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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 15/07/26

Bitcoin: R$ 331.044,50 Reais e US$ 64.758,22 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,0780
Dólar turismo: R$ 5,2802
Euro comercial: R$ 5,821
Libra: R$ 6,895

Dólar fica estável no Brasil com política doméstica e tarifa dos EUA no foco dos investidores

O dólar fechou a quarta-feira praticamente ‌estável ante o real, com investidores atentos ao noticiário político e à espera de nova tarifa comercial dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

A estabilidade do câmbio no Brasil esteve na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana se firmou em baixa durante a sessão ante a maior parte das demais divisas.  O dólar à vista encerrou o dia no Brasil com variação positiva de 0,08%, aos R$5,0782. No ano, ⁠a moeda norte-americana passou a acumular baixa de 7,48% ante o real.

Às 17h07, o dólar futuro para ‌agosto -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,03% na B3, aos R$5,0965.
Na terça-feira, o dólar à vista encerrou a sessão com baixa superior a 1% e no menor nível em um ‌mês, após dados de inflação nos EUA reduzirem as apostas ‌de que o Federal Reserve subirá juros no curto prazo.

 Nesta sessão de quarta-feira, novos números nos ⁠EUA reforçaram essa percepção. O índice de preços ao produtor para a demanda final caiu 0,3% no mês passado, após alta de 0,6% em maio em dado revisado para baixo, informou o Departamento do Trabalho. Economistas consultados esperavam estabilidade. O resultado pesou sobre os rendimentos dos Treasuries e sobre o dólar, que se firmou em queda ante as divisas fortes em relação a moedas de emergentes como o peso ‌colombiano, o rand sul-africano e o peso mexicano.

Em relação ao real, no entanto, o dólar pouco variou ‌ao longo do dia. Após atingir ⁠a mínima de R$5,0575 (-0,32%) às ⁠10h07, o dólar à vista marcou a máxima de R$5,0892 (+0,30%) às 13h58. Profissionais ouvidos pela Reuters pontuaram que a moeda ⁠se sustentou próxima da estabilidade, na contramão da queda ‌no exterior, sob influência do cenário ‌político e da expectativa com a possível tarifação dos EUA.

No início do dia, uma nova pesquisa Genial/Quaest sobre a eleição presidencial mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 45% das intenções de voto no segundo turno, contra 37% de Flávio. O resultado, cuja margem de ⁠erro é de dois pontos percentuais, amplia para 8 pontos percentuais a vantagem de Lula sobre Flávio, contra 6 pontos percentuais do levantamento anterior. 

 Durante a tarde, um novo fator negativo para a candidatura de Flávio veio à tona na imprensa: uma foto do senador com Luiz Philippi Mourão, conhecido como "Sicário". Mourão, que morreu em março após ser preso pela ‌Polícia Federal, teria ligações com Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master e envolvido em suposto financiamento do filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio. Em vídeo, Flávio argumentou que, como ⁠figura pública, recebe diariamente dezenas de pedidos de fotos pelas ruas, procurando desvincular sua imagem do Sicário.

O noticiário político desfavorável a Flávio acabou dando sustentação às taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) e mantendo a cautela entre os agentes no mercado de câmbio, em meio aos receios quanto a um possível novo mandato de Lula -- cuja política fiscal é vista com desconfiança.  Além disso, o Brasil se prepara para a imposição de uma nova tarifa de 25% pelos EUA, que pode atingir mais de 4 mil produtos brasileiros, após meses de negociações intensas, mas em grande parte infrutíferas, disseram à Reuters quatro fontes que acompanham as discussões.

No fim da manhã, sem efeito sobre as cotações no Brasil, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de agosto. No exterior, às 17h21 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,37%, a 100,510. 

Ibovespa fecha em queda descolado de NY com investidor à espera de decisão dos EUA sobre tarifas

O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, descolado de Wall ‌Street, com Engie Brasil Energia entre as maiores quedas após precificar oferta de ações, enquanto B3 figurou entre os destaques positivos endossada por "upgrade" do Bank of America.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,36%, a 176.010,90 pontos, marcando 176.662,60 na máxima e 175.288,17 na mínima. O volume financeiro somou R$39,85 bilhões, em pregão marcado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa.

Wall Street fecha em alta com dados moderados sobre inflação e resultados financeiros sólidos

As ações de Wall Street ‌registraram alta nesta quarta-feira, à medida que dados que apontam para uma desaceleração da inflação e um início robusto da temporada de resultados do segundo trimestre estimularam o ânimo de compra dos investidores.

O Índice Dow Jones Industrial Average subiu 0,29%, para 52.659,18 pontos, 
S&P 500 avançou 0,38%, ‌para 7.572,42 pontos, 
Nasdaq ⁠Composite teve alta de ⁠0,62%, para 26.269,23 pontos.

Entre os 11 principais setores do S&P 500, o de serviços de comunicação foi o que mais ⁠avançou, enquanto as ações do setor de serviços públicos sofreram ‌a maior queda percentual.

As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em queda nesta quarta-feira (15) 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,13%, a 10.515,92 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,51%, a 25.018,81 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,19%, a 8.382,43 pontos. 

Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,85%, a 52.411,25 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,43%, a 19.272,50 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,46%, a 9.084,95 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quarta-feira

O Kospi liderou os ganhos, com alta de 6,24% em Seul, a 7.284,41 pontos, 
O japonês Nikkei subiu 1,49% em Tóquio, a 68.751,51 pontos; 
Hang Seng avançou 1,40% em Hong Kong, a 24.681,10 pontos;
Taiex registrou alta de 2,00% em Taiwan, a 45.631,59 pontos.

Na China continental, o Xangai Composto caiu 0,29%, a 3.955,58 pontos, 
Shenzhen Composto recuou 0,68%, a 2.608,27 pontos.

Na Austrália em alta, com ganho de 0,37% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.841,10 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,12% em Wellington a 13.635,07 pontos.

Na Russia, o MOEX Russia Index, teve queda de 2,68% em Moscou a 2.112,71 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,17% em Bombaim a 77.185,43 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.

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