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Dólar à vista fecha em baixa de 0,76%, a R$5,0610 na venda
O dólar fechou a sexta-feira em queda no Brasil e novamente abaixo dos R$5,10, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes, em meio à esperança de que um acordo seja finalmente assinado por Estados Unidos e Irã.
No Brasil, destaque para os novos dados de inflação divulgados pela manhã, que mantiveram a incerteza sobre se o Banco Central voltará ou não a cortar juros na próxima semana. O dólar à vista fechou o dia com baixa de 0,76%, aos R$5,0610. Na semana, a divisa acumulou baixa de 1,83% e, no ano, queda de 7,80% ante o real. Às 17h07, o dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,83% na B3, aos R$5,0825.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA, o índice oficial de inflação, subiu 0,58% em maio, ficando abaixo da alta de 0,67% de abril, mas acima do avanço de 0,53% projetado por economistas consultados pela Reuters. Nos 12 meses até maio, o indicador acumulou alta de 4,72%, acima dos 4,66% projetados.
Embora o índice cheio tenha ficado acima do esperado, a abertura do indicador mostrou melhora em alguns componentes, mantendo a incerteza entre os agentes sobre o que o Banco Central anunciará na próxima semana: um corte adicional da Selic ou a manutenção da taxa básica.
Atualmente a Selic está em 14,50% ao ano, bem acima das taxas praticadas em países como EUA e Japão, e este diferencial de juros vinha sendo apontado nos últimos meses como um fator favorável à atração de dólares para o Brasil.
Na cena geopolítica, termos de um memorando proposto para pôr fim à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, divulgados por fontes ocidentais, paquistanesas e iranianas, atraiu críticas do presidente norte-americano, Donald Trump. Em uma publicação em rede social, Trump não especificou o que havia de impreciso nos relatos sobre o acordo proposto, mas afirmou que "os termos que o Irã vazou para notícias falsas não têm nada a ver com os termos que foram acordados por escrito".
De acordo com as informações sobre o memorando relatadas por fontes à Reuters, os EUA forneceriam imediatamente ao Irã bilhões de dólares em ativos descongelados e suspenderiam as sanções às suas exportações de petróleo. Em troca, o Irã suspenderia, o bloqueio ao Estreito de Ormuz. Todas as fontes enfatizaram que o texto ainda não era definitivo, com algumas afirmando que uma questão fundamental ainda a ser resolvida era a linguagem sobre o fim das hostilidades no Líbano.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou nesta sexta-feira que as negociações nucleares com os EUA só devem ocorrer em uma fase posterior e não vão avançar, a menos que um acordo provisório já proposto seja implementado. Ele disse que esse acordo provisório deve incluir a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim dos conflitos em diversas frentes e acrescentou que um memorando de entendimento ainda não foi assinado e pode sofrer alterações.
Na véspera, Trump havia afirmado que havia cancelado novos ataques ao Irã na quinta-feira porque um acordo havia sido alcançado, alimentando expectativas de um desfecho para o conflito que começou no final de fevereiro. "Apesar dos ruídos ao longo da manhã e das divergências sobre os termos finais do acordo, prevaleceu a percepção de que um entendimento entre Washington e Teerã está mais próximo", afirmou o analista de investimentos Bruno Shahini, da Nomad.
Nesse contexto, o barril de petróleo sob o contrato Brent fechou em queda de 3,37%, a US$87,33.
"A possibilidade de um avanço nas negociações para o encerramento do conflito entre Estados Unidos e Irã pressionou o mercado de petróleo, com o Brent voltando à região dos US$90 por barril, e acabou pesando sobre ações como Petrobras", destacou o especialista em investimentos Josias Bento, sócio da GT Capital.
Ibovespa assegura 1º ganho semanal desde abril
O Ibovespa fechou com um declínio modesto nesta sexta-feira, ditado principalmente pela queda das ações da Petrobras, mas assegurou a primeira alta semanal desde abril. A última sessão da semana não teve uma direção única, com investidores atentos ao noticiário geopolítico e à estreia das ações da SpaceX após o maior IPO da história, mas também repercutindo dados de inflação no Brasil.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com decréscimo de 0,21%, a 171.132,66 pontos, após oscilar entre a mínima de 169.992,77 e a máxima de 172.544,54. O volume financeiro no pregão somou R$23,78 bilhões.
Na semana, o Ibovespa acumulou uma alta de 1,25%, encerrando uma série de oito perdas semanais, a maior sequência na série histórica, conforme dados da LSEG.
Wall Street fecha em alta com esperanças de um acordo de paz com Irã e estreia histórica da SpaceX
As ações dos Estados Unidos fecharam em alta nesta sexta-feira, com investidores mantendo a esperança de um acordo de paz entre o Irã e os Estados Unidos e com as ações da SpaceX disparando em sua estreia na bolsa, tornando-se a maior oferta pública inicial da história de Wall Street.
O S&P 500 subiu 36,30 pontos, ou 0,51%, fechando em 7.431,83 pontos,
Nasdaq Composite subiu 77,77 pontos, ou 0,30%, para 25.887,43.
O Dow Jones Industrial Average subiu 353,42 pontos, ou 0,71%, para 51.208,20.
As bolsas europeias fecharam em alta firme
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,63%, a 10.471,72 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 1,66%, a 24.612,56 pontos.
Em Paris, o CAC 40 ganhou 1,83%, a 8.350,87 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,97%, a 51.497,21 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 2,50%, a 18.747,10 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0 76%, a 9.093,82 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam em alta
Kospi saltou 4,63% em Seul, a 8.123,62 pontos.
Em Tóquio, Nikkei avançou 2,81%, a 66.020,04 pontos.
Hang Seng subiu 1,93% em Hong Kong, a 24.718,10 pontos.
Taiex avançou 2,36% em Taiwan, a 44.169,04 pontos.
Na China continental, o Shanghai Composite teve alta de 1,12%, a 4.031,51 pontos,
menos abrangente Shenzhen Composite subiu 0,99%, a 2.697,17 pontos.
A bolsa da Austrália, o S&P/ASX 200 avançou 1,98% em Sydney, a 8.804,00 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve alta de 1,45% em Wellington a 13.393,87 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 0,22% em Moscou a 2.515,33 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 2,30% em Bombaim a 75.527,95 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
