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Dólar acompanha exterior e cai para a faixa dos R$5,10
O dólar fechou a sexta-feira em baixa no Brasil e novamente na faixa dos R$5,10, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, onde o conflito no Oriente Médio seguiu no foco das atenções.
O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,31%, aos R$5,1078, a menor cotação de fechamento desde 16 de junho, quando atingiu R$5,0894. Na semana, a moeda acumulou baixa de 1,18% e, no ano, recuo de 6,94%. Às 17h03, o dólar futuro para agosto -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,17% na B3, aos R$5,1340.
No exterior, o dólar sustentou perdas ante o iene após a ministra das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, afirmar que o governo quer incentivar fundos de pensão a aumentarem suas participações em ativos financeiros nacionais. Além disso, a moeda norte-americana recuou ante divisas de países emergentes como o peso colombiano, o peso chileno e o peso mexicano, ainda que o cenário da guerra no Oriente Médio seguisse nebuloso.
Dados de rastreamento mostraram que navios-tanque de gás natural liquefeito passaram pelo Estreito de Ormuz nos últimos dias, enquanto 22 embarcações ligadas ao Japão deixaram o Golfo Pérsico desde terça-feira, mas o tráfego diário geral diminuiu à medida que as tensões entre EUA e Irã se intensificaram. Durante a manhã, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o país concordou em negociar com o Irã, depois que Teerã pediu a continuação das discussões, mas acrescentou que o cessar-fogo entre as duas nações "acabou".
O mercado no Brasil se alinhou à tendência externa e o dólar cedeu ante o real. Após marcar a máxima de R$5,1278 (+0,08%) às 11h33, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,0985 (-0,49%) às 13h28. Da máxima para a mínima a divisa oscilou apenas 0,57%, uma indicação de que as margens foram estreitas. No início do dia o destaque no Brasil foi a divulgação do IPCA, o índice oficial de inflação, referente a junho, que subiu 0,16%, ficando abaixo da taxa de 0,58% de maio e da projeção de 0,31% dos analistas ouvidos pela Reuters. Nos 12 meses até junho, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação ficou em 4,64%, abaixo dos 4,80% projetados.
O resultado abaixo do esperado fortaleceu no mercado a perspectiva de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central possa promover mais um corte de 25 pontos-base da Selic no início de agosto -- algo que já vem sendo precificado no mercado. Atualmente a Selic está em 14,25% ao ano. A perspectiva de corte da Selic, somada à possibilidade de elevação dos juros norte-americanos -- hoje na faixa de 3,50% a 3,75% -- sugere um estreitamento do diferencial de juros entre Brasil e EUA, o que em tese pode reduzir a atratividade brasileira ao capital externo.
Nos últimos meses, esse diferencial de juros vinha sendo apontado como um fator favorável à atração de dólares para o Brasil.
No fim da manhã, sem efeito sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de agosto. Às 17h08, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,06%, a 100,970.
Ibovespa salta quase 3% e orbita 178 mil pontos, após inflação reforçar aposta de queda da Selic em agosto
O Ibovespa fechou em alta de quase 3% nesta sexta-feira, orbitando os 178 mil pontos, patamar que não alcança desde maio, após dados de inflação endossarem apostas de queda da taxa Selic em agosto.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 2,97%, a 177.866,37 pontos, terminando na máxima do dia, com praticamente todas as ações no azul. A última vez que o Ibovespa superou 178 mil pontos foi em 21 de maio, durante o pregão. Na mínima desta sexta-feira, marcou 172.760,66 pontos. O volume financeiro somou R$25,17 bilhões.
Com tal desempenho, o Ibovespa acumulou um ganho de 2,18% na semana, a terceira com sinal positivo. Em julho, acumula até o momento alta de 3,40%.
Wall Street fecha em alta, com investidores voltando suas atenções para temporada de resultados
O S&P 500 fechou em alta nesta sexta-feira um pouco abaixo de sua máxima histórica, à medida que a estreia sensacional da sul-coreana SK Hynix na Nasdaq alimentou o otimismo em relação às fabricantes de chips de memória, enquanto os investidores aguardavam ansiosamente o início da temporada de resultados trimestrais, que começa na próxima semana.
O S&P 500 subiu 0,42%, encerrando o pregão em 7.575,39 pontos.
O Nasdaq avançou 0,29%, para 26.281,61 pontos,
Dow Jones Industrial Average teve alta de 0,29%, para 52.637,01 pontos.
Oito dos 11 índices setoriais do S&P 500 subiram, liderados pelo de tecnologia da informação , com alta de 1,65%, seguido por um ganho de 1,46% no setor de bens de consumo discricionário .
O índice de chips PHLX subiu 0,06%, registrando alta pelo terceiro dia consecutivo. Na semana, o S&P 500 subiu 1,2%, o Nasdaq avançou 1,7% e o Dow Jones caiu 0,5%. A Meta subiu 6%, atingindo seu nível mais alto desde abril. A Moderna despencou quase 11%, em seu pior dia em mais de um ano.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira (10).
Sul-coreano Kospi subiu 2,52% em Seul, a 7.475,94 pontos.
No Japão, o Nikkei avançou 1,20% em Tóquio, a 68.557,73 pontos.
Hang Seng subiu 0,60% em Hong Kong, a 24.175,12 pontos,
Taiwan permaneceu fechado devido a um alerta de tufão.
Na China continental: o Xangai Composto caiu 1,00%, a 3.996,16 pontos,
Shenzhen Composto recuou 1,24%, a 2.675,49 pontos.Liga das Nações Vôlei Feminina:
Na Austrália em alta: o S&P/ASX 200 avançou 0,50% em Sydney, a 8.806,00 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve alta de 0,88% em Wellington a 13.785,67 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 2,13% em Moscou a 2.140,17 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 1,08% em Bombaim a 77.569,39 pontos.
As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta sexta-feira (10).
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,24%, a 10.497 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,13%, a 25.085 pontos.
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,15%, a 8.338 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,44%, a 52.614 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,29%, a 19.378 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,19%, a 9.106 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
