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Dólar tem leve baixa ante real acompanhando recuo das cotações no exterior
O dólar fechou a sexta-feira com leve baixa ante o real, acompanhando a queda da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas, com investidores moderando as apostas de aumento de juros pelo Federal Reserve após novo recuo do petróleo.
O dólar à vista encerrou o dia com queda de 0,21%, aos R$5,1697. Na semana, a moeda acumulou leve alta de 0,10% e, no ano, baixa de 5,82%. Às 17h05, o dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,27% na B3, aos R$5,1720.No início do dia, o Banco Central vendeu US$1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos no valor de US$1 bilhão de swap cambial reverso -- neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro.
Esses dois leilões simultâneos, em operação conhecida pelo mercado como "casadão", não alteraram de forma substancial a trajetória do dólar, já que o BC vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra. No exterior, a moeda norte-americana cedeu ante boa parte das demais divisas, como o euro, a libra e o iene. O dólar também sustentou perdas ante divisas de países emergentes como o peso mexicano, o rand sul-africano e o sol peruano.
O movimento tinha a influência dos dados econômicos mais recentes divulgados nos EUA, que reduziram um pouco as apostas de alta de juros pelo Fed neste ano. Além disso, a queda do petróleo Brent, para perto dos US$72 o barril, ajudava a aliviar as preocupações com a inflação e com a política monetária norte-americana. No Brasil, o câmbio acompanhou este viés vindo de fora. Após marcar a cotação máxima intradia de R$5,1897 (+0,18%) às 10h19, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,1557 (-0,48%) às 12h30. Durante a tarde, a moeda recuperou um pouco de força, mas ainda assim terminou a sessão em queda.
Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego no país atingiu 5,6% nos três meses até maio, menor nível para o período na série histórica e em linha com as expectativas de economistas. No mesmo período de 2025 a taxa estava em 6,2%.Já o BC informou que o Brasil teve déficit em transações correntes de US$3,185 bilhões em maio, menos que o rombo de US$4,159 bilhões projetado em pesquisa da Reuters com economistas. Na outra ponta, os investimentos diretos no país (IDP) somaram US$7,974 bilhões, contra US$5,75 bilhões projetados.
Ibovespa fecha em alta sustentado por bancos; Braskem recua
O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, apoiado principalmente nas ações de bancos, enquanto Braskem figurou novamente na ponta negativa, reflexo de preocupações de investidores sobre a situação financeira da petroquímica.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,79%, a 173.347,87 pontos, acumulando um ganho de 2,98% na semana, conforme dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 173.964,44 pontos. Na mínima, registrou 171.123,94 pontos.O volume financeiro somava R$21,45 bilhões antes dos ajustes finais.
EUA: Bolsas fecham em queda com pressão sobre ações de IA
As bolsas dos Estados Unidos fecharam esta sexta-feira (26) em queda, pressionadas pela continuidade das vendas de ações do setor de tecnologia diante de questionamentos sobre as avaliações de empresas ligadas à inteligência artificial (IA).
Dow Jones caiu 0,09% (51.876,11 pontos);
S&P 500 recuou 0,05% (7.354,02 pontos);
Nasdaq fechou em queda de 0,24% (25.297,62 pontos).
Na semana, o Dow Jones subiu 0,58%, enquanto o S&P 500 recuou 1,97% e o Nasdaq acumulou perda de 4,60%.
As bolsas europeias fecharam em queda nesta sexta-feira (26)
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,21%, a 10.508,02 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 1,25%, a 24.681,72 pontos.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,55%, a 8.384,87 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,00%, a 51.265,35 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,43%, a 19.430,30 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,23%, a 9.136,18 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam em forte queda nesta sexta-feira (26)
Sul-coreano Kospi tombou 5,81% em Seul, a 8.411,21 pontos.
Em Tóquio, o japonês Nikkei recuou 4,15%, a 69.360,88 pontos.
Hang Seng caiu 1,76% em Hong Kong, a 22.671,86 pontos.
Taiex registrou baixa expressiva de 3,64% em Taiwan, a 44.571,76 pontos.
Na China continental, o Shanghai Composto recuou 2,26%, a 4.027,26 pontos.
Menos abrangente Shenzhen Composto cedeu 3,13%, a 2.786,04 pontos.
Na Austrália: o S&P/ASX 200 avançou 0,18% em Sydney, a 8.764,20 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,016% em Wellington a 13.495,24 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,97% em Moscou a 2.279,16 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,14% em Bombaim a 77.100,47 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
