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Exterior conduz alta do dólar ante o real em dia de busca por segurança
O dólar fechou a sexta-feira em alta leve ante o real, acompanhando o viés positivo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior, após Estados Unidos e Irã intensificarem ataques no Oriente Médio.
A queda das ações de fabricantes de chips também pressionou os mercados globais, com investidores em busca de ativos mais seguros, como o dólar.
O dólar à vista encerrou o dia no Brasil com alta de 0,25%, aos R$5,1109. No acumulado da semana, a moeda ficou praticamente estável, com variação positiva de 0,06%. No ano, o dólar passou a acumular baixa de 6,89%. Às 17h06, o dólar futuro para agosto -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- tinha variação negativa de 0,04% na B3, aos R$5,1260.
A sexta-feira foi um típico dia de "risk-off" (fuga do risco), com os índices de ações em queda ao redor do mundo, os rendimentos dos Treasuries em baixa e o dólar avançando ante boa parte das demais divisas. O petróleo Brent também voltou a subir, para a faixa dos US$87 o barril.
Um dos fatores de pressão foi novamente a guerra no Oriente Médio, com os EUA intensificando a campanha de bombardeios contra o Irã, tendo atingido pontes e um aeroporto. O Irã respondeu com ataques a bases norte-americanas na região, incluindo um centro de comando de operações especiais em al-Tanf, na Síria. Foi o primeiro ataque iraniano conhecido ao território sírio desde que começou a guerra.
Com a geopolítica no radar, investidores também liquidaram posições em ações de fabricantes de chips e demais empresas ligadas à inteligência artificial, em meio a dúvidas sobre a sustentabilidade dos investimentos do setor. Nos mercados de moedas, esse cenário se traduziu na alta do dólar ante várias divisas de países emergentes, como o peso chileno, o rand sul-africano, o peso mexicano e o real. “O aumento da aversão global ao risco penalizou de forma ampla as moedas de países emergentes e exportadores de commodities, intensificando o fluxo de busca pelo dólar”, resumiu Rebecca Nossig, analista de investimentos da Nomad.
O dólar à vista atingiu a cotação máxima intradia de R$5,1346 (+0,71%) às 10h35, em meio à busca global pela segurança da moeda norte-americana. À tarde, a moeda à vista quase eliminou os ganhos, ao atingir a mínima de R$5,1050 (+0,13%) às 14h49, com alguns investidores zerando parte das posições em dólar na reta final da semana. Ainda assim, a divisa fechou em leve alta. No Brasil, destaque ainda para os desdobramentos do anúncio de que os EUA cobrarão tarifa de 25% sobre um conjunto de produtos brasileiros. Durante a tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que somente falará da tarifa após uma manifestação do presidente norte-americano, Donald Trump, sobre o assunto.
“Enquanto ele não falar, eu não falarei, porque nós vamos mostrar que contra o Brasil ninguém ganha mentindo. Ou é mais verdadeiro que nós ou não vai enganar a sociedade brasileira", disse Lula.
Pela manhã, o Banco Central informou que seu Índice de Atividade (IBC-Br) subiu 0,1% em maio na série com ajuste sazonal, desacelerando ante a alta revisada de 0,4% em abril. Economistas ouvidos em pesquisa da Reuters projetavam resultado zero em maio. Em relação a maio de 2025, o IBC-Br subiu 0,8% na série sem ajuste sazonal. No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de agosto. Às 17h11, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,02%, a 100,730.
Ibovespa fecha quase estável com Petrobras atenuando pressão de bancos
O Ibovespa fechou quase estável nesta sexta-feira, com Petrobras atenuando a pressão negativa principalmente dos bancos, mas confirmou a primeira perda semanal em um mês.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,04%, a 173.749,89 pontos, acumulando declínio de 2,31% na semana, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 174.504,63 pontos. Na mínima, a 173.285,28 pontos.
O volume financeiro no pregão somava R$20,93 bilhões antes dos ajustes finais, em sessão ainda marcada pelo vencimento de opções sobre ações na bolsa paulista.
Wall Street encerra dia e semana em baixa, conforme onda de vendas no setor de semicondutores se amplia
Wall Street estendeu sua queda nesta sexta-feira, à medida que uma retração nas ações associadas ao boom da IA — que impulsionou grande parte dos ganhos até agora neste ano — se transformou em um sentimento mais generalizado de aversão ao risco.
S&P 500 perdeu 1,01%, fechando em 7.457,78 pontos,
Nasdaq Composite recuou 1,40%, para 25.511,12 pontos.
O Índice Dow Jones Industrial Average caiu 0,75%, para 52.158,96 pontos.
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta sexta-feira, 17
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,27%, a 10.600,37 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,35%, a 24.828,12 pontos.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,47%, a 8.338,81 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,94%, a 51.882,28 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,60%, a 19.187,40 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,27%, a 9.062,26 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam em forte baixa nesta sexta-feira, 17
Taiex despencou 6,47% em Taiwan, a 42.671,27 pontos.
Em Tóquio, o japonês Nikkei recuou 4,03%, a 64.141,12 pontos.
O mercado da Coreia do Sul, que tem apresentado a maior volatilidade em meio às incertezas da IA, não operou hoje devido a um feriado.
Na China continental, o Xangai Composto caiu 3,05%, a 3.764,15 pontos,
Shenzhen Composto recuou 5,25%, a 2.434,08 pontos.
Em Hong Kong, o Hang Seng perdeu 1,78%, a 24.562,24 pontos.
Na Austrália, com baixa de 0,50% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.796,70 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve alta de 0,59% em Wellington a 13.694,68 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 2,83% em Moscou a 1.965,00 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 1,25% em Bombaim a 78.151,45 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
