terça-feira, 23 de junho de 2026
Mercado financeiro Bolsas da Europa: 23/06/26
As bolsas europeias fecharam em queda nesta terça-feira (23) pressionadas por preocupações com o ritmo da economia europeia e pela forte liquidação global de ações de tecnologia, em meio a renovadas dúvidas sobre o retorno dos elevados investimentos em IA (inteligência artificial).
Investidores também acompanham avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã, que contribuíram para a queda dos preços do petróleo e das commodities metálicas.
Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,09%, a 10.428,85 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,81%, a 24.937,03 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,71%, a 8.340,71 pontos.Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,46%, a 52.024,41 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu 0,02%, a 19.537,70 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,34%, a 9.136,73 pontos. As cotações são preliminares.
No noticiário econômico, os índices de gerentes de compras (PMIs, na sigla em inglês) preliminares mostraram melhora da atividade na zona do euro, mas os dados da Alemanha e do Reino Unido decepcionaram e caíram para mínimas em meses.
Para Christophe Boucher, da ABN AMRO Investment Solutions, os dados reforçam a ausência de efeitos secundários relevantes sobre a inflação e indicam demanda ainda fraca, sugerindo crescimento moderado nos próximos meses.Ainda, o setor de tecnologia recuou 3,3%. A holandesa ASML caiu cerca de 6,1%, enquanto as fabricantes de semicondutores STMicroelectronics e Infineon recuaram perto de 8% e 5,8%, respectivamente, acompanhando o movimento de venda observado nos mercados dos EUA e da Ásia.
Em Paris, a L'Oréal conseguiu apagar parte das perdas mais fortes e recuou 0,3%, após o Deutsche Bank rebaixar sua recomendação para venda, citando perspectiva de desaceleração do crescimento das receitas no segundo semestre.
Na ponta positiva, a EssilorLuxottica subiu cerca de 0,6% após anunciar, em parceria com a Meta, uma nova linha de óculos inteligentes com IA integrada. A Sanofi avançou cerca de 1,5% depois de obter aprovação da União Europeia (UE) para um novo tratamento contra esclerose múltipla.
Fontes: Dow Jones Newswires.
