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terça-feira, 12 de maio de 2026

Mercado financeiro Dólar, Ibovespa e Bolsas: 12/05/26

Bitcoin: R$ 394.611,66 Reais e US$ 80.558,00 Dólares.

Dólar comercial: R$ 4,8955
Dólar turismo: R$ 5,0915
Euro comercial: R$ 5,747
Libra: R$ 6,652

Dólar fecha estável ante real enquanto segue impasse no Oriente Médio

O dólar voltou a oscilar ‌em margens estreitas ante o real nesta terça-feira, até fechar perto da estabilidade, ainda que no exterior a moeda norte-americana tenha sustentado ganhos ante boa parte das demais divisas, em meio ao impasse entre Irã e EUA.  

O dólar à vista fechou com leve alta de 0,08%, aos R$4,8949. No ano, a divisa dos EUA passou a acumular baixa de 10,82% ante o real.  Às ⁠17h03, o dólar futuro para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,12% na B3, ‌aos R$4,9180. 

Após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar na véspera que o cessar-fogo entre os países "respira por aparelhos", uma autoridade do Irã disse nesta terça-feira que o país expandiu ‌sua definição do Estreito de Ormuz para uma "vasta área operacional", ‌muito mais ampla do que antes da guerra. O tráfego de navios pelo estreito, por ⁠onde circulam 20% do petróleo e do gás comercializados no mundo, seguiu prejudicado.

À tarde, Trump afirmou que terá uma longa conversa com o presidente chinês, Xi Jinping, sobre a guerra no Irã durante sua viagem à China, mas acrescentou que não acha que precisa da ajuda de Xi. Mais tarde, Trump disse que tem "muitas coisas" para discutir com Xi, mas "não diria que o Irã ‌é uma delas". Sem um desfecho visível para a guerra, o dólar sustentou ganhos ante boa parte ‌das demais divisas, incluindo pares do ⁠real como o rand ⁠sul-africano, a rupia indiana e o peso mexicano.

No Brasil, porém, a divisa alternou momentos de estabilidade e de ⁠leves altas, mas sempre se mantendo distante dos ‌R$5,00. Após marcar a máxima de ‌R$4,9164 (+0,52%) às 12h24, o dólar à vista atingiu a mínima de R$4,8927 (+0,03%) às 14h30.

"A guerra veio, a guerra foi, e o dólar está abaixo de R$5,00", comentou João Oliveira, head da mesa de operações do Banco Moneycorp. "As exportações e as entradas financeiras, para aproveitar ⁠a taxa de juros alta no Brasil, estão segurando as cotações", acrescentou.

Pela manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA, índice oficial de inflação, subiu 0,67% no mês passado, desacelerando ante a taxa de 0,88% de março e contra projeção de 0,69% dos analistas consultados pela Reuters. Em 12 meses, o ‌IPCA acumulou alta de 4,39%, ante 4,40% projetados. Mas a abertura do IPCA ainda demonstrou uma inflação pressionada em algumas métricas de serviços, o que coloca em dúvida o espaço do Banco ⁠Central para continuar o ciclo de cortes da taxa básica Selic ao longo do ano. Atualmente a Selic está em 14,50%.

O diferencial de juros entre Brasil e outros países -- como os EUA, cuja taxa hoje está na faixa de 3,50% a 3,75% -- vem sendo apontado como um dos fatores para atração de investimentos ao país, o que conduziu as cotações do dólar a patamares mais baixos ante o real nos últimos meses.  No meio da manhã, o Banco Central vendeu US$1 bilhão em dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra no futuro) simultâneos, para rolagem do vencimento de 2 de junho.

Perto do meio-dia, o BC vendeu 50.000 contratos de swap cambial tradicional para rolagem do vencimento de 1º de junho. No exterior, às 17h08 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,34%, a 98,302.

Ibovespa fecha em queda com cena corporativa e inflação em foco

O Ibovespa fechou em queda nesta terça-feira, perdendo o patamar dos 180 mil pontos na mínima do dia, ‌em sessão marcada por noticiário corporativo intenso e dados de inflação no Brasil e nos EUA, além de nova alta do preço do petróleo no mercado internacional.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,80%, a 180.342,33 pontos, após marcar 179.938,70 pontos no pior momento. Na máxima, marcou 181.896,57 pontos. O volume financeiro somou R$29,11 bilhões.

O barril sob o contrato Brent fechou em alta de 3,42%, a US$107,77, diante do enfraquecimento nas expectativas sobre um acordo entre Estados Unidos e Irã, que permita a reabertura do Estreito de Ormuz, relevante rota da commodity. O avanço nas cotações da commodity desde o começo do conflito no Oriente Médio, no final de fevereiro, tem preocupado investidores por causa do efeito na inflação e seus reflexos em políticas de bancos centrais no ⁠mundo.

S&P 500 e Nasdaq fecham em baixa, com inflação e tensões sobre Irã pesando

O S&P 500 e o Nasdaq ‌fecharam em baixa nesta terça-feira, uma vez que dados de inflação mais fortes do que o esperado e um cessar-fogo cada vez mais tênue entre os EUA e o Irã levaram os investidores a se retraírem perto do final de uma robusta temporada de resultados do primeiro trimestre.

A fraqueza das ações de tecnologia foi a que mais arrastou o Nasdaq para baixo, enquanto as ações do setor de saúde, impulsionadas por um salto da Humana , ajudaram a manter ⁠o Dow em território positivo. Apesar das vendas, o S&P 500 e o Nasdaq continuam próximos de seus recordes.

Com o fim ‌da temporada de resultados, os investidores estão cada vez mais focados em avaliações, macroeconomia e desenvolvimentos geopolíticos. Trump viaja a ‌Pequim para se reunir esta semana com o presidente chinês, Xi Jinping, e tratar de uma série de questões, incluindo tarifas, ajuda militar dos EUA a Taiwan, o papel potencial da China na intermediação de um acordo de ⁠paz com o Irã e a extensão de um acordo comercial sobre metais críticos de terras raras.

O Dow Jones Industrial Average subiu 0,11%, para 49.760,56 pontos, o S&P 500 perdeu 0,16%, para 7.400,96 pontos, e o Nasdaq Composite caiu 0,71%, para 26.088,20 pontos.

Dos 11 principais setores do S&P 500, os setores de consumo discricionário e de tecnologia sofreram as maiores perdas percentuais, enquanto os setores de saúde e de bens de consumo básicos lideraram os ganhos.

As bolsas da Europa fecharam em queda 

Em Londres, o FTSE 100 fechou em queda de 0,04%, a 10.265,32 pontos. 
Em Frankfurt, o DAX caiu 1,54%, a 23.974,67 pontos. 
Em Paris, o CAC 40 perdeu 0,95%, a 7.979,92 pontos. 
Em Milão, o FTSE MIB recuou 1,36%, a 48.990,98 pontos. 
Em Madri, o Ibex 35 cedeu 1,61%, a 17.564,50 pontos. 
Em Lisboa, o PSI 20 teve baixa de 1,26%, a 9.050,18 pontos. 

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única 

O índice sul-coreano Kospi caiu 2,29% em Seul, a 7.643,15 pontos, 
Nikkei subiu 0,52% em Tóquio, a 62.742,57 pontos,
Hang Seng recuou 0,22% em Hong Kong, a 26.347,91 pontos, 
Taiex avançou 0,26% em Taiwan, a 41.898,32 pontos.
Na China: o Xangai Composto registrou perda de 0,25%, a 4.214,49 pontos, 
menos abrangente Shenzhen Composto cedeu 0,63%, a 2.903,98 pontos.
Na Oceania, a bolsa australiana, com baixa de 0,36% do S&P/ASX 200 em Sydney, a 8.670,70 pontos.
Em Moscou, o MOEX Russia Index, teve alta de 1,34% a 2.692,48 pontos. 
Na Índia, o S&P BSE Sensex, teve baixa de 1,92% a 74.559,24 pontos.

Fontes: Dow Jones Newswires/Reuters.

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