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Dólar fecha em baixa ante o real na contramão do exterior
O dólar fechou a segunda-feira em baixa ante o real, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha sustentado ganhos ante boa parte das demais divisas, após o Irã decidir interromper trocas de mensagens com os Estados Unidos através de mediadores.
O dólar à vista encerrou o dia com baixa de 0,47%, aos R$5,0217. No ano, passou a acumular recuo de 8,51% ante o real. Às 17h04, o dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,38% na B3, aos R$5,0560.
As idas e vindas do noticiário sobre a guerra no Oriente Médio mais uma vez influenciaram os negócios com moedas nesta segunda-feira. Após abrir o dia em baixa ante o real, o dólar zerou as perdas no meio da manhã, após a agência iraniana Tasnim informar que a equipe de negociação do Irã está interrompendo as trocas de mensagens com os EUA através de mediadores devido a ataques de Israel no Líbano.
Após a notícia -- que reforça as dúvidas sobre um possível acordo de paz entre EUA e Irã -- os rendimentos dos Treasuries ganharam força, renovando máximas do dia, e o petróleo Brent chegou a superar os US$97 o barril. No mercado de moedas, o dólar ganhou força ante as demais divisas, mas a pressão não foi suficiente para fazer a moeda norte-americana subir no Brasil. "A gente viu um movimento de queda hoje do dólar no Brasil, destoando um pouco das outras moedas emergentes, que acabaram ficando mais pressionadas", comentou à tarde Cristiane Quartaroli, economista-chefe do Ouribank.
"A notícia de que o Irã suspendeu as negociações com os EUA acabou deixando os investidores mais cautelosos, e isso em tese costuma favorecer o dólar. Ainda assim, o real foi uma das poucas moedas emergentes que se valorizou, impulsionado pela alta do preço do petróleo, que é positivo para o Brasil." Durante a tarde, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as negociações continuam em "ritmo acelerado" e que não havia sido informado sobre uma suspensão por parte do Irã. Trump também disse que Israel concordou em retirar as tropas que se preparavam para atacar o Hezbollah no sul do Líbano.
Neste cenário, após atingir a cotação máxima de R$5,0473 (+0,04%) às 11h, já após a notícia da interrupção das mensagens pelo Irã, o dólar à vista marcou a mínima de R$5,0115 (-0,67%) às 16h26, na esteira das declarações de Trump.
"O dólar subiu (cerca de) 2% em maio e o petróleo também está subindo (nesta segunda-feira). Acho que estes são os elementos que estão permitindo aqui vermos o dólar cair", comentou durante a tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo. No exterior, a divisa norte-americana seguia em alta ante boa parte das demais moedas. Às 17h09, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,18%, a 99,190.
Ibovespa fecha em queda com incertezas envolvendo negociações EUA-Irã
O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira, perdendo o patamar de 172 mil pontos no pior momento, em mais uma sessão de incertezas envolvendo as negociações entre Estados Unidos e Irã.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,91%, a 172.197,46 pontos, chegando a 171.792,82 pontos na mínima. Na máxima do dia, marcou 173.975,31 pontos. O volume financeiro somou R$28,76 bilhões.
As ações de Wall Street registraram ganhos modestos
O Dow Jones Industrial Average teve variação positiva de 0,09%, para 51.078,88 pontos,
S&P 500 ganhou 0,26%, para 7.599,96 pontos,
Nasdaq Composite avançou 0,42%, para 27.086,81 pontos.
As bolsas europeias fecharam em queda
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,68%, a 10.338,95 pontos.
Em Frankfurt, o DAX caiu 0,44%, a 24.994,13 pontos.
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,45%, a 8.146,59 pontos.
Em Milão, o FTSE MIB recuou 0,52%, a 49.775,16 pontos.
Em Madri, o Ibex 35 cedeu 1,22%, a 18.138,90 pontos.
Em Lisboa, o PSI 20 caiu 1,27%, a 8.960,94 pontos.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta
O índice japonês Nikkei subiu 0,91% em Tóquio, para o patamar inédito de 66.934,33 pontos.
Em Seul, o sul-coreano Kospi avançou 3,68%, a 8.788,38 pontos, também nível recorde.
Hang Seng teve alta de 0,86% em Hong Kong, a 25.398,18 pontos.
Taiex subiu 1,35% em Taiwan, a 45.337,91 pontos.
Na China continental, o Xangai Composto caiu 0,27%, a 4.057,74 pontos,
o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,78%, a 2.783,83 pontos.
Na Austrália, com baixa marginal de 0,03% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.729,40 pontos.
Na Nova Zelândia, o NZX 50, teve alta de 0,29% em Wellington a 13.244,55 pontos.
Na Russia, o MOEX Russia Index, teve alta de 0,19% em Moscou a 2.570,39 pontos.
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 0,68% em Bombaim a 74.267,34 pontos.
Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.
