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Dólar fecha em alta no Brasil após Fed indicar possível alta de juros em 2026
O dólar fechou a quarta-feira em alta ante o real, acompanhando o fortalecimento da moeda norte-americana ante as demais divisas no exterior, após o Federal Reserve não alterar sua taxa de juros, mas indicar que um aumento pode ocorrer ainda em 2026.
O dólar à vista fechou o dia com alta de 0,41%, aos R$5,1104. No acumulado do ano, a divisa passou a acumular queda de 6,90% ante o real. Às 17h03, o dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,36% na B3, aos R$5,1245.
Até a decisão do Fed, anunciada às 15h00, o dólar exibiu perdas ante o real e outras divisas da América Latina, como o peso chileno, o sol peruano e o peso mexicano. O ambiente mudou após o Fed manter a taxa de referência na faixa de 3,50% a 3,75%, como era largamente esperado, mas indicar que espera por um aumento ainda este ano. A perspectiva de juros mais altos nos EUA deu força aos rendimentos dos Treasuries e ao dólar ante todas as demais divisas, incluindo o real.
"Na primeira reunião sob a gestão de Kevin Warsh, o Fed não trouxe surpresas: manteve os juros inalterados, em um patamar que ainda pressiona a atividade econômica, mas reflete a cautela do novo presidente diante das incertezas geradas pelo conflito no Oriente Médio", destacou Edson Mendes, sócio-fundador da Private Investimentos, em referência ao fato de esta decisão ser a primeira com Warsh como chair do Fed.
"No curto prazo, a decisão tende a reforçar o dólar frente às moedas emergentes e pode continuar reduzindo o fluxo de capitais para esses mercados", acrescentou. Após atingir a cotação mínima de R$5,0511 (-0,75%) às 14h59 -- 1 minuto antes do anúncio do Fed -- o dólar à vista marcou a máxima de R$5,1225 (+0,65%) às 16h38, já após a decisão e à coletiva de imprensa de Warsh.
Agora, investidores aguardam pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a taxa básica Selic, hoje em 14,50% ao ano, após as 18h30. Ainda que boa parte do mercado espere por novo corte de 25 pontos-base da Selic, os agentes estarão atentos ao comunicado, em busca de pistas sobre a decisão seguinte, em agosto.
O diferencial de juros entre Brasil e outros países -- como EUA e Japão, cujas taxas estão em níveis bem menores -- vinha sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses. No fim da manhã, o Banco Central vendeu 60.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de julho. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$4,130 bilhões em junho até dia 12.
Ibovespa fecha em queda após Fed sinalizar alta de juros neste ano
O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, perdendo fôlego após projeções de autoridades do banco central norte-americano apontarem uma alta na taxa de juros da maior economia do mundo ainda neste ano.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,7%, a 168.453,93 pontos, renovando mínima de fechamento desde janeiro. Durante a sessão, chegou a 167.915,71 pontos na mínima, após avançar a 171.878,23 pontos na máxima. O volume financeiro somou R$68,79 bilhões, em pregão também marcado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e do contrato futuro do índice.
Bolsas de NY fecham em queda de cerca de 1%, após decisão do Fed e incertezas sobre EUA-Irã
As bolsas de Nova York fecharam em forte queda nesta quarta-feira, pressionadas pela manutenção de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) e retirada de orientação futura na primeira decisão sob comando de Kevin Warsh. Ainda, relatos divergentes sobre o acordo entre EUA e Irã retomam temores sobre a fragilidade do acordo.
O Dow Jones fechou em queda de 0,98%, aos 51.492,55 pontos. O S&P 500 perdeu 1,21%, nos 7.420,10 pontos. E o Nasdaq recuou 1,34%, encerrando em 26.021,66 pontos.
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira
Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,14%, a 10.508,61 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,08%, a 24.931,55 pontos.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,20%, a 8.430,79 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,31%, a 52.595,23 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 subiu 1,20%, a 19.392,90 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,76%, a 9.090,72 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira (17)
Sul-coreano Kospi avançou 1,58% em Seul, para o novo patamar inédito de 8.864,24 pontos,
Nikkei subiu 0,72% em Tóquio, a 69.902,25 pontos, também em nível recorde.
Taiex teve ligeiro ganho de 0,15% em Taiwan, a 45.877,39 pontos,
Hang Seng caiu 0,74% em Hong Kong, a 24.312,16 pontos.
Na China continental, o Shanghai Composto avançou 0,40%, a 4.108,08 pontos,
e o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,73%, a 2.838,35 pontos.
Na Austrália também, com alta de 0,54% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.966,30 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,25% em Wellington a 13.392,98 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 0,18% em Moscou a 2.485,99 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,45% em Bombaim a 77.155,62 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
