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Dólar sobe a R$5,1745 com Fed vendo alta de juros e Copom sugerindo nova baixa
O dólar emplacou nesta quinta-feira a quarta sessão consecutiva de ganhos ante o real, com as decisões sobre juros da véspera, nos Estados Unidos e no Brasil, justificando o aumento das cotações.
Enquanto o Federal Reserve passou indicações de que sua taxa de referência vai subir ainda em 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central preparou terreno para mais cortes de juros. O dólar à vista fechou o dia com alta de 1,25%, aos R$5,1745. No ano, a divisa passou a acumular queda de 5,73% ante o real. Às 17h06, o dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 1,17% na B3, aos R$5,1820.
As decisões de política monetária do Fed e do BC na véspera, cada uma a sua maneira, atuaram para o avanço do dólar ante o real.
No caso do Fed, a instituição manteve na tarde de quarta-feira sua taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, mas passou indicações de que um aumento pode ocorrer até o fim do ano. Com isso, os investidores globais elevaram as apostas de pelo menos um aumento de juros pelo Fed, possivelmente já em agosto.
Em reação, o dólar exibiu ganhos ante a maior parte das demais divisas nesta quinta-feira, incluindo divisas de países emergentes como o real, o peso chileno, a lira turca e o peso mexicano. O real esteve durante todo o dia entre as moedas que mais perdiam valor, com o mercado também reagindo negativamente ao anúncio da véspera do Copom.
O colegiado cortou a taxa básica Selic em 25 pontos-base, para 14,25% ao ano, e adotou na visão de alguns analistas uma postura "dovish" (mais suave no combate à inflação), ao estender o horizonte relevante para que a inflação possa convergir à meta de 3%.
Na prática, o BC "adiou" o atingimento da meta de 3% do quarto trimestre de 2027 para o primeiro trimestre de 2028, reforçando a percepção de que pode haver novo corte da Selic em agosto. "O grande destaque ficou por conta justamente da rolagem do horizonte relevante em um trimestre à frente, sinalizando que o comitê... opta por buscar uma justificativa que sustente um corte de juros, mostrando uma postura mais propensa a riscos inflacionários", avaliou a equipe da Genial Investimentos em análise publicada após a decisão.
Assim, a perspectiva de juros mais altos nos EUA, somada à possibilidade de novo corte no Brasil, torna o diferencial de juros brasileiro menos atrativo ao investimento estrangeiro, o que em tese pode prejudicar o fluxo de dólares para o país. Em reação, o dólar à vista se reaproximou dos R$5,20 durante a sessão desta quinta-feira. Às 13h19, a divisa atingiu a cotação máxima de R$5,1909 (+1,58%). "Recentemente, a moeda americana vinha acumulando quedas impulsionadas pelo diferencial de juros favorável ao Brasil. Agora, com a perspectiva de juros mais altos nos Estados Unidos, ocorre uma pequena realocação de recursos", comentou Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da casa de análise Top Gain.
"Parte do capital deixa a bolsa brasileira e até mesmo a renda fixa local para buscar oportunidades no mercado americano", acrescentou.
No exterior, o dólar também se mantinha em alta ante as demais divisas neste fim de tarde. Às 17h17, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,44%, a 100,790. No fim da manhã, sem efeito sobre as cotações, o Banco Central vendeu 60.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de julho.
Ibovespa fecha com queda modesta após BC deixar em aberto próximas decisões sobre a Selic
O Ibovespa fechou com uma queda modesta nesta quinta-feira, um dia após o Banco Central cortar a taxa Selic para 14,25% e deixar em aberto os próximos movimentos de política monetária.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,1%, a 168.277,55 pontos, após marcar 169.542,37 pontos na máxima e 167.910,63 pontos na mínima do dia. O volume financeiro no pregão somou R$26,3 bilhões.
Os índices de Wall Street fecharam em alta nesta quinta-feira
O índice Dow Jones Industrial Average subiu 72,15 pontos, ou 0,14%, para 51.564,70,
S&P 500 ganhou 80,48 pontos, ou 1,08%, para 7.500,58
Nasdaq Composite ganhou 496,28 pontos, ou 1,91%, para 26.517,93.
As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta quinta-feira (18)
Em Londres, o FTSE 100 fechou em baixa de 1,04%, a 10.399,70 pontos.
Em Frankfurt, o DAX subiu 0,37%, a 25.028,06 pontos.
Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,44%, a 8.467,98 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,18%, a 52.688,22 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,09%, a 19.404,10 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,55%, a 9.040,40 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira (18).
Kospi avançou 2,25% em Seul, para 9.063,84 pontos
Nikkei subiu 1,65% em Tóquio, a 71.053,49 pontos - ambos em máximas históricas.
Taiex registrou alta de 1,28% em Taiwan, a 46.465,20 pontos
Hang Seng caiu 1,59% em Hong Kong, a 23.924,81 pontos.
Na China continental, o Shanghai Composto recuou 0,43%, a 4.090,48 pontos,
Shenzhen Composto subiu 0,53%, a 2.853,37 pontos.
Na Austrália fechou em baixa hoje, de 0,62% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.911,10 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve baixa de 0,22% em Wellington a 13.363,31 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve baixa de 1,96% em Moscou a 2.436,27 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve alta de 0,33% em Bombaim a 77.409,98 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
