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Dólar fecha estável em dia de oscilações estreitas e liquidez menor durante jogo do Brasil
Após oscilar em margens estreitas durante a sessão, o dólar fechou a segunda-feira praticamente estável ante o real, em um dia de variações limitadas da moeda norte-americana também ante outras divisas de emergentes no exterior.
O dólar à vista encerrou o dia com variação positiva de 0,06%, aos R$5,1726. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 5,76%. Às 17h02, o dólar futuro para julho -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,06% na B3, aos R$5,1760, com a liquidez tendo despencado durante a tarde em função do jogo entre Brasil e Japão na Copa do Mundo.
Após um projétil iraniano atingir um navio de carga no Estreito de Ormuz na quinta-feira, EUA e Irã trocaram ataques e acusações de violação do cessar-fogo provisório nos dias seguintes. No domingo, porém, uma autoridade norte-americana afirmou que os dois países haviam concordado em suspender as hostilidades e retomar as negociações.
Em reação, o dólar sustentou durante o dia perdas ante divisas fortes como o euro e a libra, mas adotou trajetória mais errática ante as divisas de países emergentes, incluindo o real. Após atingir a cotação máxima de R$5,1897 (+0,39%) às 10h19, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,1557 (-0,27%) às 12h30. Da máxima para a mínima a moeda variou apenas -0,65%.
À tarde a liquidez no mercado despencou durante partida que terminou com a vitória do Brasil sobre o Japão na Copa do Mundo, por 2 a 1, com as cotações quase não se mexendo durante o jogo, que começou às 14h. No início do dia, o boletim Focus divulgado pelo Banco Central mostrou que a mediana das projeções dos economistas para o dólar no fim deste ano seguiu em R$5,20. A expectativa para a taxa básica Selic no fim de 2026 seguiu em 14,00% e para o encerramento de 2027 permaneceu em 12,00%.
Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano, bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, e este diferencial de juros vinha sendo apontado nos últimos meses como um fator favorável à atração de dólares para o Brasil. Hoje o cenário é um pouco diferente em função da perspectiva de alta de juros nos EUA e nova baixa no Brasil.
Também no começo do dia, pesquisa BTG/Nexus mostrou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com 47% das intenções de voto no segundo turno da corrida para o Planalto, contra 44% de Flávio. Como a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois estão em empate técnico. No levantamento anterior, os percentuais eram de 49% e 43%, respectivamente.
Às 17h08, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,27%, a 101,090.
Ibovespa tem queda discreta com pressão de Embraer em dia de volume reduzido
O Ibovespa flertou com os 174 mil pontos, mas fechou com um declínio modesto nesta segunda-feira, tendo Embraer entre as principais pressões negativas, em sessão com volume reduzido e descolada de Wall Street.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,08%, a 173.158,06 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 172.392,54 pontos na mínima e 173.891,53 pontos na máxima do dia.
Em dia com jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo no meio do pregão, o volume financeiro somava R$12,135 bilhões antes dos ajustes finais, de uma média diária de R$30,675 bilhões no mês. O Brasil venceu o Japão por 2 a 1.
Wall Street fecha em alta com diminuição de tensões entre EUA e Irã
As bolsas dos Estados Unidos encerraram a sessão desta segunda-feira em forte alta, com o Dow marcando um recorde de fechamento, à medida que as tensões do fim de semana entre os Estados Unidos e o Irã diminuíram e as principais ações do setor de tecnologia subiram após vendas recentes.
De acordo com dados preliminares, o S&P 500 subiu 1,16%, fechando em 7.439,26 pontos, enquanto o Nasdaq Composite avançou 2,04%, para 25.812,52 pontos. O Índice Dow Jones Industrial Average subiu 0,57%, para 52.172,69 pontos.
As principais bolsas europeias encerraram o pregão desta segunda-feira (29)
Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,23%, aos 10.484,22 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,14%, para 24.636,16 pontos.
Em Paris, o CAC 40 registrou queda de 0,21%, aos 8.367,33 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB perdeu 0,20%.
Em Madri, o IBEX 35, recuou 0,11%.
Em PSI 20, de Lisboa, avançou 0,26%, encerrando aos 9.159,49 pontos.
As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira (29)
O índice japonês Nikkei subiu 0,15% em Tóquio, a 69.468,11 pontos,
Hang Seng avançou 1,57% em Hong Kong, a 23.026,68 pontos,
Taiex registrou ganho de 0,96% em Taiwan, a 44.999,90 pontos.
O sul-coreano Kospi, por outro lado, caiu 0,20% em Seul, a 8.394,65 pontos.
Na China continental, o Shanghai Composto teve alta de 1,16%, a 4.073,90 pontos,
menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,12%, a 2.782,80 pontos.
Na Oceania, a bolsa da Austrália encerrou em alta, com ganho de 0,68% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.823,40 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve alta de 0,37% em Wellington a 13.545,56 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 2,90% em Moscou a 2.351,97 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,48% em Bombaim a 76.728,37 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
