,40 pontos na mínima. Na máxima do dia, marcou 172.017,57 pontos. O volume financeiro somou R$21,75 bilhões.
O pregão abriu pressionado pela declaração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que um acordo provisório para encerrar a guerra com o Irã "está acabado", depois que Teerã realizou novos ataques a bases norte-americanas no Golfo.
S&P 500 fecha em baixa após Trump afirmar que acordo com o Irã está "acabado"
O S&P 500 fechou em baixa nesta quarta-feira, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que um acordo provisório destinado a pôr fim à guerra com o Irã estava "acabado", enquanto a Broadcom liderou as altas entre as ações de empresas de chips, que vinham sofrendo perdas recentemente.
O S&P 500 recuou 0,28%, encerrando o pregão em 7.482,71 pontos.
O Nasdaq subiu 0,20%, para 25.870,65 pontos,
Dow Jones Industrial Average caiu 1,09%, para 52.348,39 pontos.
O índice de chips PHLX subiu 2,23%. Nove dos 11 índices setoriais do S&P 500 registraram queda, liderados pelo setor industrial, com recuo de 3,41%, seguido por uma perda de 2,45% no setor de materiais.
As bolsas europeias fecharam em queda robusta nesta quarta-feira (8)
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 1,66%, a 10.489,04 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 2,35%, a 24.865,67 pontos.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 2,18%, a 8.252,66 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,22%, a 51.817,25 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 caiu 2,76%, a 19.098,63 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 cedeu 1,77%, a 9.085,24 pontos.
O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 1,76%, a 634,90 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quarta-feira (8)
O índice sul-coreano Kospi liderou as perdas e caiu 5,35% em Seul, a 7.246,79 pontos.
Em Tóquio, o Nikkei recuou 2,11%, a 66.819,05 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto baixa de 0,49%, a 3.970,88 pontos,
Shenzhen Composto cedeu 1,97%, a 2.650,43 pontos.
Hang Seng saltou 2,99% em Hong Kong, a 24.199,46 pontos.
Em Taiwan, o Taiex subiu 0,56%, a 45.734,41 pontos.
Na Austrália fechou em baixa: o S&P/ASX 200 caiu 0,21% em Sydney, a 8.785,10 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,71% em Wellington a 13.665,18 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 1,46% em Moscou a 2.222,45 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 2,15% em Bombaim a 76.503,60 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
