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terça-feira, 23 de junho de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 23/06/26

Bitcoin: R$ 325.901,00 Reais e US$ 62.567,94 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,1866
Dólar turismo: R$ 5,3966
Euro comercial: R$ 5,902
Libra: R$ 6,878

Dólar segue exterior e atinge maior valor ante o real desde o fim de março

O dólar fechou a ‌terça-feira em alta ante o real, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante quase todas as demais divisas no exterior, com as cotações no Brasil também ponderando a ata do último encontro de política monetária do Banco Central.

O dólar à vista encerrou o dia com alta de 0,87%, aos R$5,1859, o maior valor de fechamento desde 30 de ⁠março deste ano, quando atingiu R$5,2461 em meio à guerra no Oriente Médio. No ‌ano, a moeda passou a acumular baixa de 5,52% ante o real. Às 17h02, o dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,83% na ‌B3, aos R$5,1960.

A terça-feira foi de "risk-off" (fuga do risco) nos ‌mercados globais, com investidores vendendo ações em Wall Street e comprando dólar e ⁠títulos norte-americanos -- neste caso, com consequente queda nos rendimentos.  Com isso, o dólar sustentou ganhos ante quase todas as divisas de países emergentes, incluindo o real, o peso mexicano, o peso chileno e o rand sul-africano. No Brasil, o avanço da moeda norte-americana também encontrou respaldo na ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que ‌reforçou a percepção de que a taxa básica Selic pode cair no curto prazo, mesmo ‌com a instituição demonstrando preocupação ⁠com o cenário ⁠inflacionário.

A ata do Copom, que na semana passada cortou a Selic em 25 pontos-base, para 14,25% ao ⁠ano, reiterou que a projeção de inflação ‌do BC para o quarto trimestre ‌de 2027 -- atual horizonte relevante -- está em 3,7%, acima do centro da meta de inflação, de 3%.
Ao mesmo tempo, o BC voltou a defender que atingir os 3% no quarto trimestre de 2027 demandaria ajustes agressivos da Selic e faria, ⁠na sequência, a inflação ficar abaixo desse nível por diversos trimestres consecutivos.

Em função disso, o Copom julgou como mais adequadas trajetórias de Selic "menos discrepantes", com combinações de "momentos de pausa" e "retomada do ciclo de calibração" -- ou seja, de corte -- da taxa básica, com a inflação "convergindo para a meta no primeiro ‌trimestre de 2028".  Assim, enquanto o Federal Reserve tem sinalizado a possibilidade de juros mais elevados nos EUA, o BC preparou o terreno para possíveis novos cortes, indicando que ⁠há poucas chances de elevações da Selic.

O diferencial de juros entre Brasil e outros países -- como EUA e Japão, cujas taxas estão em níveis bem menores -- vinha sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses. Agora, este diferencial tende a cair.

Neste cenário, o dólar à vista oscilou em alta durante todo o dia, variando entre a cotação mínima de R$5,1593 (+0,35%) às 9h32 e a máxima de R$5,1932 (+1,01%) às 15h30. No exterior, às 17h09 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,38%, a 101,390. No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de julho.

Ibovespa fecha em alta com suporte de Axia em dia com ata do Copom

O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, com Axia entre ⁠os principais ‌suportes, em sessão marcada ‌pela divulgação ‌da ata ⁠da última decisão de política monetária do Banco Central. 

Índice de referência ‌do mercado ‌acionário brasileiro, ⁠o ⁠Ibovespa subiu 0,65%, ⁠a 171.482,74 ‌pontos, ‌de acordo com dados preliminares, após recuar ⁠a 168.495,17 pontos na mínima do dia ‌mais cedo. Na máxima, chegou a ⁠171.720,29 pontos.O volume financeiro somava R$18,83 bilhões antes dos ajustes finais, de uma média diária de R$32,36 bilhões.

Wall St fecha em queda com onda de vendas no setor de semicondutores em meio a preocupações com IA

O ‌Nasdaq e o S&P 500 fecharam esta terça-feira nos menores patamares em mais de uma semana, prejudicados por fortes quedas nas ações do setor de semicondutores, com investidores analisando os crescentes gastos com inteligência artificial financiados por dívida e se preparando para uma postura mais restritiva do Federal Reserve dos EUA.

O Índice Dow ‌Jones Industrial Average caiu 47,22 pontos, ou 0,09%, para 51.665,49, 
 S&P 500 perdeu 107,32 pontos, ou 1,44%, para 7.365,47
Nasdaq Composite caiu 579,56 pontos, ou 2,21%, para 25.587,04.

As bolsas europeias fecharam em queda nesta terça-feira (23)

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,09%, a 10.428,85 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,81%, a 24.937,03 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,71%, a 8.340,71 pontos.

Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,46%, a 52.024,41 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,02%, a 19.537,70 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,34%, a 9.136,73 pontos. 

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta terça-feira (23)

Sul-coreano Kospi sofreu um tombo de 9,99% em Seul, para 8.203,84 pontos.
Japonês Nikkei caiu 3,55% em Tóquio, para 69.788,38 pontos.
Hang Seng cedeu 1,82% em Hong Kong, para 23.336,28 pontos.
Taiex registrou queda de 1,34% em Taiwan, para 47.100,65 pontos.

Na China continental, o Shanghai Composto teve baixa de 1,37%, para 4.106,25 pontos,
Shenzhen Composto recuou 2,34%, para 2.833,77 pontos.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 0,33% em Sydney, para 8.787,00 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,076% em Wellington a 13.435,77 pontos.

Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,63% em Moscou a 2,332.95 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 1,16% em Bombaim a 76.200,68 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.

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