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Dólar tem alta firme antes de feriado no Brasil em dia de tensão no Oriente Médio
O dólar fechou a quarta-feira pré-feriado em alta firme ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior após novos ataques de EUA e Irã no Oriente Médio.
Entre as moedas negociadas globalmente, o real foi a que teve pior desempenho, com as cotações refletindo também a busca pela segurança do dólar antes do feriado de Corpus Christi e o mal-estar com a nova ameaça tarifária ao Brasil. O dólar à vista encerrou com alta de 1,12%, aos R$5,0661. No ano, passou a acumular baixa de 7,70% ante o real. Às 17h05, o dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 1,12% na B3, aos R$5,0975.
Os EUA dispararam um míssil na terça-feira contra um navio-tanque que se dirigia ao Irã, enquanto as forças iranianas lançaram dois mísseis contra o Kuweit e três contra o Barein, que não atingiram seus alvos, conforme fontes norte-americanas. As dúvidas sobre um possível acordo entre Irã e EUA deram força ao dólar ante quase todas as demais divisas, incluindo pares do real como o peso chileno, o rand sul-africano e a rupia indiana.
No Brasil, as cotações aceleraram à tarde em meio ao noticiário sobre as tarifas comerciais. Após o Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) defender uma cobrança de 25% sobre várias exportações brasileiras, o órgão propôs uma tarifa adicional de 10% ou 12,5% sobre vários países, incluindo o Brasil, por falhas no combate ao trabalho forçado. No caso brasileiro, a tarifa seria de 12,5%.
Ainda que as tarifas ainda precisem de aprovação, a percepção mais geral entre os agentes foi negativa, poucos dias depois de os EUA também designarem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
Após marcar a cotação mínima de R$5,0119 (+0,04%) às 9h03, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,0917 (+1,63%) às 15h38, com os investidores se posicionando antes do feriado de quinta-feira, quando o mercado brasileiro estará fechado.
Durante a sessão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a criticar o anúncio de tarifas, após ter lançado na véspera uma ofensiva para colar na família Bolsonaro a culpa pela deterioração das relações entre Brasil e EUA.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por golpe de Estado, é atualmente visto como o principal adversário de Lula na disputa pelo Planalto. Os anúncios sobre as organizações criminosas e sobre as novas tarifas ocorreram após encontro recente de Flávio com Trump, em Washington. À tarde, o Banco Central informou que o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$743 milhões em maio.
Ibovespa fecha em forte queda com aversão a risco global
O Ibovespa fechou em forte queda nesta quarta-feira, embalado pela maior aversão aos ativos de risco nos mercados globais após novos ataques envolvendo os Estados Unidos e o Irã no Oriente Médio, pressionando os preços do petróleo e as perspectivas para a inflação.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,22%, a 170.330,63 pontos, após marcar 170.007,55 na mínima e 174.192,19 na máxima do dia. O volume financeiro somou R$28,52 bilhões.
As ações de Wall Street recuaram nesta quarta-feira
S&P 500 perdeu 0,74%, encerrando em 7.555,67 pontos,
Nasdaq Composite caiu 0,85%, para 26.862,93 pontos.
O Dow Jones Industrial Average recuou 1,13%, para 50.725,95 pontos.
As bolsas da Europa fecharam majoritariamente em queda
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,40%, a 10.332,30 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 1,24%, a 24.811,63 pontos.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,71%, a 8.150,42 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,07%, a 50.038,16 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,39%, a 18.201,20 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 subiu 0,46%, a 8.999,30 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta
O índice Nikkei avançou 2,5% em Tóquio, para o nível inédito de 68.402,13 pontos.
Taiex subiu 1,98% em Taiwan, a 46.459,16 pontos.
Hang Seng caiu 1,56% em Hong Kong, a 25.633,31 pontos.
Em Seul, não houve pregão devido às eleições locais na Coreia do Sul.
Na China continental, o Xangai Composto avançou 0,22%, a 4.083,97 pontos,
menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,27%, a 2.812,92 pontos.
Na Oceania, a bolsa australianao S&P/ASX 200 avançou 0,70% em Sydney, a 8.785,70 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,42% em Wellington a 13.115,08 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve queda de 0,64% em Moscou a 2.603,61 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,41% em Bombaim a 74.346,17 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
