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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 22/06/26

Bitcoin: R$ 331.413,00 Reais e US$ 64.350,90 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,1413
Dólar turismo: R$ 5,3480
Euro comercial: R$ 5,874
Libra: R$ 6,837

Dólar fecha em baixa em dia de "casadão" do BC no câmbio

O dólar fechou a segunda-feira em baixa ante o real, em sessão que contou com duas operações cambiais simultâneas do Banco Central, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentou ganhos ante boa parte das demais divisas.

O dólar à vista fechou o dia com queda de 0,45%, aos R$5,1413. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 6,33% ante o real.
Às 17h12, o dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,15% na B3, aos R$5,1565.

Os EUA e o Irã concordaram, conforme os mediadores Catar e Paquistão, com um roteiro para um acordo final que ponha fim ao conflito em até 60 dias. Ainda assim, investidores se mostravam preocupados com as ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, de retomada da guerra e com o anúncio de que Teerã havia fechado novamente o Estreito de Ormuz.

No fim da tarde, com o mercado à vista já fechado, Trump afirmou que o Estreito de Ormuz está totalmente aberto. Neste cenário, o dólar sustentou ganhos ante divisas fortes como o euro e o iene, mas recuou ante a libra. Em relação aos países emergentes, o dólar caiu ante o peso colombiano e o real -- neste caso, após os fortes avanços da semana passada --, mas a moeda dos EUA se manteve em alta ante boa parte das demais divisas.

No Brasil, destaque para os dois leilões simultâneos realizados pelo Banco Central no início da sessão, em que foram vendidos US$1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos no valor de US$1 bilhão de swap cambial reverso -- uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro. As duas operações simultâneas são conhecidas como "casadão" pelos investidores e visam oferecer liquidez ao mercado. O efeito delas sobre as cotações do dólar é, em tese, nulo, já que o BC vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra.

“Nossos modelos de previsão econométrica para o câmbio capturaram a mudança no humor em relação aos ativos brasileiros, com o BRL (real) sendo visto no patamar R$5,16, entre R$5,06 e R$5,25 (por dólar)”, afirmou Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, em relatório publicado pela manhã. “O casadão de hoje deve aliviar um pouco a pressão, mas o ambiente segue adverso para o risco Brasil”, acrescentou.

Também em relatório, o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, afirmou que “o dólar está em tendência de alta de médio prazo, fato que dificulta recuo para perto de R$5,00”. No fim da manhã, o BC fez uma terceira operação, na qual vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de julho.

No fim de semana, uma nova pesquisa Datafolha apontou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida para o Planalto, com 47% das intenções de voto no segundo turno, contra 43%. O resultado indicou estabilidade em relação à pesquisa anterior, publicada há um mês.

Os brancos e nulos somaram 8%, enquanto 1% não sabe em quem votar. A margem de erro máxima prevista é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, considerando um nível de confiança de 95%. Às 17h11, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,15%, a 100,990.

Ibovespa fecha em alta com apoio de bancos e Azzas como destaque

O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, recuperando o patamar ⁠dos 170 ‌mil pontos, com as ações ‌da ‌Azzas 2154 ⁠em destaque após a companhia confirmar que avalia alternativa para a ‌marca Farm. 

Índice de ‌referência ⁠do ⁠mercado acionário brasileiro, ⁠o Ibovespa ‌subiu ‌1,31%, a 170.539,08 pontos, de acordo com ⁠dados preliminares, com bancos entre os principais suportes, ‌tendo marcado 170.749,76 pontos na máxima ⁠e 168.326,26 pontos na mínima do dia. O volume financeiro no pregão somava R$21,05 bilhões antes dos ajustes finais. 

Bolsas de NY fecham sem direção única, com Dow Jones em alta e Nasdaq caindo 1,3% 

As bolsas de Nova York fecharam sem direção única, com o setor de serviços de tecnologia e comunicações pesando sobre o S&P 500 e o Nasdaq. Na espera dos dados americanos desta semana, investidores ainda avaliam os desdobramentos das negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã após acordo.

O Dow Jones fechou em alta de 0,29%, aos 51.712,53 pontos. O S&P 500 perdeu 0,37% em 7.472,97% pontos. E o Nasdaq recuou 1,32%, encerrando em 26.166,60 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira (22)

O índice japonês Nikkei subiu 1,55% em Tóquio, a um patamar inédito de 72.353,96 pontos, 
O sul-coreano Kospi avançou 0,69% em Seul, para 9.114,55 pontos, também em nível recorde.

Na volta de um feriado, os mercados da China continental e de Taiwan. 
O Shanghai Composto teve alta de 1,78%, a 4.163,10 pontos, 
Shenzhen Composto avançou 1,70%, a 2.901,82 pontos.
O Taiex registrou ganho de 2,75% em Taipé, a 47.741,51 pontos. 
Hang Seng caiu 0,65% em Hong Kong, a 23.768,52 pontos, também no retorno de um feriado.

Na Austrália fechou em leve baixa hoje: o S&P/ASX 200 caiu 0,14% em Sydney, a 8.816,10 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,37% em Wellington a 13.446,05 pontos.

Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 4,53% em Moscou a 2.310,97 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,38% em Bombaim a 77.094,07 pontos.

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira (22) 

Em Londres, o FTSE 100 conseguiu se sustentar apesar da saída do premiê e fechou em alta de 0,72%, a 10.437,85 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,66%, a 25.151,48 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,25%, a 8.400,11 pontos. 

Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,10%, a 52.796,78 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 subiu 1,09%, a 19.558,60 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,72%, a 9.168,22 pontos. 

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.

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