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Dólar sobe a R$5,0894 após nova pesquisa eleitoral e antes de decisões sobre juros
O dólar fechou a terça-feira em alta ante o real, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha cedido ante outras divisas de países emergentes, com investidores à espera das decisões sobre juros no Brasil e nos EUA e repercutindo nova pesquisa eleitoral CNT/MDA. O dólar à vista fechou o dia com alta de 0,45%, aos R$5,0894. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 7,28% ante o real. Às 17h03, o dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,56% na B3, aos R$5,1040.
O acordo preliminar assinado por Estados Unidos e Irã na segunda-feira seguiu permeando os negócios nesta terça-feira, mas não foi suficiente para segurar o dólar no território negativo no Brasil. "A tendência de alta (para o dólar) está sendo percebida desde ontem por aqui. O mercado está confiante nos anúncios de paz, mas está com o pé atrás. Este deve ter sido o décimo anúncio do (presidente dos EUA, Donald) Trump a respeito de um acordo", ponderou Nicolas Gomes, especialista de câmbio da Manchester Investimentos.
O viés de alta para a moeda norte-americana foi reforçado no fim da manhã, após divulgação de pesquisa mostrando que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu vantagem de 12,5 pontos sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma simulação de segundo turno da eleição presidencial de outubro. Lula tem 49,3% das intenções de voto, ao passo que Flávio soma 36,8%, conforme pesquisa do instituto MDA, contratado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).
No levantamento anterior, de abril, o atual presidente tinha 44,9%, ante 40,2% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ainda que a campanha eleitoral não tenha começado oficialmente, os mercados no Brasil têm reagido negativamente a algumas pesquisas que indicam chances maiores de Lula vencer a eleição. Por trás disso está a leitura de uma parcela dos agentes de que o controle fiscal seria mais frouxo em um novo governo Lula.
Assim, após marcar a cotação mínima intradia de R$5,0478 (-0,37%) às 9h00, na abertura da sessão, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,1043 (+0,74%) às 11h41, após a divulgação da pesquisa eleitoral. O avanço da moeda norte-americana no Brasil ocorreu a despeito de no exterior o dólar ter sustentado perdas ante divisas emergentes como o peso colombiano e o peso chileno. Às 17h13, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes - também estava em baixa, de 0,09%, aos 99,568.
Nesta terça-feira, investidores também se prepararam para a decisão de política monetária do Federal Reserve, na quarta-feira à tarde, e do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, no início da noite. Enquanto a expectativa no caso do Fed é de manutenção dos juros na faixa de 3,50% a 3,75%, os agentes estão divididos em relação ao Copom, entre novo corte de 25 pontos-base da Selic ou manutenção da taxa em 14,50%. No caso do Fed, mais do que a decisão em si, as atenções estarão voltadas para a primeira entrevista coletiva do novo chair da instituição, Kevin Warsh.
"Temos (na curva norte-americana) precificação de aumento de juros nos EUA (até o fim do ano), mas todo mundo está apreensivo para entender qual será o direcionamento que Warsh vai passar nesta reunião", ponderou Gomes. O diferencial de juros entre Brasil e outros países -- como EUA e Japão, cujas taxas estão em níveis bem menores -- vinha sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses.
Ibovespa recua e fecha abaixo de 170 mil pontos pressionado por Petrobras
O Ibovespa fechou com declínio modesto nesta terça-feira, ditado principalmente pela queda das ações da Petrobras, em mais uma sessão de recuo dos preços do petróleo no exterior.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,45%, a 169.648,47 pontos, após marcar 169.121,31 pontos na mínima e 170.415,52 pontos na máxima do dia. O volume financeiro no pregão somou R$27,94 bilhões.
As bolsas dos Estados Unidos fecharam mistas nesta terça-feira (16)
Dow Jones subiu 0,64% (51.999,67 pontos);
S&P 500 recuou 0,57% (7.511,35 pontos);
Nasdaq teve queda de 1,15% (26.376,34 pontos).
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira (16)
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,61%, a 10.494,21 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,08%, a 24.914,76 pontos.
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,75%, a 8.447,27 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,15%, a 52.432,56 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,61%, a 19.148,50 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,26%, a 9.022,42 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira (16)
O Nikkei subiu 0,13% em Tóquio, a 69.404,50 pontos,
Kospi avançou 2,11% em Seul, a 8.726,60 pontos.
Taiex registrou ganho de 0,91% em Taiwan, a 45.809,19 pontos,
Hang Seng caiu 1,40% em Hong Kong, a 24.493,95 pontos.
Na China continental, o Shanghai Composto teve leve baixa de 0,11%, a 4.091,89 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,02%, a 2.817,80 pontos.
Austrália, com alta marginal de 0,04% do índice S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.917,70 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve alta de 0,49% em Wellington a 13.426,13 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 1,95% em Moscou a 2.493,35 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,71% em Bombaim a 76.808,48 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
