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terça-feira, 30 de junho de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 30/06/26

Bitcoin: R$ 308.277,50 Reais e US$ 58.704,28 Dólares.

Dólar comercial: R$ 5,1628
Dólar turismo: R$ 5,3732
Euro comercial: R$ 5,899
Libra: R$ 6,872

Dólar fecha com leve queda em dia de disputa pela Ptax; sobe 2,3% no mês

O dólar fechou a ‌terça-feira com leve variação negativa ante o real, em um dia marcado pela disputa dos investidores pela formação da Ptax de fim de mês e pelos sinais mistos da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior.

O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,19%, aos R$5,1626. No mês de ⁠junho, a moeda acumulou alta de 2,32% ante o real e, no ano, passou ‌a ceder 5,95%.  Às 17h06, o dólar futuro para agosto -- que se tornou o mais líquido do mercado brasileiro -- cedia 0,23% na B3, aos R$5,2050.

Calculada pelo ‌Banco Central com base nas cotações do mercado à ‌vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos ⁠futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa).

Em função da disputa, é comum haver maior volatilidade na primeira metade da sessão, em especial nos horários próximos às janelas de coleta ‌de valores pelo BC, às 10h, 11h, 12h e 13h. A determinação da Ptax é ‌especialmente importante nos finais de ⁠trimestre -- como visto ⁠nesta terça-feira -- porque a taxa também serve de referência para conversão de valores em moeda ⁠estrangeira nos balanços e demonstrações financeiras de ‌muitas empresas no Brasil.

Definida a ‌Ptax no início da tarde (R$5,1760 na compra e R$5,1766 na venda), o dólar passou a oscilar sem influências técnicas, mantendo-se perto da estabilidade, na ausência de novos gatilhos de operação. No exterior, o dólar sustentou ganhos pela manhã ⁠ante moedas fortes como o euro, a libra e o iene, mas durante a tarde a moeda norte-americana já havia perdido boa parte da força.

O dólar também perdeu fôlego de mais cedo ante divisas de países emergentes e no fim da tarde tinha sinais mistos, caindo ‌ante o peso colombiano e o rand sul-africano, mas subindo ante o peso chileno e a rupia indiana. Como pano de fundo das negociações com moedas nesta ⁠terça-feira estavam as movimentações diplomáticas de Estados Unidos e Irã, que tentam sustentar uma trégua ainda frágil no Oriente Médio. Equipes de negociação dos dois países deveriam chegar a Doha nesta semana, mas o Irã informou na segunda-feira que nenhuma reunião entre as partes havia sido agendada.

Além disso, pela manhã, o Departamento do Trabalho dos EUA informou que as vagas de emprego em aberto no país -- um indicador da demanda por mão de obra -- aumentaram em 9.000, chegando a 7,594 milhões no último dia de maio, conforme o relatório Jolts. Na quinta-feira sai o relatório de empregos payroll dos EUA referente a junho. Às 17h08, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,01%, a 101,130.

Ibovespa fecha em queda e acumula quarto mês seguido no negativo

O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, confirmando mais um desempenho mensal ⁠negativo, mas se ‌afastou da mínima do dia, registrada ‌após dados ‌sobre o ⁠mercado de trabalho no Brasil mais fracos do que o esperado. 

Índice de referência ‌do mercado acionário brasileiro, ‌o ⁠Ibovespa ⁠caiu 0,68%, a 172.029,52 ⁠pontos, acumulando ‌um ‌declínio de 1,01% em junho, de acordo com dados ⁠preliminares. No segundo trimestre, a perda alcançou 8,23%, reduzindo ‌a alta no ano para 6,77%.

Na mínima do ⁠dia, o Ibovespa recuou a 170.538,48 pontos. Na máxima, marcou 173.204,72 pontos. O volume financeiro nesta sessão somava R$17,76 bilhões antes dos ajustes finais.

S&P 500 e Nasdaq registram melhor trimestre desde 2020 apesar da guerra no Irã

O ‌S&P 500 e o Nasdaq encerraram o trimestre com seus maiores ganhos trimestrais desde 2020, uma vez que os investidores se mantiveram otimistas em relação ao crescimento econômico e aos lucros, mesmo em meio ao conflito no Oriente Médio.

O S&P 500 subiu 0,75%, fechando em ‌7.498,38 pontos, 
Nasdaq Composite ‌subiu 1,45%, para 26.194,76. 
O Índice Dow Jones Industrial ⁠Average subiu 0,22%, para 52.298,91.

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, 30

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,12%, a 10.497,12 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX subiu 1,43%, a 24.979,25 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,44%, a 8.403,99 pontos. 

Em Milão, o FTSE MIB avançou 1,01%, a 51.682,43 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,41%, a 19.467,50 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,29%, a 9.132,59 pontos. 

O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,97%, a 642,27 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira (30)

Sul-coreano Kospi avançou 0,97% em Seul, a 8.476,48 pontos,
Japonês Nikkei subiu 0,86% em Tóquio, a 70.062,32 pontos.
Taiex registrou forte ganho de 2,50% em Taiwan, a 46.125,91 pontos,
Hang Seng contrariou o viés positivo regional ao cair 0,63% em Hong Kong, a 22.881,02 pontos.

Na China continental, o Shanghai Composto subiu 0,50%, a 4.094,40 pontos,
menos abrangente Shenzhen Composto avançou 2,08%, a 2.840,67 pontos.

Na Austrália fechou em baixa: o S&P/ASX 200 recuou 0,51% em Sydney, a 8.778,70 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve alta de 0,56% em Wellington a 13.621,66 pontos.

Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 0,17% em Moscou a 2.345,77 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,33% em Bombaim a 76.478,67 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.

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