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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 10/06/26

Bitcoin: R$ 320.488,50 Reais e US$ 61.755,93 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,1721
Dólar turismo: R$ 5,3769
Euro comercial: R$ 5,969
Libra: R$ 6,939

Dólar fecha perto da estabilidade ante real com exterior no radar

O dólar encerrou a quarta-feira ‌perto da estabilidade ante o real, em uma sessão sem gatilhos fortes para a moeda norte-americana, com investidores repercutindo dados de inflação nos Estados Unidos e o noticiário sobre a guerra no Oriente Médio.

O dólar à vista fechou o dia com variação negativa de 0,12%, aos R$5,1723. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 5,77% ante ⁠o real.  Às 17h03, o dólar futuro para julho - atualmente o mais líquido no mercado brasileiro - ‌cedia 0,15% na B3, aos R$5,1955.

O câmbio no Brasil mostrou certa volatilidade até o início da tarde, com as cotações oscilando entre altas e baixas na esteira dos ‌números de inflação nos EUA. O Ministério do Trabalho dos ‌EUA informou que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) ⁠subiu 4,2% nos 12 meses até maio, após avançar 3,8% em abril na base anual. Na margem, o indicador subiu 0,5% em maio, ante 0,6% em abril.

Os resultados ficaram em linha com as altas de 4,2% em base anual e de 0,5% em base mensal projetadas pelos economistas consultados pela Reuters. O núcleo do índice subiu 2,9% em maio ‌na base anual, ante 2,8% em abril, e teve alta de 0,2% em maio ante abril - ‌abaixo da estimativa mensal de ⁠0,3% e inferior ⁠ao aumento de 0,4% em abril.

No Brasil, após atingir a cotação máxima intradia de R$5,1978 (+0,37%) às 9h07, ⁠antes da divulgação do CPI, o dólar à ‌vista marcou a mínima de ‌R$5,1589 (-0,37%) às 10h47, já após o anúncio do índice.

Mas a moeda norte-americana seguiu alternando altas e baixas até o início da tarde, sem uma tendência forte, para depois se manter próxima da estabilidade durante a tarde. No exterior, a divisa dos EUA ⁠tinha sinais mistos ante as demais, em meio ao noticiário sobre a guerra. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o Irã demorou demais para negociar um acordo e que agora "terá que pagar o preço", enquanto Teerã afirmou que reavaliará o engajamento diplomático com Washington após ataques recíprocos durante a ‌madrugada.

No Brasil, destaque ainda para a nova pesquisa Genial/Quaest mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Planalto.Lula tem 44% ⁠das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio, ante 42% da pesquisa realizada em maio. Já o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro soma agora 38%, ante 41% no levantamento anterior.

Na simulação de primeiro turno, Lula tem 39%, Flávio soma 29%, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 3% e o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) atinge 2%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de julho. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$2,588 bilhões em junho até dia 5. Às 17h06, o índice do dólar - que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas - subia 0,01%, a 100,020.

Ibovespa fecha em queda com aumento de tensão geopolítica

O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, contaminado pela ⁠aversão a ‌risco global decorrente do ‌aumento da ‌tensão geopolítica, ⁠após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar ‌atacar o Irã "com ‌muita ⁠força". 

Índice ⁠de referência do ⁠mercado acionário ‌brasileiro, ‌o Ibovespa caiu 0,68%, a 168.658,56 pontos, ⁠de acordo com dados preliminares. Na máxima ‌do dia, marcou 169.812,46 pontos. Na ⁠mínima, registrou 168.070,99 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$22,19 bilhões antes dos ajustes finais.

Índices de Wall Street caem mais de 1% sob pressão de setor de tecnologia e preocupações com a guerra

Os principais ‌índices de ações dos EUA encerraram a sessão de quarta-feira com quedas superiores a 1%, com ações das fabricantes de semicondutores ampliando perdas recentes e tensões renovadas entre os EUA e o Irã aumentando a incerteza dos investidores. 

De ⁠acordo com ⁠dados preliminares, o S&P 500 caiu 1,61%, fechando em 7.267,65 pontos, enquanto o ⁠Nasdaq Composite teve queda de ‌1,97%, para 25.169,50 pontos. ‌O Dow Jones Industrial Average caiu 1,87%, para 49.920,07.

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda 

O londrino FTSE 100 foi o único índice a fechar em alta, com 0,27%, a 10.254,81 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,88%, a 24.218,32 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,51%, a 8.161,83 pontos.

Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,46%, a 50.029,17 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,06%, a 18.163,60 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,06%, a 8.897,21 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam em baixa 

o índice sul-coreano Kospi caiu 4,52% em Seul, a 7.730,82 pontos, 
Em Tóquio, o Nikkei recuou 1,89%, a 64.179,27 pontos. 
Taiex registrou baixa de 3,31% em Taiwan, a 43.225,54 pontos, 
Hang Seng cedeu 0,64% em Hong Kong, a 24.407,96 pontos.

Na China, o Xangai Composto teve perda de 0,42%, a 3.993,23 pontos, 
menos abrangente Shenzhen Composto recuou 1,97%, a 2.688,46 pontos.

A bolsa da Austrália terminou o pregão no azul. O S&P/ASX 200 avançou 0,57%, a 8.653,30 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve alta de 0,38% em Wellington a 13.253,65 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 0,06% em Moscou a 2.521,33 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,087% em Bombaim a 73.983,18 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.

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