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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 15/06/26

Bitcoin: R$ 335.791,00 Reais e US$ 66.141,94 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,0666
Dólar turismo: R$ 5,2708
Euro comercial: R$ 5,869
Libra: R$ 6,814

Dólar fecha perto da estabilidade ante real apesar de acordo entre EUA e Irã
 
Após recuar durante a manhã em meio às ‌notícias sobre o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, o dólar se recuperou ante o real e terminou a segunda-feira próximo da estabilidade, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha se mantido em baixa ante a maior parte das demais divisas.

O dólar à vista fechou o dia com variação positiva de 0,11%, aos R$5,0666. No ano, a divisa passou a acumular queda de 7,70% ante o real.  Às 17h04, o dólar futuro para julho -- atualmente o ⁠mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,02% na B3, aos R$5,0855.

As notícias sobre um acordo entre EUA e Irã foram ‌bem recebidas pelo mercado. No fim de semana, autoridades norte-americanas e iranianas afirmaram ter chegado a um entendimento para pôr fim ao conflito e reabrir o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo e ‌do gás comercializados no mundo.  Nesta segunda-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, ‌o vice-presidente JD Vance e o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, assinaram um memorando de ⁠entendimento para encerrar a guerra. Uma cerimônia formal de assinatura deve ocorrer na sexta-feira, e a expectativa é de que o tráfego pelo Estreito de Ormuz aumente de forma gradual.

Neste cenário, o petróleo Brent voltou a ceder, para a faixa dos US$83 o barril, enquanto os rendimentos dos Treasuries recuaram. Nos mercados de moedas, o dólar emplacou perdas ante boa parte das divisas de países emergentes, marcando a cotação mínima de R$5,0267 (-0,68%) às 10h42 no Brasil.  "Não é surpresa ‌que a solução para Ormuz traga uma onda de otimismo: o Fomc (Comitê de Mercado Abrerto do Federal Reserve) terá menos argumentos ‌para subir os juros e o ⁠DXY (índice do dólar) tende a ⁠se enfraquecer, fatos que beneficiam os ativos de risco", disse pela manhã o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em ⁠análise enviada a clientes.

No início da tarde, porém, a moeda norte-americana ‌já havia zerado as perdas ante o ‌real, em paralelo à virada do Ibovespa para o território negativo, em uma aparente mudança de humor no Brasil.  "O câmbio está acompanhando a bolsa nessa virada", comentou à tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo. "O petróleo está desabando de forma consistente... Esse tombo de 5% no Brent derrubou como de costume a ⁠Petrobras, que puxa o índice (Ibovespa) inteiro", acrescentou.

Profissionais do mercado costumam lembrar que as ações da Petrobras são bastante negociadas pelos investidores estrangeiros. Assim, quando há um movimento consistente de venda dos papéis da petrolífera, é de se esperar que isso também sensibilize o câmbio, dando força ao dólar.

Às 16h13, já na reta final da sessão, o dólar à vista marcou a máxima de R$5,0747 (+0,27%), para depois se reaproximar ‌da estabilidade. Pela manhã, o boletim Focus divulgado pelo Banco Central mostrou que a mediana das projeções dos economistas do mercado reportadas até a semana passada para o dólar no fim de 2026 foi de R$5,15 para R$5,20. ⁠Já a inflação projetada para este ano saltou de 5,11% para 5,30% e para o próximo ano foi de 4,03% para 4,10%.

Também houve nova elevação da projeção de inflação para 2028, de 3,65% para 3,68%, com o Focus traduzindo uma deterioração das expectativas já percebida nos preços dos ativos nas últimas semanas. Com isso, a taxa básica Selic esperada para o fim de 2026 foi de 13,50% para 13,75% e para o encerramento de 2027 passou de 11,50% para 12,00%. Atualmente a Selic está em 14,50% ao ano. O diferencial de juros entre Brasil e outros países -- como EUA e Japão, cujas taxas estão em níveis bem menores -- vinha sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 60.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de julho. No exterior, às 17h11 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,17%, a 99,687.

Ibovespa fecha em queda pressionado por Petrobras após acordo entre EUA e Irã

Após operar em alta durante boa parte do ‌pregão, o Ibovespa devolveu os ganhos e fechou em queda nesta segunda-feira, pressionado pelo forte recuo da Petrobras devido à queda do petróleo no exterior motivada pelo anúncio de um acordo entre Estados Unidos e Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,42%, a 170.415,13 pontos, após ter alcançado 170.351,05 pontos na mínima e 174.228,27 pontos na máxima do dia.O volume financeiro somou ⁠R$29,19 bilhões.

Os principais índices de Wall ‌Street registraram alta nesta segunda-feira

S&P 500 subiu 123,80 pontos, ou 1,67%, fechando em 7.555,26 pontos, 
Nasdaq Composite subiu 797,79 pontos, ou 3,07%, para 26.686,64. 
O Dow Jones Industrial Average subiu 490,38 pontos, ou 0,96%, para 51.684,88.

As bolsas asiáticas fecharam em forte alta nesta segunda-feira (15)

O índice japonês Nikkei avançou 4,99% em Tóquio, a um patamar inédito de 69.317,50 pontos,
Kospi saltou 5,20% em Seul, a 8.545,98 pontos. 
Hang Seng teve ganho moderado de 0,50% em Hong Kong, a 24.842,67 pontos, 
Taiex subiu 2,78% em Taiwan, a 45.396,99 pontos.

Na China continental, o Shanghai Composto registrou alta de 1,61%, a 4.096,47 pontos,
menos abrangente Shenzhen Composto avançou 3,42%, a 2.789,36 pontos.

Na Oceania, a bolsa da Austrália subiu 1,25%, com o índice S&P/ASX 200 encerrando o pregão em Sydney a 8.914,00 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,25% em Wellington a 13.360,59 pontos.

Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 1,07% em Moscou a 2.542,20 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,97% em Bombaim a 76.264,33 pontos.

As bolsas da Europa fecharam sem direção única nesta segunda-feira (15)

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,39%, a 10.430 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX subiu 1,09%, a 24.903 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,40%, a 8.384 pontos. 

Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,66%, a 51.835 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 subiu 1,45%, a 19.035 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,52%, a 9.046 pontos. 

O índice acionário europeu STOXX 600 renovou máxima recorde.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.

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